Lisboa, 1 de Novembro de 1755. A manhã nasce calma na cidade, mas na prisão da Inquisição, no Rossio, irmã Margarida, uma jovem freira condenada a morrer na fogueira, tenta enforcar-se na sua cela. Na sua casa em Santa Catarina, Hugh Gold, um capitão inglês, observa o rio e sonha com os seus tempos de marinheiro. Na Igreja de São Vicente de Fora, antes da missa começar, um rapaz zanga-se com sua mãe porque quer voltar a casa para ir buscar a sua irmã gémea. Em Belém, um ajudante de escrivão assiste à missa, na presença do Rei D. José. E, no Limoeiro, o pirata Santamaria envolve-se numa luta feroz com um gangue de desertores espanhóis.
De repente, às nove e meia da manhã, a cidade começa a tremer. Com uma violência nunca vista, a terra esventra-se, as casa caem, os tectos das igrejas abatem, e o caos gera-se, matando milhares. Nas horas seguintes, uma onda gigante submerge o terreiro do Paço e durante vários dias incêndios colossais vão atemorizar a capital do reino. Perdidos e atordoados, os sobreviventes andam pelas ruas, à procura dos seus destinos. Enquanto Sebastião José de Carvalho e Melo tenta reorganizar a cidade, um pirata e uma freira tentam fugir da justiça, um inglês tenta encontrar o seu dinheiro e um rapaz de doze anos tenta encontrar a sua irmã gémea, soterrada nos escombros.
E vamos passar uma semana, os primeiros dias mais aprofundados, na companhia destas personagens. De vez em quando encontram-se todos, outras vezes estamos com uns dois ou três de cada vez, à medida que os acontecimentos os levam a ser protagonistas.
Foi uma leitura leve e boa. Alindado ao gosto do autor, ficamos a saber como foi o Grande Terramoto, como as pessoas que o sofreram reagiram e como se aproveitaram dele para fazer vingar os seus desejos de liberdade, de escape às condenações mais atrozes e como, com ele, se reencontraram com o seu passado (em alguns casos claro).
Gostei mas tenho alguns reparos a fazer, ou não fosse eu uma má língua, a dizer mal de quem escreve e tem a sua escrita reconhecida. Mas como é para isso (também) que os leitores servem, aqui vai:
Acho que o autor gosta muito de criar personagens por quem todas as mulheres (e neste caso, pelo visto, homens) se interessem. Cada autor cria nos seus personagens os defeitos ou virtudes que mais lhes agradam, e este (defeito ou virtude) parece-me que lhe agrada muito.
Santamaria (alcunha do pirata personagem principal, de quem só conheceremos o nome verdadeiro no final - o autor assim quis e eu acho muito bem e não o vou trair. Já me basta criticar), é um autêntico macho latino, sedutor, engatatão. Ele são prostitutas, ele é um árabe que o prendeu e lhe dá a liberdade a troco de favores sexuais (só saberemos deste fato mais tarde), ele é uma suposta freira, uma ex-escrava, enfim.
O rol é tal que acho que o padre Malagrita tinha a sua razão quando dizia que Lisboa era um antro de luxuria e perversão, tal como Sodoma e Gomorra, chegando a dizer que o terramoto era um castigo divino.
(O padre Malagrita acabou mais tarde por ser condenado por Sebastião Carvalho e Melo, nessa altura Marquês de Pombal e acabou por morrer na fogueira - um dos últimos condenados ao fogo da Inquisição. Embora esta parte não seja relatada no livro, não é difícil imaginar que assim seria porque os atritos entre os dois aquando do terramoto são bens explícitos: o Ministro a querer tomar em mãos o resolver imediato da situação com forças de segurança que além de servirem para evitar que as pessoas saíssem de Lisboa, serviriam para distribuir alimentos aos desalojados e socorrer os feridos, e o padre a querer fazer procissões e rezar terços para aplacar a fúria divina.A mim também me irritou um pouco, mas não iria mandá-lo queimar por isso.)
Avancemos. Como disse antes, o padre estaria com razão no seu ponto de vista sobre a imoralidade de Lisboa e digo isto porque no meio do caos em que se vivia, no espaço de uma semana nem tanto, entre escapar ao terramoto, ao maremoto e aos incêndios que se seguiram e à fuga da prisão (sem contar com os relatos da vida de cada um, anteriores ao terramoto), esta gente (os personagens que dos outros não sabemos) aproveitava cada bocadinho dos dias e das noites para dar vazão aos seus desejos sexuais: Santamaria com a freira, com a escrava e de novo duas vezes com a freira; a freira por sua vez além de Santamaria, teve como parceiro o inglês e uma freira lésbica, o inglês que além da freira, ainda se deitou com a ex-escrava e não houve mais porque a dada altura foram todos apanhados e acabou-se a loucura.
