segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Segredo Oculto em Águas Turvas





Pelo espaço de tempo desde que pus a minha última opinião à cerca de um livro, até pode parecer que parei de ler, mas não parei. Apenas não tenho lido com muito afinco, porque vou pondo outras coisas pelo meio da leitura... Ando há mais de duas semanas a ler este...


Sinopse
Chove torrencialmente sobre Skogså, a relíquia medieval nos arredores de Linköping, e as grandes gotas caem pesadamente sobre o corpo que flutua nas águas do fosso que rodeia o castelo. O advogado Jerry Petersson, o novo e rico proprietário, conhecido pelo seu espírito impulsivo e irascível, nunca mais resolverá novos casos.
Chamada a investigar o crime, Malin Fors suspeita dos Fågelsjö, uma família aristocrática que, por problemas financeiros, foi forçada a vender a Jerry Petersson a propriedade há séculos na família. Mas seria isso motivo suficiente para um homicídio? Ou será que por detrás dos muitos milhões, das obras de arte valiosas, dos fatos caros, e do sucesso nos negócios, Jerry Petersson não era quem parecia?
Acompanhando Malin, do outro lado de uma tela finíssima, a sombra da vítima vai desfiando a memória do seu passado e dos acontecimentos que conduziram à sua morte.
Segredo Oculto em Águas Turvas é o terceiro volume da aclamada série do autor que descreve a trajetória da inspetora Malin Fors, iniciada em Sangue Vermelho em Campo de Neve e Anjos Perdidos em Terra Queimada. Segredo Oculto em Águas Turvas confronta-nos com as imprevisíveis consequências do abuso de poder nas relações familiares, nas ligações amorosas e no implacável mundo dos negócios, num crescendo de intriga e emoção.
Segredo Oculto em Águas Turvas de Mons Kallentoft
 
... Não é que seja dificil de ler.
Já li mais do mesmo autor e até gosto. Gosto, mas este começa a cansar-me e deve ser por isso que a leitura pouco avança.
Tenho curiosidade em saber quem e porque mataram Jerry Petersson, mas já me cansa a ressaca constante da investigadora Malin Fors.
Devido a problemas de natureza pessoal que a transtornam muito (um livro atrás a filha foi quase vitima mortal de um serial killer, a falta de resolução de um caso que ficou desde o primeiro livro - Maria Durval uma jovem violada que foi encontrada a vaguear num bosque e que está internada no hospicio e, a briga com o ex-marido e a filha que não quer viver com ela (porque será?)), Malin Fors afoga as mágoas na bebida. E afoga mesmo, porque bebe de tudo um pouco, aos litros, anda sempre em ressaca ou quase em coma alcoólico e não há meio de acalmar a sede.

Há outro ponto, além da ressaca que também não me agrada a 100%
Pode até ser novidade neste tipo de livros (e confesso que no primeiro foi curioso), mas estou a  começar a fartar-me dos monólogos dos mortos. Vamos sabendo o que eles sentem acerca do que se passa e do que se passou nas suas vidas, e acho que isso eu até dispensava, mas o autor gosta e deve haver igualmente quem goste e lá estão eles... mas duas coisas que me desagradam numa história, já são coisas a mais e é por isso que está a demorar tanto...
 
Espero que agora que estou nos 90% de leitura (e-book) o autor dê menos importância à bebedeira, ou a desintoxique e finalmente nos explique quem e porquê matou o Jerry e já agora o segundo morto (este também expressa os seus sentimentos), e tenho a certeza que ainda não é desta que resolve o caso de Maria Durval, até porque há um quarto livro.
E embora as histórias base sejam independentes umas das outras em cada livro, há sempre a ligação do desenvolvimento da vida pessoal de Malin e a obsessão na resolução do caso de Maria e para percebermos o porquê de certas atitudes, até convém que sejam lidos por ordem, ainda que a ordem das estações do ano não esteja correcta.
Sangue Vermelho em Campo de Neve - Inverno
Anjos Caidos em Terra Queimada - Verão
Segredo Oculto em Águas Turvas - Outono
Flores Caídas no Jardim do Mal - Primavera (este vai já a seguir e espero que seja mais "chamador").

