Em uma semana, dei por mim a ler sinopses de mais de um livro em que o tema distopia estava presente.
A Guerra dos Esporos matou todos aqueles que tinham mais de vinte anos e menos de sessenta. A Destinos Primordiais aluga corpos adolescentes aos Terminantes, seniores com centenas de anos que querem ser jovens outra vez.
É a partir deste cenário perturbador que Lissa Price constrói a acção desta distopia, que se passa num hipotético futuro, talvez não muito distante, que nos faz pensar que poderá de facto acontecer. Uma história inteligente, uma narrativa ágil e fluída, uma trama viciante que a
autora conseguiu combinar com mestria e que prende o leitor até à última página
The Hunger Games é ambientado em uma nação chamada Panem, durante um período futurístico não definido, após a destruição da América do Norte. Panem é formada por uma poderosa cidade central, conhecida como Capital, que é rodeada por doze distritos mais pobres, definidos por uma sequência numérica que vai de 1 a 12. Algum tempo antes do início dos eventos do livro, havia um 13º distrito, que foi eliminado pela Capital nos chamados Dias Escuros por terem se rebelado. Para evitar novos levantes e lembrar às pessoas do seu poder, a Capital criou os Jogos da Fome / Jogos Vorazes, uma competição anual que é transmitida ao vivo pela televisão para toda a população de Panem. Para os Jogos, durante uma celebração chamada Dia da Colheita, são selecionados por sorteio uma garota e um garoto entre doze e dezoito anos de cada distrito. Os tributos, como são chamados, são forçados a entrar em uma perigosa arena, controlada pela Capital, e precisam lutar até a morte para que, no fim, reste apenas um sobrevivente.
No Universo dos Leitores, existe um Top das Distopias da Leitura
E embora não sendo alarmista, nem dada a teorias das conspiração, começo a verificar que a distopia está a ser posta em prática mais ou menos discretamente, na nossa realidade, e vai atingir certos grupos de indivíduos e em um futuro demasiado próximo.
Vamos lendo sobre e apreciando o que lemos, (in)seguros de ser apenas em ficção, mas não deixemos de pensar nisso.