Além deste excesso de relações sexuais que talvez fossem justificadas pela necessidade de aliviar o sofrimento que se vivia (isto sou eu a ser irónica) o livro só peca por um rol enorme de todos os monumentos e edifícios de tombaram vitimas do terramoto e dos incêndios. Acho que a grandiosidade do desastre podia ter sido dada a conhecer, sem relatar tipo lista, cada um dos desabamentos e queimadas.
São opiniões e este blogue serve para isso. De qualquer forma, é muito bom de ler, ficamos com uma ideia do que se passou naquele momento fatídico da nossa história e de como as várias personagens envolvidas lidaram com a terrível situação e leva-nos a pensar como reagiríamos nós em catástrofe semelhante, não porque o tipo de narração nos convide, mas porque nós, como meros seres humanos, nos levamos a pensar nisso.
Por muito que se leia ou que se escreva fica sempre um espaço em branco... para podermos continuar...
domingo, 29 de setembro de 2013
Quando Lisboa Tremeu
domingo, 22 de setembro de 2013
A Passagem
Já percebi porque me falham sempre os propósitos de ler livros pela ordem que me proponho quando os tenho: aparece sempre um novo que se mete pelo meio.
Independentemente do tema ser do interesse geral, ou não, o autor consegue prender-nos à narrativa e deixar-nos à espera de saber mais. É magistral o apresentar dois grupos com o mesmo destino, viajando de formas diferentes e o sabermos primeiro o que sucede com o segundo grupo a chegar, para ficarmos desejando saber o que aconteceu quando o primeiro chegou. Faz isto ao longo do livro e leva-nos a reencontrar personagens que julgamos perdidos para sempre e a dar como perdidos alguns que julgávamos tinham ficado em algum lugar.
E chegamos ao final do livro, sem saber o que aconteceu ou vai acontecer e desejando ler o livro seguinte para saber...
Sinopse - A Passagem - A Passagem - Livro 1 - Justin Cronin
Quase um século depois que uma pesquisa científica financiada pelo Exército dos Estados Unidos foge do controle, tudo o que resta é uma paisagem apocalíptica. As cobaias utilizadas nos experimentos – prisioneiros a caminho do corredor da morte – escaparam do laboratório e iniciaram uma terrível carnificina, alimentando-se de qualquer ser com sangue nas veias e espalhando por todo o continente o vírus inoculado nelas.
Um em cada 10 habitantes pode ter sido infectado. Os outros nove se tornaram presas desses virais, criaturas animalescas extremamente ágeis e fortes cujos únicos pontos fracos parecem ser a hipersensibilidade à luz e uma pequena área frágil próxima ao esterno.
Em uma fortificação construída nas montanhas, cercada de muralhas de cimento e holofotes super potentes, uma comunidade tenta sobreviver aos constantes ataques nocturnos. Mas a precária estrutura que a protege está com os dias contados: as baterias que alimentam as luzes começam a falhar e uma invasão é iminente.
Não se sabe o que aconteceu ao resto do mundo: a comunicação foi cortada, não há governo e o Exército nunca cumpriu a promessa de voltar. Provavelmente estão todos mortos. Mas a chegada de uma misteriosa andarilha traz novas expectativas: ao que tudo indica, ela tem as mesmas habilidades dos virais, mas não sua necessidade de sangue. Agarrando-se a essa esperança, um grupo parte da Colónia para buscar mais sobreviventes – e a verdade fora dos muros.
Com uma narrativa tensa e bem-estruturada, Justin Cronin constrói personagens de complexidade psicológica surpreendente. Na transição do mundo que conhecemos para um que não poderíamos imaginar encontra-se uma humanidade sitiada pelos próprios erros.
É curioso que, embora goste de ver filmes sobre futuros próximos durante ou após catástrofes, epidemias ou o que seja do género, raramente me preocupo em procurar livros sobre esses temas. Acho que tenho receio que me desiluda ou que o livro não seja tão espectacular como o filme (só neste tema, porque ninguém me verá trocar um livro por um filme, qualquer que seja).
Por mero acaso, nem me recordo se foi em algum blogue, deparei-me com esta sinopse, li as primeiras páginas e decidi que tinha que ler o livro.
E li. Não ultrapassei nenhum recorde de leitura, mas interrompi um que começara e em uma semana e apenas em alguns pedaços livres, mas eficientes, li o livro.
O primeiro parágrafo da sinopse refere-se ao inicio do livro e nós começamos a dedicar-nos aos personagens apresentados nesta parte. Mas a dada altura, o tempo passa apressado, urgente, e somos apresentados a uma nova época na triste história desta humanidade e todo o resto do livro é passado com novos personagens.