Não me faz diferença nenhuma que as estações não estejam em linha, mas era mais engraçado, até porque a editora tentou apresentar os livros nas estações do ano respectivas e teve que saltar uma estação entre os dois primeiros e outra entre os dois ultimos. Sem necessidade nenhuma, até porque estavam escritos

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

1Q84

 
 
Até parece mal, deixar passar tantos meses (3 meses) sem uma mísera critica. Até parece que não li nada este tempo todo ( e de fato, li pouco).
 
 
Meti mãos aos lavores (para preparar algumas prendas de Natal exclusivas) e deixei a leitura para trás. E deixei mesmo!
 
Nestes 3 meses, só consegui ler um livro:

 

Acabei de o ler a semana passada e quando passei pelo blog para ver algumas novidades das "Páginas que Leio", dei-me conta da ausência. Não que ela seja notada por aí além, mas notei-a eu e não gostei do espaço em branco.

O terceiro livro confirma a boa escrita do autor e não adianta mais nada em relação ao mistério do Povo Pequeno (apenas os põe a trabalhar a dada altura, no final) e da sua acção na Vanguarda; não voltamos a ver a Fuka Eri, a não ser quando ela sai de cada do Tengo de vez e passamos o livro com a visita de Tengo ao pai moribundo, até ao seu funeral; os dias "aborrecidos" de Aomame à espera de um vislumbre de Tengo no alto do escorrega do parque infantil e a vigilância insistente de Ushikawa, para encontrar Aomame. Se refletirmos um pouco, Ushikawa é a personagem principal deste volume, na tentativa de, através de Tengo chegar a Aomame.

Claro que quase no final Ushikawa é neutralizado e é como se a sua saída de ação, desimpedisse o caminho para que as duas personagens principais, finalmente, se encontrassem. E o encontro é calmo, como se tivesse sido preparado e esperado desde há anos (o que não será de admirar se após um aperto de mão vinte anos antes, ficou tanta coisa entre os dois).

Seguem os dois, sempre de mão dada (exceto nas partes em que esse gesto seria impraticável) e de acordo com uma ideia de Aomame, fazem o caminho no sentido inverso para escaparem aos perigos daquele mundo de duas luas. Escapam de fato, mas não voltam ao mundo anterior. Atingem um mundo, de uma só lua, mas com a insinuação (pelo posicionamento do tigre da Esso representado num cartaz publicitário, a que eu confesso não tinha dado importância) de que se trata ainda assim de um outro mundo. Livres do Povo Pequeno e da Vanguarda, talvez, mas alheios a outros perigos, provavelmente.

Sinopse:
O Livro 3 revela o estilo forte e truculento de uma personagem única, Ushikawa de seu nome. A par de Tengo e Aomame, a voz da Ushikawa ecoa nas páginas do terceiro volume de 1Q84 e provoca as reações mais intensas. Amem-no ou detestem-no, mas deixem-no entregue à sua sorte. Tengo e Aomame continuam sem saber, mas aquele é o único lugar perfeito no mundo. Um lugar perfeitamente isolado e, ao mesmo tempo, o único que escapa às malhas da solidão.
Este mundo também deverá ter as suas ameaças, os seus perigos, claro, e estar cheio dos seus próprios enigmas e de contradições. Mas não faz mal. A páginas tantas, é preciso acreditar. Sob as duas luas de 1Q84, Aomame e Tengo deixam de estar sozinhos... Inspirado em parte no romance 1984, de George Orwell, 1Q84 é uma surpreendente obra de ficção, escrita de forma poderosa e imaginativa - a um tempo um thriller e uma tocante história de amor.
Murakami continua a provocar o espanto e a emoção, comunicando com milhões de pessoas de todas as idades, espalhadas pelo mundo inteiro. Ao pousar este livro, quantos leitores não se sentirão desafiados a ver o mundo com outros olhos?
 
