Por muito que se leia ou que se escreva fica sempre um espaço em branco... para podermos continuar...
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
Escrever liberta
Liberta a alma dos momentos menos felizes
Liberta-nos da vida menos interessante
Liberta as personagens que temos criadas na nossa mente
Liberta uma história que as envolve
Só quem escreve, muito ou pouco, bem ou mal, pode entender esta libertação.
terça-feira, 6 de agosto de 2013
The Killing
Comecei a ler este livro, com algum entusiasmo. A série na televisão (que eu não vi) merecia alguns comentários interessantes de quem via e quando me "deram" o livro, aí fui eu.
E a dada altura, senti-me aborrecida.
Não estou a queixar-me do livro, nem a tecer critica ao autor. Apenas me aborreci. Eu gosto de uma boa história policial e independente de todo o enredo que possa ter, não precisa de ter outras acções paralelas, mesmo que sejam necessárias para o enredo, quando essas acções ocupam quase tanto espaço como a acção principal. Sou chata, eu, mas sou assim. E atenção que raramente é meu apanágio usar estas três palavras para me justificar de tudo, mas no que respeita leituras, cai bem.
Por causa disto, porque esta acção paralela, a campanha eleitoral e seus intervenientes me aborreceram, ainda que fossem suspeitos do crime, de alguma forma, parei.
Quando comentei com uma colega e ela me deu algumas dicas do que vira na série, pensei: vou ultrapassar, vou continuar e aí segui eu... cheguei ao fim e só agora me dei conta (burra! achava que eram histórias independentes por volume) que o volume um, não era apenas figura de estilo, era a realidade. Fiquei na mesma, suspensa da resolução, da descoberta do criminoso (que já sei quem é, mas gostava de saber como os detectives chegavam até ele) e terminado este volume um, não tenho coragem para o volume dois.
Sem desrespeito para quem leu tudo e gostou, eu não vou ler mais e mais valia ter ficado onde fiquei a primeira vez que interrompi.
sábado, 13 de julho de 2013
A Casa dos Espiritos
Romance de Isabel Allende, publicado em 1982 que retrata a saga da familia Trueba, no Chile, ao longo do século XX. É constituido por catorze capitulos e um epílogo.
A acção da obra reflecte o momento revolucionário do Chile, terminando com o golpe militar de 1973, que veio a derrubar o presidente Salvador Allende.
A história é narrada por três personagens: Esteban Trueba, a sua mulher Clara e a neta do casal, Alba.
Esteban Trueba, um jovem decidido e ambicioso pretende fazer fortuna, trabalhando numa mina, com o objectivo de casar com Rosa. No entanto, esta morre repentinamente, tal como a sua irmã, Clara, tinha premunido. O jovem amargurado, deixa a mina e instala-se numa fazendo abandonada, tornando-se um latifundiário abastado, poderoso e arrogante.
Após vários anos, Esteban casa-se com clara, passando o casal a viver com a irmã de Estebán, Férula. Do casamento nasce Blana e posteriormente dois rapazes gémeos Jaime e Nicolás.
Estebán com inveja da influência de Férula sobre Clara e Blanca, expulsa aquela de casa e interna a jovem num colégio. Quando esta regressa a casa, apaixona-se por Pedro, filho do capataz da fazenda, que entretanto se tornara líder da rebelião dos trabalhadores rurais contra o latifundiário.
Blanca fica gravida, nas Estebán, por ambições politicas, acaba por casá-la com um conde francês, de quem ela acaba por se separar.
Clara morre a dada altura do livro e Estebán vive das recordações daquela que foi o seu amor e do carinho de Alba que é muito próxima do avô, apesar das ideias diferentes acerca da politica.
Blanca e Pedro vão-se encontrando ao longo do livro e só no final fogem juntos para fora do país.
Alba envolvida com um jovem revolucionário, procurado pelos carabineiros, depois da queda do presidente, sofre torturas às mãos do coronel Estebán (não vou dizer agora o porquê deste nome) e no final do livro, ela e o avô renovam a casa dos espíritos, casa da família e vivem os dois a relembrar a história da família até à morte de Esteban Trueba, ficando esse relembrar nas mãos de Alba, com a continuação da escrita da história.
Isto é um mísero resumo que espero vos aguce a curiosidade e vos leve a ler, porque o livro é muito bom e a escrita de Isabel Allende é magnifica.