Personagens esses que nos são apresentados de uma forma cativante pelo autor e os iniciais que achávamos eram os únicos sobre quem queríamos ler, passam para um segundo plano e são estes agora, magistralmente apresentados que nos interessam e a quem nos dedicamos.
Independentemente do tema ser do interesse geral, ou não, o autor consegue prender-nos à narrativa e deixar-nos à espera de saber mais. É magistral o apresentar dois grupos com o mesmo destino, viajando de formas diferentes e o sabermos primeiro o que sucede com o segundo grupo a chegar, para ficarmos desejando saber o que aconteceu quando o primeiro chegou. Faz isto ao longo do livro e leva-nos a reencontrar personagens que julgamos perdidos para sempre e a dar como perdidos alguns que julgávamos tinham ficado em algum lugar.
E chegamos ao final do livro, sem saber o que aconteceu ou vai acontecer e desejando ler o livro seguinte para saber...
Só lamento ter lido uma versão em português brasileiro. Não me desiludiu na leitura, mas desconsolou-me com a escrita. Nada que não se ultrapasse dado o suspense de todo o livro.
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
Inferno
"Procura e encontrarás"
É com o eco destas palavras na cabeça que Robert Langdon, o reputado simbologista de Harvard, acorda numa cama de hospital sem se conseguir lembrar de onde está ou como ali chegou. Também não sabe explicar a origem de certo objeto macabro encontrado escondido entre os seus pertences.
Uma ameaça contra a sua vida irá lançar Langdon e uma jovem médica, Sienna Brooks, numa corrida alucinante pela cidade de Florença. A única coisa que os pode salvar das garras dos desconhecidos que os perseguem é o conhecimento que Langdon tem das passagens ocultas e dos segredos antigos que se escondem por detrás das fachadas históricas.
Tendo como guia apenas alguns versos do Inferno, a obra-prima de Dante, épica e negra, veem-se obrigados a decifrar uma sequência de códigos encerrados em alguns dos artefactos mais célebres da Renascença - esculturas, quadros, edifícios -, de modo a poderem encontrar a solução de um enigma que pode, ou não, ajudá-los a salvar o mundo de uma ameaça terrível…
Passado num cenário extraordinário, inspirado por um dos mais funestos clássicos da literatura, Inferno é o romance mais emocionante e provocador que Dan Brown já escreveu, uma corrida contra o tempo de cortar a respiração, que vai prender o leitor desde a primeira página e não o largará até que feche o livro no final.
É com o eco destas palavras na cabeça que Robert Langdon, o reputado simbologista de Harvard, acorda numa cama de hospital sem se conseguir lembrar de onde está ou como ali chegou. Também não sabe explicar a origem de certo objeto macabro encontrado escondido entre os seus pertences.
Uma ameaça contra a sua vida irá lançar Langdon e uma jovem médica, Sienna Brooks, numa corrida alucinante pela cidade de Florença. A única coisa que os pode salvar das garras dos desconhecidos que os perseguem é o conhecimento que Langdon tem das passagens ocultas e dos segredos antigos que se escondem por detrás das fachadas históricas.
Tendo como guia apenas alguns versos do Inferno, a obra-prima de Dante, épica e negra, veem-se obrigados a decifrar uma sequência de códigos encerrados em alguns dos artefactos mais célebres da Renascença - esculturas, quadros, edifícios -, de modo a poderem encontrar a solução de um enigma que pode, ou não, ajudá-los a salvar o mundo de uma ameaça terrível…
Passado num cenário extraordinário, inspirado por um dos mais funestos clássicos da literatura, Inferno é o romance mais emocionante e provocador que Dan Brown já escreveu, uma corrida contra o tempo de cortar a respiração, que vai prender o leitor desde a primeira página e não o largará até que feche o livro no final.
Se ainda não tinham pensado em visitar Florença, depois de lerem Inferno de Dan Brown vão sentir vontade de visitar.
Inferno é um guia turístico na verdadeira acepção da palavra. Uma escrita muito leve e muito agradável, é o livro de Dan Brown mais fácil de se ler, sem a exaustiva explicação técnica e cientifica dos outros e consegue deixar-nos desejosos de visitar as três cidades retratadas no livro: Florença, Veneza e Istambul, mas é também o livro mais fraco dos que já li.
A acção propriamente dita, resume-se a dez por cento do livro, intercalada na apresentação turística.