Não vi mais nada de novo, em relação aos livros anteriores e provavelmente, se era uma conclusão não estava certo abrir mais portas, embora gostasse de mais acção entre a Vanguarda e Tengo e Aomame. Mas como este não é um livro, ou conjunto de livros policial ou parecido, ficou-se pela contribuição de cada um (Tengo a reescrever a história da Crisálida do Ar, Aomame a matar o Líder) e o grande romance de amor entre dos dois. Um romance vivido durante vinta anos, à distância.
 
Concluindo: gostei de ler Haruki Murakami e aconselho a leitura dos 3 livros. De preferencia sem os intervalos que eu tive entre cada um deles, para não perdermos o fio à meada, ou como quem diz ao tecer da Crisálida.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Enquanto Salazar Dormia

Sinopse
Lisboa, 1941. Um oásis de tranquilidade numa Europa fustigada pelos horrores da II Guerra Mundial. Os refugiados chegam aos milhares e Lisboa enche-se de milionários e actrizes, judeus e espiões. Portugal torna-se palco de uma guerra secreta que Salazar permite, mas vigia à distância.
Jack Gil Mascarenhas, um espião luso-britânico, tem por missão desmantelar as redes de espionagem nazis que actuavam por todo o país, do Estoril ao cabo de São Vicente, de Alfama à Ericeira. Estas são as suas memórias, contadas 50 anos mais tarde. Recorda os tempos que viveu numa Lisboa cheia de sol, de luz, de sombras e de amores. Jack Gil relembra as mulheres que amou; o sumptuoso ambiente que se vivia no Hotel Aviz, onde espiões se cruzavam com embaixadores e reis; os sinistros membros da polícia política de Salazar ou mesmo os taxistas da cidade. Um mundo secreto e oculto, onde as coisas aconteciam "enquanto Salazar dormia", como dizia ironicamente Michael, o grande amigo de Jack, também ele um espião do MI6. Num país dividido, os homens tornam-se mais duros e as mulheres mais disponíveis. Fervem intrigas e boatos, numa guerra suja e sofisticada, que transforma Portugal e os que aqui viveram nos anos 40.

Já li. Não é o tipo de leitura minha predilecta, mas gosto de ir lendo coisas diferentes de quando em quando.
Não achei horroroso porque se lê bem, mas a história não é nada de extraordinário e não aprendi nada.
Não é bem o não aprender nada, é mais o não tirei elacções nenhumas porque o autor faz o favor de nos contar tudo.

Eu gosto de ler um livro, este ou outro, passado em determinada época, que me conte uma história, policial, de espionagem, de amor, o que seja e que, seja ela verosimil ou 100% ficticia, eu tire as minhas próprias conclusões da vida que se vivia nessa altura, das coisas que eram feitas, de como eram feitas. Não preciso que o autor me explique em cada acto, fazia-se assim na época tal, comia-se assim no hotel tal, as pessoas vestiam isto e aquilo e o outro.
Não precisava resumir (ou não) tudo o que pesquisou. Bastava contar a história e eu haveria de chegar a alguma conclusão.

Mas pronto, esse é um aspecto e quem sou eu para criticar a forma como cada autor escreve. Estou só a dar a minha opinião.

E a história até se lê bem. Sem sobressaltos. Se gostam do tipo de escrita podem ler que não perdem nada e até ficam com a vossa própria ideia sobre o livro e sobre o autor.

Houve mais duas coisas que gostaria de chamar a atenção, que não me animaram por aí além.

Cheguei a uma altura do livro em que já não podia ver o termo que dá o nome ao livro: Enquanto Salazar Dormia. Em cada capítulo tudo acontece enquanto Salazar dorme. Tudo bem, era espionagem, eram acções que não deveriam chegar aos ouvidos de Salazar, eram casos amorosos que não interessavam homem nem à politica, mas francamente foi um pouqinho demais, estar continuamente a ouvir os personagens e o próprio autor (uma das personagens, já que a narração é feita em jeito de lembrança de uma das personagens) estar sempre a dizer a mesma coisa.
Ficavam melhor se o termo só existisse no titulo. Qualquer pessoa que lesse, entenderia o porquê.

