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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

1Q84

 
 
Até parece mal, deixar passar tantos meses (3 meses) sem uma mísera critica. Até parece que não li nada este tempo todo ( e de fato, li pouco).
 
 
Meti mãos aos lavores (para preparar algumas prendas de Natal exclusivas) e deixei a leitura para trás. E deixei mesmo!
 
Nestes 3 meses, só consegui ler um livro:

 

Acabei de o ler a semana passada e quando passei pelo blog para ver algumas novidades das "Páginas que Leio", dei-me conta da ausência. Não que ela seja notada por aí além, mas notei-a eu e não gostei do espaço em branco.

O terceiro livro confirma a boa escrita do autor e não adianta mais nada em relação ao mistério do Povo Pequeno (apenas os põe a trabalhar a dada altura, no final) e da sua acção na Vanguarda; não voltamos a ver a Fuka Eri, a não ser quando ela sai de cada do Tengo de vez e passamos o livro com a visita de Tengo ao pai moribundo, até ao seu funeral; os dias "aborrecidos" de Aomame à espera de um vislumbre de Tengo no alto do escorrega do parque infantil e a vigilância insistente de Ushikawa, para encontrar Aomame. Se refletirmos um pouco, Ushikawa é a personagem principal deste volume, na tentativa de, através de Tengo chegar a Aomame.

Claro que quase no final Ushikawa é neutralizado e é como se a sua saída de ação, desimpedisse o caminho para que as duas personagens principais, finalmente, se encontrassem. E o encontro é calmo, como se tivesse sido preparado e esperado desde há anos (o que não será de admirar se após um aperto de mão vinte anos antes, ficou tanta coisa entre os dois).

Seguem os dois, sempre de mão dada (exceto nas partes em que esse gesto seria impraticável) e de acordo com uma ideia de Aomame, fazem o caminho no sentido inverso para escaparem aos perigos daquele mundo de duas luas. Escapam de fato, mas não voltam ao mundo anterior. Atingem um mundo, de uma só lua, mas com a insinuação (pelo posicionamento do tigre da Esso representado num cartaz publicitário, a que eu confesso não tinha dado importância) de que se trata ainda assim de um outro mundo. Livres do Povo Pequeno e da Vanguarda, talvez, mas alheios a outros perigos, provavelmente.

Sinopse:
O Livro 3 revela o estilo forte e truculento de uma personagem única, Ushikawa de seu nome. A par de Tengo e Aomame, a voz da Ushikawa ecoa nas páginas do terceiro volume de 1Q84 e provoca as reações mais intensas. Amem-no ou detestem-no, mas deixem-no entregue à sua sorte. Tengo e Aomame continuam sem saber, mas aquele é o único lugar perfeito no mundo. Um lugar perfeitamente isolado e, ao mesmo tempo, o único que escapa às malhas da solidão.
Este mundo também deverá ter as suas ameaças, os seus perigos, claro, e estar cheio dos seus próprios enigmas e de contradições. Mas não faz mal. A páginas tantas, é preciso acreditar. Sob as duas luas de 1Q84, Aomame e Tengo deixam de estar sozinhos... Inspirado em parte no romance 1984, de George Orwell, 1Q84 é uma surpreendente obra de ficção, escrita de forma poderosa e imaginativa - a um tempo um thriller e uma tocante história de amor.
Murakami continua a provocar o espanto e a emoção, comunicando com milhões de pessoas de todas as idades, espalhadas pelo mundo inteiro. Ao pousar este livro, quantos leitores não se sentirão desafiados a ver o mundo com outros olhos?
 
Não vi mais nada de novo, em relação aos livros anteriores e provavelmente, se era uma conclusão não estava certo abrir mais portas, embora gostasse de mais acção entre a Vanguarda e Tengo e Aomame. Mas como este não é um livro, ou conjunto de livros policial ou parecido, ficou-se pela contribuição de cada um (Tengo a reescrever a história da Crisálida do Ar, Aomame a matar o Líder) e o grande romance de amor entre dos dois. Um romance vivido durante vinta anos, à distância.
 
Concluindo: gostei de ler Haruki Murakami e aconselho a leitura dos 3 livros. De preferencia sem os intervalos que eu tive entre cada um deles, para não perdermos o fio à meada, ou como quem diz ao tecer da Crisálida.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

1Q84


Se eu alguma vez por mero acaso passasse por este livro, não o iria escolher para ler.
Não conheço o autor, a capa apesar de fora dos contextos habituais em que se pretende que as capas "resumam" as histórias que encerram, não está mal, mas o título não me diz nada. E eu sempre achei que o título era meio caminho para nos levar a ler um livro (provavelmente a maior parte das vezes ficamos desiludidos, mas a outra menor parte compensa-nos).
Falaram-me do autor do tipo de escrita, que era bom, muito nipónico, mas muito correcto e expressivo na sua apresentação dos romances e fiquei com curiosidade.

Se tivesse visto em algum lado, o resumo que copio agora, também me sentiria tentada a ler.

*****
Num mundo aparentemente normal e de contornos reconhecíveis, movem-se duas personagens centrais: Aomame, uma mulher independente, professora de artes marciais, e Tengo, professor de matemática.

Os dois estão quase a entrar na casa dos trinta anos, têm vidas solitárias e ambos se dão conta de ligeiros desajustamentos à sua volta, que os conduzirão fatalmente a um destino comum.

Falta dizer que tanto um como outro são mais do que parecem: a bela Aomame, nas horas vagas, é uma assassina que mata as suas vítimas sem deixar vestígios, levando toda a gente a pensar que morreram de morte natural; o apagado Tengo, um escritor em construção a quem o editor, Komatsu de seu nome, encarregou de trabalhar na revisão de A Crisálida de Ar, obra prometedora, nascida da imaginação (ou talvez não...) de uma adolescente enigmática, chamada Fuka-Eri.
*****

Neste momento, tenho-o comigo (em formato digital, no meu Kindle, devo ter lido umas vinte páginas que equivalem a algo como 5% de leitura - isto exagerando porque não me recordo do que o equipamento indica e ainda não me habituei à ideia da percentagem em vez das páginas) e estou a ler a parte que o final do resumo apresenta desde "apagado Tengo, um escritor... até adolescente enigmática, chamada Fuka-Eri".
Só por isto já me interessou.
Que acontecerá quando um pretenso escritor, leva uma obra sua a concurso e descobre que vai ser alterada por outro, para concorrer a outro concurso de maior importância? Não sei ainda, se é este o mote principal da trama, mas a mim já me cativou.