Apesar de uma acção curta, esta centra-se num dos temas mais discutido pelos cientistas e OMS (Organização Mundial de Saúde) - o excesso de população. Neste momento, somos quase 7 biliões de pessoas no planeta e representamos, segundo alguns cientistas, uma catástrofe. A terra com os seus ecossistemas não suporta tanta gente e brevemente os recursos indispensáveis à nossa sobrevivência, irão esgotar-se.
E alguém decide resolver este assunto por suas próprias mãos.
Num prazo curto e ao mesmo tempo desconhecido, cabe a Robert Langdon e mais umas quantas personagens impedir essa resolução.
O curioso do livro é que as pessoas que são contra soluções radicais levadas a cabo, por outros, para resolver certos problemas, são exatamente as mesmas a não fazer nada ( e diria até a aceitar essas soluções) quando essas soluções radicais não lhes tocam na hora, mas irão surtindo efeito em um futuro próximo, com a justificação de que já está feito e tudo o que se fizer agora, poderá ir piorar.
E voltamos ao uma das máximas do livro que é apresentada vezes sem conta: os piores castigos do inferno estão reservados para aqueles que sabendo das coisas, nada fazem.
O curioso do livro é que as pessoas que são contra soluções radicais levadas a cabo, por outros, para resolver certos problemas, são exatamente as mesmas a não fazer nada ( e diria até a aceitar essas soluções) quando essas soluções radicais não lhes tocam na hora, mas irão surtindo efeito em um futuro próximo, com a justificação de que já está feito e tudo o que se fizer agora, poderá ir piorar.
E voltamos ao uma das máximas do livro que é apresentada vezes sem conta: os piores castigos do inferno estão reservados para aqueles que sabendo das coisas, nada fazem.
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sexta-feira, 30 de agosto de 2013
Acabadinhos de chegar...
ao meu kindle, claro.
Tenho estes livrinhos para ler, para me entreter durante algum tempo e parar de me queixar.
Lisboa, 1 de Novembro de 1755. A manhã nasce calma na cidade, mas na prisão da Inquisição, no Rossio, irmã Margarida, uma jovem freira condenada a morrer na fogueira, tenta enforcar-se na sua cela. Na sua casa em Santa Catarina, Hugh Gold, um capitão inglês, observa o rio e sonha com os seus tempos de marinheiro. Na Igreja de São Vicente de Fora, antes da missa começar, um rapaz zanga-se com sua mãe porque quer voltar a casa para ir buscar a sua irmã gémea. Em Belém, um ajudante de escrivão assiste à missa, na presença do Rei D. José. E, no Limoeiro, o pirata Santamaria envolve-se numa luta feroz com um gangue de desertores espanhóis.
De repente, às nove e meia da manhã, a cidade começa a tremer. Com uma violência nunca vista, a terra esventra-se, as casa caem, os tectos das igrejas abatem, e o caos gera-se, matando milhares. Nas horas seguintes, uma onda gigante submerge o terreiro do Paço e durante vários dias incêndios colossais vão atemorizar a capital do reino. Perdidos e atordoados, os sobreviventes andam pelas ruas, à procura dos seus destinos. Enquanto Sebastião José de Carvalho e Melo tenta reorganizar a cidade, um pirata e uma freira tentam fugir da justiça, um inglês tenta encontrar o seu dinheiro e um rapaz de doze anos tenta encontrar a sua irmã gémea, soterrada nos escombros.
Bem vistas ou lidas, as coisas, são mais ou menos todos iguais. Só muda o tema da coisa, o local onde decorre a acção e os co-participantes.
De qualquer forma, embora, por vezes, o excesso de informação técnica e cientifica me canse (sou assim eu, básica) gosto de ler Dan Brown e de seguir o Prof. Langdon pelas encrecas que lhe arranjam.
Procura e encontrarás.»
É com o eco destas palavras na cabeça que Robert Langdon, o reputado simbologista de Harvard, acorda numa cama de hospital sem se conseguir lembrar de onde está ou como ali chegou. Também não sabe explicar a origem de certo objeto macabro encontrado escondido entre os seus pertences.
Uma ameaça contra a sua vida irá lançar Langdon e uma jovem médica, Sienna Brooks, numa corrida alucinante pela cidade de Florença. A única coisa que os pode salvar das garras dos desconhecidos que os perseguem é o conhecimento que Langdon tem das passagens ocultas e dos segredos antigos que se escondem por detrás das fachadas históricas.
Tendo como guia apenas alguns versos do Inferno, a obra-prima de Dante, épica e negra, veem-se obrigados a decifrar uma sequência de códigos encerrados em alguns dos artefactos mais célebres da Renascença - esculturas, quadros, edifícios -, de modo a poderem encontrar a solução de um enigma que pode, ou não, ajudá-los a salvar o mundo de uma ameaça terrível…
Passado num cenário extraordinário, inspirado por um dos mais funestos clássicos da literatura, Inferno é o romance mais emocionante e provocador que Dan Brown já escreveu, uma corrida contra o tempo de cortar a respiração, que vai prender o leitor desde a primeira página e não o largará até que feche o livro no final.