E para terminar.
Terminando o livro ficamos a achar que o personagen Jack Gil era um galã. Três casos de amor, divididos pelas três partes de que o livro é composto, sem contar com os intermeios entre cada um deles, querem dar-nos a entender que as mulheres "se passavam" quando o conheciam, exceto a suposta noiva que nunca o apoiou nas suas ideias e o trocou por outro, com quem nunca casou acabando por falecer vitima dos seus achaques de donzela adoentada.
Acabamos por concluir que afinal elas não caiam só por ele, elas caíam por qualquer um que se lhes atravessasse no caminho e ele era mais um que lá estava.
Talvez a ultima nem por isso. Talvez só "se tivesse passado" por ele... e para nos calar de vez a boca maldizente e para concluir que era mesmo paixão que elas tinham por ele, temos o exemplo da personagem com quem ele no final se casa... e mais não digo ou perde a graça.

Mas insisto, leiam, passem uns bons momentos e tirem as vossas próprias conclusões.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

O Teu Rosto Será o Último


Tendo como "pano" de fundo para a acção as histórias de três gerações de pessoas da mesma familia,
Duarte, jovem talentoso que se revolta contra o seu próprio talento de pianista, a do pai de Duarte, António, marcado pela guerra colonial que teve de fazer, como furriel, em Angola, e a de Augusto, pai de António e avô de Duarte, um médico de província refugiado numa aldeia da Serra da Gardunha, vamos ao longo do livro deslizando por vários outros personagens que de alguma forma estiveram envolvidos com estes três personagens. O livro inicia-se na noite de 25 de Abril de 1974.
Do envolvimento entre todas as personagens que nos aparecem ao longo do livro, só tomaremos conta no final do livro, quando a conclusão de uma história, nos explica, mais ou menos, o porquê de outra.
Gostei, mas estranhei a forma de escrita. O repetir de frases exactamentre iguais durante páginas inteiras, não me convence. Por exemplo num dos ultimos capítulos que se intitula "O Interrogatório"vamos lá saber-se porquê (??), é todo, mas digo todo, nestes termos:
O inspector perguntou: Como te chamas?   Duarte respondeu: Duarte...
O inspector perguntou: Onde estiveste na noite....; Duarte respondeu: Na capela....
O inspector perguntou: Sabes que ....; Duarte respondeu: Sei. É....
E isto durante um capítulo inteiro.
Se era para nos mostrar a "violência" e a insistência do interrogatório, conseguiu. Mas eu gostaria mais que fosse demonstrada de outra forma.

Mas o autor deve gostar mesmo deste tipo de escrita, porque num capítulo anterior, com outros personagens, faz exatamente a mesma coisa.
Acaba por nos obrigar a prestar atenção ao que os personagens perguntam, de fato, mas não nos chega a dizer se estavam aborrecidos, irados,  ou apenas a fazer o seu trabalho.
De qualquer forma gostei de ler, até porque as circunstâncias em que o li, pediam uma leitura sem suspense, sem nos obrigar a pensar.
Só tive pena de ser uma história com pedaços soltos de uns e outros personagens e não uma história com principio, meio e fim. O autor não nos contou nada de novo, não criou para nós lermos um mundo, uma história entre personagens. Limitou-se a contar coisas de uns e outros que no fim estão relativamente interligadas.

Quando iniciei a leitura, achava eu que alguém da familia, por alguma forma estaria envolvido nos acontecimento do 25 de Abril ou até na morte do primeiro personagem que nos aparece e que sai de casa de madrugada com uma arma na mão, para aparecer mais tarde, morto. Ligação com ele, só a do Dr. Augusto que muito anos atrás lhe deu guarida.
Isto sou eu que gosto de policiais, claro.
Mas é bom de ler e se nos embrenharmos na leitura, o que não é dificil se quisermos saber o que aconteceu a cada personagem, mas que nunca iremos saber a 100%, chegamos ao fim quase sem dar por isso, mas com a sensação que poderiamos ter sabido mais do que nos contaram. E com a certeza de que o que nos contaram não nos satisfez por aí além.

