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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Sabor de Perigo

Uma mulher sozinha, sem ter alguém em quem confiar. Para onde ela pode fugir? Ela era uma linda noiva... Ou teria sido, se o noivo tivesse aparecido. Então, no exato momento em que Nina Cormier teria dito "sim, aceito", a igreja explodiu, enviando a mensagem clara de que alguém queria acabar com a noiva. Alvo de um atentado, Nina precisava de um cavaleiro salvador, mas Sam Navarro era apenas um homem. O policia de Portland aprendera a duras penas como endurecer o coração diante de damas em perigo. Protegeria o corpo dela, mas não teceria fantasias a respeito. Sam não podia atravessar aquela linha, pois isso colocaria a ambos em risco. Então, cometeu o erro de olhar dentro dos grandes olhos castanhos de Nina...

Antes de tecer a minha opinião e quase com a vontade irresistível de começar já a chamar-me idiota ou ingénua,  deixem-me dizer antes que, gosto de livros e gosto de os ler. Uns gosto mais do que outros, alguns começo e não consigo continuar e neste incluem-se os autores Nora Roberts, Nicholas Sparks e afins. Perdoem-me os fãs do estilo, mas romances não me dizem nada. Não, assim, quando a historia de amor é a base, o desenrolar e o concluir do livro.
Não quero com isso dizer que não leio uma vez por outra, por engano ou curiosidade, mas não são a minha primeira escolha para ler.
E fora do tema, há autores que me tocam e quero ler tudo o que escrevem e há outros que me dizem pouco e não é porque não gostei do livro, é porque não ficou cá.

Com Tess Gerritsen aconteceu isso. Li há anos um livro da autora, Desaparecidas e só me lembro que se tratava de uma investigação a raparigas desaparecidas. Mais nada! Quando tive a oportunidade de acolher este título no meu kindle, li o resumo às pressas e foi aí o meu erro e é por isso que ao copiar a sinopse para aqui, apeteceu-me chamar-me nomes! Então, não se via logo ao que íamos?

Convencida que a investigação da explosão, com a possível atração entre os personagens, era o tema principal, comecei a ler e ao fim de cinco páginas estava tudo visto. O policia apaixona-se por Nina e passa o livro a querer salvá-la de tudo e de todos, ao mesmo tempo que não quer assumir nem para ele nem para ninguém o que sente; Nina apaixona-se pelo policia, mas acha-o um estúpido convencido e frio e está tudo dito.

No final, numa cena digna das séries de ação que agora são moda, fica tudo resolvido - para o bem e para o mal.

Eu até aceitava que os dois se enrolassem, a meio da coisa, porque pelas palavras da autora, o policia Sam Navarro é um pedaço de mau caminho, mas tanto quer não quer, ai que sim ai que não, foi demais!

Se gostam do tema e de amor à primeira vista e de sentimentos indecisos leiam. Lê-se rápido, bem e pelo meio sempre tem alguma ação; Se como eu, não gostam, deixem-se estar quietos que ganham mais e pelo menos não perdem tempo,


quinta-feira, 27 de agosto de 2015

O Jardim de Ossos


Boston, 1830. Para pagar seus estudos, Norris Marshall, um estudante de medicina talentoso, mas sem recursos financeiros, integra as fileiras dos “ressurreicionistas” — saqueadores de tumbas que negociam cadáveres no mercado negro. Contudo, até mesmo esse mórbido comércio parece insignificante diante do corpo mutilado de uma enfermeira encontrado no terreno do hospital universitário. Quando um médico conceituado sofre o mesmo destino, Norris descobre que seu ganha-pão ilícito o transformou no principal suspeito dos crimes.
Para provar sua inocência, o estudante precisa encontrar a única testemunha que viu o assassino: Rose Connolly, uma bela costureira dos cortiços de Boston. Ao lado do sarcástico e inteligente jovem Oliver Wendell Holmes, Norris e Rose vasculham a cidade em busca de um maníaco que aguarda a próxima oportunidade para matar.

Massachusetts, dias atuais. Julia Hamill fez uma descoberta terrível em sua nova casa no interior: um crânio enterrado no jardim. Humano, feminino e, de acordo com a patologista Maura Isle, com traços inconfundíveis de um homicídio. Quem quer que tenha sido ou o que tenha acontecido com aquela mulher, é algo perdido no passado.
Com suspense incansável e uma perfeita reconstituição de época, O jardim de ossos intercala habilmente a história de protagonistas dos séculos XIX e XXI, desvendando os mistérios obscuros através do tempo e do espaço. Forte, sangrento e brilhante, confirma o talento primoroso de Tess Gerritsen.

E parece de propósito, mas foi por mero acaso, acabei a ler e de ler, mais um livro onde o passado e presente se misturam e nos são dados vislumbres de um e de outro. A única diferença, com o livro anterior, é que o presente são apenas vislumbres para nos aguçar a curiosidade, já que a verdadeira história é toda do passado.

À medida que Julia e Henry deambulam por entre cartas antigas e recortes de jornais, vão tomando conhecimento de uma história do século XIX, e a mesma é-nos apresentada, como se fosse e sendo a parte principal do livro. Concluo que o presente é apenas para se tornar interessante e para dar um quinhão de maravilhoso ao final com uma descoberta curiosa, porque a história de Norris, Rose e do Estripador era suficiente para o livro todo.

Perdeu-se um pouco, em certas alturas, porque pelo formato e-book, alguns parágrafos não estavam devidamente separados, mas depois de ler uma linha, ficávamos integrados na narração.

Se gostam de Tess Gerritsen e não conhecem este livro, aconselho a sua leitura, apesar de algumas cenas mais duras. Se não conhecem é um bom livro para começar.