Para já primeiros, primeiros, vai ser Inferno, segundos, tenho dúvida entre os Bruxos e Bruxas e Quando Lisboa Tremer, os outros,de seguida, de acordo com a minha neura...
Tenho estes livrinhos para ler, para me entreter durante algum tempo e parar de me queixar.
Quando Lisboa Tremeu
Já li "Enquanto Salazar Dormia", não desgostei embora tenha uma ou outra coisita que não achei nada de especial, mas como, quando li esse, queria mesmo era ler este, estou com um certo entusiasmo. A ver vamos...Lisboa, 1 de Novembro de 1755. A manhã nasce calma na cidade, mas na prisão da Inquisição, no Rossio, irmã Margarida, uma jovem freira condenada a morrer na fogueira, tenta enforcar-se na sua cela. Na sua casa em Santa Catarina, Hugh Gold, um capitão inglês, observa o rio e sonha com os seus tempos de marinheiro. Na Igreja de São Vicente de Fora, antes da missa começar, um rapaz zanga-se com sua mãe porque quer voltar a casa para ir buscar a sua irmã gémea. Em Belém, um ajudante de escrivão assiste à missa, na presença do Rei D. José. E, no Limoeiro, o pirata Santamaria envolve-se numa luta feroz com um gangue de desertores espanhóis.
De repente, às nove e meia da manhã, a cidade começa a tremer. Com uma violência nunca vista, a terra esventra-se, as casa caem, os tectos das igrejas abatem, e o caos gera-se, matando milhares. Nas horas seguintes, uma onda gigante submerge o terreiro do Paço e durante vários dias incêndios colossais vão atemorizar a capital do reino. Perdidos e atordoados, os sobreviventes andam pelas ruas, à procura dos seus destinos. Enquanto Sebastião José de Carvalho e Melo tenta reorganizar a cidade, um pirata e uma freira tentam fugir da justiça, um inglês tenta encontrar o seu dinheiro e um rapaz de doze anos tenta encontrar a sua irmã gémea, soterrada nos escombros.
Inferno
Faltava-me este, para poder dizer que já li os livros todos de Dan Brown.Bem vistas ou lidas, as coisas, são mais ou menos todos iguais. Só muda o tema da coisa, o local onde decorre a acção e os co-participantes.
De qualquer forma, embora, por vezes, o excesso de informação técnica e cientifica me canse (sou assim eu, básica) gosto de ler Dan Brown e de seguir o Prof. Langdon pelas encrecas que lhe arranjam.
Procura e encontrarás.»
É com o eco destas palavras na cabeça que Robert Langdon, o reputado simbologista de Harvard, acorda numa cama de hospital sem se conseguir lembrar de onde está ou como ali chegou. Também não sabe explicar a origem de certo objeto macabro encontrado escondido entre os seus pertences.
Uma ameaça contra a sua vida irá lançar Langdon e uma jovem médica, Sienna Brooks, numa corrida alucinante pela cidade de Florença. A única coisa que os pode salvar das garras dos desconhecidos que os perseguem é o conhecimento que Langdon tem das passagens ocultas e dos segredos antigos que se escondem por detrás das fachadas históricas.
Tendo como guia apenas alguns versos do Inferno, a obra-prima de Dante, épica e negra, veem-se obrigados a decifrar uma sequência de códigos encerrados em alguns dos artefactos mais célebres da Renascença - esculturas, quadros, edifícios -, de modo a poderem encontrar a solução de um enigma que pode, ou não, ajudá-los a salvar o mundo de uma ameaça terrível…
Passado num cenário extraordinário, inspirado por um dos mais funestos clássicos da literatura, Inferno é o romance mais emocionante e provocador que Dan Brown já escreveu, uma corrida contra o tempo de cortar a respiração, que vai prender o leitor desde a primeira página e não o largará até que feche o livro no final.
Debaixo de algum céu
Completamente desconhecido para mim. Lerei por pura curiosidade de bom leitor.
Num prédio encostado à praia, homens, mulheres e crianças - vizinhos que se cruzam mas se desconhecem - andam à procura do que lhes falta: um pouco de paz, de música, de calor, de um deus que lhes sirva. Todas as janelas estão viradas para dentro e até o vento parece soprar em quem lá vive. Há uma viúva sozinha com um gato, um homem que se esconde a inventar futuros, o bebé que testa os pais desavindos, o reformado que constrói loucuras na cave, uma família quase quase normal, um padre com uma doença de fé, o apartamento vazio cheio dos que o deixaram. O elevador sobe cansado, a menina chora e os canos estrebucham. É esse o som dos dias, porque não há maneira de o medo se fazer ouvir.