Mas podem ler. Autores portugueses são sempre de ler e este até escreve bem.
 
 
 

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Anjos Perdidos em Terra Queimada

 
 

Sinopse:
É o verão mais quente de que os habitantes da província de Östergötland, no centro da Suécia, têm memória. A cidade de Linköping derrete com o calor e nas florestas os incêndios estão fora de controlo, tornando o ambiente sufocante. A inspectora Malin Fors é chamada ao parque municipal, onde uma adolescente foi encontrada nua e coberta de sangue.
Quem telefonou a informar que a encontrariam ali? E afinal o que é que realmente lhe aconteceu? Enquanto a polícia se debate para dar resposta a estas perguntas, outra rapariga desaparece e uma descoberta arrepiante tem lugar numa praia fluvial nos arredores da cidade. Malin, que tem uma filha adolescente, teme pela sua segurança e, provavelmente, não está a exagerar. Anjos Perdidos em Terra Queimada é o segundo volume da excepcional tetralogia de Mons Kallentoft que tem na inspectora Malin Fors a principal personagem que os leitores começaram a conhecer em Sangue Vermelho em Campo de Neve. Nesta nova história somos transportados para um enredo perturbador onde os preconceitos sexuais, a desconfiança face aos imigrantes, os amores desesperados e o ódio acumulado ao longo dos anos dão origem a um arrepiante cenário de crime e mistério.

E já está lido.

Confirma-se a forma de escrita de que gostei no primeiro livro que li do autor. A presença da inspetora e a comparação que faz da sua própria vida com a acção onde está envolvida.
A necessidade de que a sua própria vida atinja um objetivo, como se esse atingir lhe desse mais facilidade de resolver os casos que tem entre mãos.
E no final, para nos "enervar" e que aliás já desconfiavamos, a sua própria filha, é apanhada pelo criminoso. Esta situação é imaginada e indesejada várias vezes ao longo do livro, pela inspetora, de forma que já calculávamos que fosse acontecer.

Mas resolveu-se a bem e mal seria, se não se tivesse resolvido a bem e a tempo.

Houve uma proposta do autor, de enredar nesta ação uma das personagens do livro anterior. Uma vitima (a única que ficou sem criminoso associado), dando-nos a hipótese de que um dos suspeitos dos crimes deste livro, pudesse ter alguma coisa a ver com o seu ataque. Mas não desenvolveu. Ficou como mera hipótese, não sei se apenas para nos deixar a pensar no proximo, ou se serviu apenas para fazer a ligação com o anterior.

Também nunca chegamos a saber quem telefonou a dar conta da rapariga perdida no parque e os incêndios, não são cenário para os crimes, como se poderia calcular pelo titulo. São apenas o ambiente onde se desenrola parte da acção e servem para reforçar a ideia das elevadas temperaturas, que eu não acharia possiveis na Suécia.

Mais uma vez, aparece-nos um monólogo a itálico que já sabemos pela leitura do livro anterior, que pertence a uma das vitimas assassinadas. Quanto a mim, acho que foi exagerado, neste livro. Talvez porque já sabemos que pertence ao morto, não há necessidade de se prolongar, com pensamentos, desejos e pedidos de socorro nem sempre dirigidos para si, depois de sabermos quem é a vitima, como morreu e depois de ser encontrada. Começa a extenuar, porque perde o mistério e só ocupa espaço no livro, uma vez que não resolve nada.

Sinceramente acho que o primeiro (era o desconhecido) me cativou mais do que este. Não conhecia os personagens e achei mais aceitável um inverno gélido na Suécia do que um verão tórrido, mas a escrita é assim mesmo, a possibilidade de criarmos realidades alternativas.