E só um pormenor, o relançar, no final dos capítulos do que acontecerá a algumas personagens no futuro, não é aborrecido, nem corta o ritmo, nem nos leva a perder expectativa, como algumas pessoas que já leram dizem. Muito pelo contrário e é minha opinião, leva-nos a ler os passos dessa personagem com mais ganas a tentar descobrir como é que a personagem chega a essa situação.
A minha opinião é de que deve ler este livro se tiverem tempo. E devem ler antes de ver o filme, porque embora os bons autores que lhe dão vida (tais como Jeremy Irons, desempenhando o papel de Esteban Trueba, Meryl Streep como Clara, Glenn Close no papel de Férula, Winona Ryder como Blanca, Antonio Banderas como Pedro e Sasha Hanau como Alba) nenhum filme é tão bom como um bom livro.
Morte na Aldeia
Badger’s Drift é a típica aldeia inglesa onde todos se conhecem e, aparentemente, nada acontece. Tem um vigário, um médico desastrado, umas quantas figuras excêntricas e uma solteirona amorosa, famosa pelas suas bolachas caseiras. Mas quando a velhinha morre subitamente, a sua melhor amiga não se conforma. Ela sabe que aquela morte não foi natural. O inspector-chefe Barnaby e o incansável sargento Troy não têm alternativa senão investigar. E o lado sombrio da pitoresca aldeia começa lentamente a ser revelado. Perante velhos ressentimentos e novas rivalidades, ódios intensos e paixões dissimuladas, Barnaby está cada vez mais alarmado. Infelizmente, um segundo e hediondo crime vai confirmar as suas piores suspeitas.
Quando iniciou na televisão a série "Midsomer Murders", apaixonei-me.
Tenho uma queda (muito grande) por séries britânicas e aquela encheu-me as medidas.
O inspector chefe Barnaby no seu jeito calmo, mas especialmente atento, Mrs.Barnaby sempre envolvida em tudo o que são workshops ou qualquer tipo de actividades em que a arte seja a rainha e os sargentos que correram as 14 temporadas, cada um com a sua particularidade e qual deles o melhor.
Quando me carregaram o e-book a curiosidade foi muita e iniciei a leitura de imediato e de imediato a terminei. No bom sentido, claro. Comecei e enquanto não acabei não descansei.
Os livros foram muito bem transformados naquela série e embora com mais pontos de vista narrados, em vez de interpretados por nós (como acontece nas séries de televisão) era exatamente o mesmo.
Lê-se muito bem e a investigação da morte da septuagenária que à procura da sua orquídea especial, testemunha o que não deve, é muito boa.
sexta-feira, 31 de maio de 2013
terça-feira, 28 de maio de 2013
segunda-feira, 20 de maio de 2013
Olhar para os livros
Ao fazer um comentário em um BLOGUE, dei por mim a querer extravasar esse comentário aqui para o blogue.
Quem gosta de ler, gosta de admirar os livros que tem, gosta de olhar para eles. Não para encher o peito porque tem muitos livros, mas para encher a alma porque tem livros.
Já uma vez disse aqui que não me importo de ir a bibliotecas e passar longos períodos entre estantes a olhar para os livros. E faço isso em casa.
Tenho pouco mais de 200 livros divididos por duas estantes e às vezes dou por mim a olhar para eles. A rever as lombadas e a recordar o que está escrito naqueles que já li, ou a tentar imaginar o que estará naqueles que ainda não li. Claro que os que ainda não li, foi porque não me incentivaram e por muito que imagine o lá vai dentro, ficam por ler.
Quem gosta de apreciar os livros que tem? Reler os títulos e rever a acção ainda que em memórias apenas?
Quem gosta de ler, gosta de admirar os livros que tem, gosta de olhar para eles. Não para encher o peito porque tem muitos livros, mas para encher a alma porque tem livros.
Já uma vez disse aqui que não me importo de ir a bibliotecas e passar longos períodos entre estantes a olhar para os livros. E faço isso em casa.
Tenho pouco mais de 200 livros divididos por duas estantes e às vezes dou por mim a olhar para eles. A rever as lombadas e a recordar o que está escrito naqueles que já li, ou a tentar imaginar o que estará naqueles que ainda não li. Claro que os que ainda não li, foi porque não me incentivaram e por muito que imagine o lá vai dentro, ficam por ler.
Quem gosta de apreciar os livros que tem? Reler os títulos e rever a acção ainda que em memórias apenas?
Subscrever:
Mensagens (Atom)