A semana em que decorre esta história é bruscamente interrompida por uma tempestade que deixa o prédio sem luz e suspende as vidas das personagens - como uma bolha no tempo que permite pensar, rever o passado, perdoar, reagir, ser também mais vizinho. Entre o fim de um ano e o começo de outro, tudo pode realmente acontecer - e, pelo meio, nasce Cristo e salva-se um homem.
Embora numa cidade de província, e à beira-mar, este prédio fica mesmo ao virar da esquina, talvez o habitemos e não o saibamos.
Com imagens de extraordinário fulgor a que o autor nos habituou com o seu primeiro romance, Debaixo de Algum Céu retrata de forma límpida e comovente o purgatório que é a vida dos homens e a busca que cada um empreende pela redenção.
A semana em que decorre esta história é bruscamente interrompida por uma tempestade que deixa o prédio sem luz e suspende as vidas das personagens - como uma bolha no tempo que permite pensar, rever o passado, perdoar, reagir, ser também mais vizinho. Entre o fim de um ano e o começo de outro, tudo pode realmente acontecer - e, pelo meio, nasce Cristo e salva-se um homem.
Embora numa cidade de província, e à beira-mar, este prédio fica mesmo ao virar da esquina, talvez o habitemos e não o saibamos.
Com imagens de extraordinário fulgor a que o autor nos habituou com o seu primeiro romance, Debaixo de Algum Céu retrata de forma límpida e comovente o purgatório que é a vida dos homens e a busca que cada um empreende pela redenção.
Bruxos e Bruxas
Eu sei que é em português do Brasil, mas como me ofereceram assim, não vou recusar, até porque andei à procura e em português de Portugal, não achei.
Interessa-me o tema e "marcha" mesmo assim. Tenho sempre curiosidade por ler sobre prepotências que nos exigem, nos obrigam, para saber até que ponto isso poderá ser...
Pode ser que a história seja tão interessante que me faça esquecer a pronuncia da escrita.
É como entrar em um pesadelo. Do nada, você é retirado de sua casa, preso, e acusado de bruxaria. Parece século 17, mas é o governo da Nova Ordem, e está acontecendo agora!
Sob a ideologia da Nova Ordem, O Único Que É O Único mantém seu poder à força, sem música, nem internet, nem livros, arte ou beleza. E ter menos de 18 anos já é motivo suficiente para que você seja suspeito de conspiração.
Os irmãos Allgood estão encarcerados nesse pesadelo e, para escapar desse mundo de opressão e medo, terão que contar um com o outro e aprender a usar a magia.
Do autor best-seller James Patterson, Bruxos e Bruxas é uma saga para se ler... antes que seja tarde.
Sob a ideologia da Nova Ordem, O Único Que É O Único mantém seu poder à força, sem música, nem internet, nem livros, arte ou beleza. E ter menos de 18 anos já é motivo suficiente para que você seja suspeito de conspiração.
Os irmãos Allgood estão encarcerados nesse pesadelo e, para escapar desse mundo de opressão e medo, terão que contar um com o outro e aprender a usar a magia.
Do autor best-seller James Patterson, Bruxos e Bruxas é uma saga para se ler... antes que seja tarde.
As Ultimas Quatro Coisas
Li o primeiro: A Mão Esquerda de Deus e conforme disse num post sobre ele, fiquei "incomodada". Gosto pouco de acções profundas, devastadoras, quando temos tendência a apegar-nos aos protagonistas e estamos sem saber se lhes vai acontecer alguma coisa ruim ou não. Incomoda-me. Tira-me o gozo de um livro. Mas...
Já que li até certa altura da vida de Cale, será melhor ver o desfecho da coisa e acalmar o incómodo.
Morte, Juízo, Paraíso e Inferno. As Quatro Últimas Coisas que nos reserva o Destino.
Agora há uma Quinta.
O Seu Nome é Thomas Cale.
De regresso ao Santuário dos Redentores, Thomas Cale parece aceitar o papel que lhe é atribuído: o destino escolheu-o como o Braço Esquerdo de Deus, o Anjo da Morte. O poder absoluto está agora ao seu alcance; o terrível zelo e domínio militar dos Redentores é uma arma nas suas mãos e ele está pronto para cumprir o objetivo supremo da Única e Verdadeira Fé - a destruição da Humanidade.