Claro que já estou pronta para correr as duas estações do ano que me faltam. Não vou desistir. Gostei o suficiente para continuar.



quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Novos Livros

Não há nada melhor para quem gosta de ler, do que lhe chegarem às mãos (ou neste caso ao leitor de e-books) livros novos.
Mesmo quando, um dos livros afinal, já lá estava.

Depois de me lamentar que não tinha livros para ler e tal, "descobri" que afinal tinha este e-book no meu kindle à espera de leitura. Dah!


Sinopse:
Tudo começa com um homem saindo de casa, armado, numa madrugada fria. Mas do que o move só saberemos quase no fim, por uma carta escrita de outro continente. Ou talvez nem aí. Parece, afinal, mais importante a história do doutor Augusto Mendes, o médico que o tratou quarenta anos antes, quando lho levaram ao consultório muito ferido. Ou do seu filho António, que fez duas comissões em África e conheceu a madrinha de guerra numa livraria. Ou mesmo do neto, Duarte, que um dia andou de bicicleta todo nu.
Através de episódios aparentemente autónomos - e tendo como ponto de partida a Revolução de 1974 -, este romance constrói a história de uma família marcada pelos longos anos de ditadura, pela repressão política, pela guerra colonial.
Duarte, cuja infância se desenrola já sob os auspícios de Abril, cresce envolto nessas memórias alheias - muitas vezes traumáticas, muitas vezes obscuras - que formam uma espécie de trama onde um qualquer segredo se esconde. Dotado de enorme talento, pianista precoce e prodigioso, afigura-se como o elemento capaz de suscitar todas as esperanças. Mas terá a sua arte essa capacidade redentora, ou revelar-se-á, ela própria, lugar propício a novos e inesperados conflitos?
 
E pior do que apenas não me lembrar que o tinha, até já tinha por curiosidade, lido duas ou três páginas.
 
 
E entretanto ganhei mais dois e-books de prenda de anos, um dos quais estava na minha wish list do ultimo post.
 


Sinopse:
É o verão mais quente de que os habitantes da província de Östergötland, no centro da Suécia, têm memória. A cidade de Linköping derrete com o calor e nas florestas os incêndios estão fora de controlo, tornando o ambiente sufocante. A inspectora Malin Fors é chamada ao parque municipal, onde uma adolescente foi encontrada nua e coberta de sangue.
Quem telefonou a informar que a encontrariam ali? E afinal o que é que realmente lhe aconteceu? Enquanto a polícia se debate para dar resposta a estas perguntas, outra rapariga desaparece e uma descoberta arrepiante tem lugar numa praia fluvial nos arredores da cidade. Malin, que tem uma filha adolescente, teme pela sua segurança e, provavelmente, não está a exagerar. Anjos Perdidos em Terra Queimada é o segundo volume da excepcional tetralogia de Mons Kallentoft que tem na inspectora Malin Fors a principal personagem que os leitores começaram a conhecer em Sangue Vermelho em Campo de Neve. Nesta nova história somos transportados para um enredo perturbador onde os preconceitos sexuais, a desconfiança face aos imigrantes, os amores desesperados e o ódio acumulado ao longo dos anos dão origem a um arrepiante cenário de crime e mistério.

Uma vez que já li o primeiro livro deste autor (Sangue Vermelho em Campo de Neve) e gostei bastante, estou muito interessada em ler mais casos a cargo da inspectora Malin Fors.
Este vai ser o primeiro a ser digerido.