Mas talvez o sombrio poder dos Redentores sobre Cale não seja suficiente - ele vai do amor ao ódio num abrir e fechar de olhos, da bondade à mais brutal violência num segundo. A aniquilação que os Redentores procuram pode estar nas mãos de Cale - mas a sua alma é muito mais estranha do que alguma vez poderão imaginar…
Agora há uma Quinta.
O Seu Nome é Thomas Cale.
De regresso ao Santuário dos Redentores, Thomas Cale parece aceitar o papel que lhe é atribuído: o destino escolheu-o como o Braço Esquerdo de Deus, o Anjo da Morte. O poder absoluto está agora ao seu alcance; o terrível zelo e domínio militar dos Redentores é uma arma nas suas mãos e ele está pronto para cumprir o objetivo supremo da Única e Verdadeira Fé - a destruição da Humanidade.
Mas talvez o sombrio poder dos Redentores sobre Cale não seja suficiente - ele vai do amor ao ódio num abrir e fechar de olhos, da bondade à mais brutal violência num segundo. A aniquilação que os Redentores procuram pode estar nas mãos de Cale - mas a sua alma é muito mais estranha do que alguma vez poderão imaginar…
Antes de Dormir
Além de ser em português do Brasil, não sei se me vai animar. Não me parece que seja dos temas que eu mais gosto de ler, mas como me entrou em casa, ou melhor no kindle, quando não tiver nada para ler, tento. E não posso estar aborrecida, ou não lhe pego.
Todos as manhãs, Christine acorda sem saber onde está. Suas memórias desaparecem todas as vezes que ela dorme. Seu marido, Ben, é um estranho. Todos os dias ele tem de recontar a vida deles e o misterioso acidente que tornou Christine uma amnésica. Encorajada por um médico, ela começa a escrever um diário para ajudá-la a reconstruir suas memórias mas acaba descobrindo que a única pessoa em quem confia talvez esteja contando apenas parte da história.
A Menina Que Roubava Livros
Se não fosse pelo assunto, era pelo menos pelo título.
Vamos ver...
Contra: Em português do Brasil
A trajetória de Liesel Meminger é contada por uma narradora mórbida, surpreendentemente simpática. Ao perceber que a pequena ladra de livros lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. Traços de uma sobrevivente: a mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler.
Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a conivência do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que lhe dá lições de leitura. Alfabetizada sob vistas grossas da madrasta, Liesel canaliza urgências para a literatura. Em tempos de livros incendiados, ela os furta, ou os lê na biblioteca do prefeito da cidade.
A vida ao redor é a pseudo-realidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. Teme a dona da loja da esquina, colaboradora do Terceiro Reich. Faz amizade com um garoto obrigado a integrar a Juventude Hitlerista. E ajuda o pai a esconder no porão um judeu que escreve livros artesanais para contar a sua parte naquela História. A Morte, perplexa diante da violência humana, dá um tom leve e divertido à narrativa deste duro confronto entre a infância perdida e a crueldade do mundo adulto, um sucesso absoluto - e raro - de crítica e público.
Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a conivência do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que lhe dá lições de leitura. Alfabetizada sob vistas grossas da madrasta, Liesel canaliza urgências para a literatura. Em tempos de livros incendiados, ela os furta, ou os lê na biblioteca do prefeito da cidade.
A vida ao redor é a pseudo-realidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. Teme a dona da loja da esquina, colaboradora do Terceiro Reich. Faz amizade com um garoto obrigado a integrar a Juventude Hitlerista. E ajuda o pai a esconder no porão um judeu que escreve livros artesanais para contar a sua parte naquela História. A Morte, perplexa diante da violência humana, dá um tom leve e divertido à narrativa deste duro confronto entre a infância perdida e a crueldade do mundo adulto, um sucesso absoluto - e raro - de crítica e público.
O Senhor da Chuva
Não sou muito dada a livros sobre anjos caídos e por aí... (e atenção que acredito em anjos). Mas, já li um livro deste autor sobre vampiros (Os Sete) e tenho pena de não ter conseguido ainda O Sétimo (continuação do anterior) para ler. Só porque gostei e apesar da escrita em brasileiro, que era muito acessível e chamativa, tenho curiosidade para ler este.
O livro narra a história de um anjo perseguido que, para não ser destruído, possui o corpo de um ser humano igualmente agonizante. Assim, o anjo quebra uma regra sagrada que dá direito aos demónios de invocarem uma guerra desigual que poderá desencadear a destruição de todos os anjos de luz da terra. Uma aventura que você irá se amarrar.
O HOBBIT
Carreguei-o no kindle, quase por acaso. Gostei do Senhor dos Anéis e talvez este seja igualmente interessante.
Foi só por isso.
Os hobbits são seres muito pequenos, menores do que os anões. São de boa paz, sua única ambição é uma boa terra lavrada e só gostam de lidar com ferramentas manuais.