 
Sinopse:
Lisboa, 1941. Um oásis de tranquilidade numa Europa fustigada pelos horrores da II Guerra Mundial. Os refugiados chegam aos milhares e Lisboa enche-se de milionários e actrizes, judeus e espiões. Portugal torna-se palco de uma guerra secreta que Salazar permite, mas vigia à distância.
Jack Gil Mascarenhas, um espião luso-britânico, tem por missão desmantelar as redes de espionagem nazis que actuavam por todo o país, do Estoril ao cabo de São Vicente, de Alfama à Ericeira. Estas são as suas memórias, contadas 50 anos mais tarde. Recorda os tempos que viveu numa Lisboa cheia de sol, de luz, de sombras e de amores. Jack Gil relembra as mulheres que amou; o sumptuoso ambiente que se vivia no Hotel Aviz, onde espiões se cruzavam com embaixadores e reis; os sinistros membros da polícia política de Salazar ou mesmo os taxistas da cidade. Um mundo secreto e oculto, onde as coisas aconteciam "enquanto Salazar dormia", como dizia ironicamente Michael, o grande amigo de Jack, também ele um espião do MI6. Num país dividido, os homens tornam-se mais duros e as mulheres mais disponíveis. Fervem intrigas e boatos, numa guerra suja e sofisticada, que transforma Portugal e os que aqui viveram nos anos 40.

Mais um livro escrito por um jornalista português. Não tenho nada contra e até tenho curiosidade em ler. Pelo menos li as primeiras páginas de dois outros (Verão Quente e Quando Lisboa Tremeu) e gostei bastante do tipo de escrita e da primeira apresentação da acção que nos é dada.

Agora vou deixar de me queixar por uns tempos (os suficientes para ler os três livros) e entre cada um deles voltarei com a minha humilde opinião.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Com livros e sem livros

Quando lemos os livros novos que nos chegam às mãos e de repente ficamos sem nada de novo para ler, que podemos fazer? Enquanto não compramos outros, claro...

Reler os mais antigos que existem em casa?
Não. De maneira nenhuma. Podem ter sido lidos há anos, mas mal os começarmos a folhear vai chegar-nos à ideia cada acção, cada palavra e perde a graça. Ainda que existam aqueles que não nos importamos de reler e reler, vezes sem conta. Mas essa é a ultima alternativa.

Ler, aqueles que fomos passando para trás, porque tinhamos outros?
É outra alternativa. O problema é que eles foram ficando para trás, porque não nos chamavam. Foram prendas sem conhecimento de algum conhecido desprendido, ou até heranças. E se na altura não nos chamaram, agora estão mais calados que antes.

Criar uma wish list com aqueles livros que desejamos ler?
É uma boa ideia. Obriga-nos a procurar livros para quando tivermos oportunidade de adquirir e com essa procura, temos uma forma de ler um pouquinho. É uma sinopse aqui e uma ou duas criticas ali e aos poucos, sem estar a ler um livro, vamos lendo...

E da minha wish list, fazem parte, para já:

1Q84 livro 3 - que não faço ideia quando chegará a Portugal, ainda que em e-book (em português que foi tal como li os outros dois).

Quem é que tendo lido a Sombra do Vento (entre outros do mesmo autor) vai resistir ao seguimento das aventuras de Daniel Sempere?

O mais certo é ser um romance de amor piegas e lamechas (sem ofensa, mas não é o meu tipo de leitura preferido), mas gostei tanto de ler as primeiras páginas que gostaria de ler as restantes.

Li há alguns meses a "Terceira Virgem" e fiquei cativada com a escrita de Fred Vargas. O comissário Adamberg é uma figura e tanto.
Um romance policial, com muita acção, suspense e mistério, receita a que este livro não fugirá de certeza.


E já agora todos os que existem de Camilla Lackberg, porque este eu já li e gostei:
"Teias de Cinzas", os "Diários Secretos", etc, etc.

E para terminar, mais um autor sueco: Mons Kallentoft.
Como já li este
Pode ser um qualquer dos outros:
"Anjos Perdidos em Terra Queimada"- Verão, "Segredo Oculto em Águas Turvas" - Outono e "Flores Caídas no Jardim do Mal" - Primavera.
Digam lá que os títulos não nos cativam? Agora que os ponho em wish list, apesar de estarem no final, acho que vão passar para o inicio.

Chega de wishes. E os amigos e as amigas blogueiras, também têm uma wish list? Ou na vossa wish list só constam livros que já têm, mas que ainda não puderam ler?