Este livro tem como personagem central o hobbit Bilbo Bolseiro. Ele vive muito tranquilo até que o mago Gandalf e uma companhia de anões o levam numa expedição para resgatar um tesouro guardado por Smaug, um dragão enorme e perigoso.
Este livro tem como personagem central o hobbit Bilbo Bolseiro. Ele vive muito tranquilo até que o mago Gandalf e uma companhia de anões o levam numa expedição para resgatar um tesouro guardado por Smaug, um dragão enorme e perigoso.
Para já primeiros, primeiros, vai ser Inferno, segundos, tenho dúvida entre os Bruxos e Bruxas e Quando Lisboa Tremer, os outros,de seguida, de acordo com a minha neura...
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
Escrever liberta
Liberta a alma dos momentos menos felizes
Liberta-nos da vida menos interessante
Liberta as personagens que temos criadas na nossa mente
Liberta uma história que as envolve
Só quem escreve, muito ou pouco, bem ou mal, pode entender esta libertação.
terça-feira, 6 de agosto de 2013
The Killing
Comecei a ler este livro, com algum entusiasmo. A série na televisão (que eu não vi) merecia alguns comentários interessantes de quem via e quando me "deram" o livro, aí fui eu.
E a dada altura, senti-me aborrecida.
Não estou a queixar-me do livro, nem a tecer critica ao autor. Apenas me aborreci. Eu gosto de uma boa história policial e independente de todo o enredo que possa ter, não precisa de ter outras acções paralelas, mesmo que sejam necessárias para o enredo, quando essas acções ocupam quase tanto espaço como a acção principal. Sou chata, eu, mas sou assim. E atenção que raramente é meu apanágio usar estas três palavras para me justificar de tudo, mas no que respeita leituras, cai bem.
Por causa disto, porque esta acção paralela, a campanha eleitoral e seus intervenientes me aborreceram, ainda que fossem suspeitos do crime, de alguma forma, parei.
Quando comentei com uma colega e ela me deu algumas dicas do que vira na série, pensei: vou ultrapassar, vou continuar e aí segui eu... cheguei ao fim e só agora me dei conta (burra! achava que eram histórias independentes por volume) que o volume um, não era apenas figura de estilo, era a realidade. Fiquei na mesma, suspensa da resolução, da descoberta do criminoso (que já sei quem é, mas gostava de saber como os detectives chegavam até ele) e terminado este volume um, não tenho coragem para o volume dois.
Sem desrespeito para quem leu tudo e gostou, eu não vou ler mais e mais valia ter ficado onde fiquei a primeira vez que interrompi.
sábado, 13 de julho de 2013
A Casa dos Espiritos
Romance de Isabel Allende, publicado em 1982 que retrata a saga da familia Trueba, no Chile, ao longo do século XX. É constituido por catorze capitulos e um epílogo.
A acção da obra reflecte o momento revolucionário do Chile, terminando com o golpe militar de 1973, que veio a derrubar o presidente Salvador Allende.
A história é narrada por três personagens: Esteban Trueba, a sua mulher Clara e a neta do casal, Alba.
Esteban Trueba, um jovem decidido e ambicioso pretende fazer fortuna, trabalhando numa mina, com o objectivo de casar com Rosa. No entanto, esta morre repentinamente, tal como a sua irmã, Clara, tinha premunido. O jovem amargurado, deixa a mina e instala-se numa fazendo abandonada, tornando-se um latifundiário abastado, poderoso e arrogante.
Após vários anos, Esteban casa-se com clara, passando o casal a viver com a irmã de Estebán, Férula. Do casamento nasce Blana e posteriormente dois rapazes gémeos Jaime e Nicolás.
Estebán com inveja da influência de Férula sobre Clara e Blanca, expulsa aquela de casa e interna a jovem num colégio. Quando esta regressa a casa, apaixona-se por Pedro, filho do capataz da fazenda, que entretanto se tornara líder da rebelião dos trabalhadores rurais contra o latifundiário.
Blanca fica gravida, nas Estebán, por ambições politicas, acaba por casá-la com um conde francês, de quem ela acaba por se separar.
Clara morre a dada altura do livro e Estebán vive das recordações daquela que foi o seu amor e do carinho de Alba que é muito próxima do avô, apesar das ideias diferentes acerca da politica.
Blanca e Pedro vão-se encontrando ao longo do livro e só no final fogem juntos para fora do país.
Alba envolvida com um jovem revolucionário, procurado pelos carabineiros, depois da queda do presidente, sofre torturas às mãos do coronel Estebán (não vou dizer agora o porquê deste nome) e no final do livro, ela e o avô renovam a casa dos espíritos, casa da família e vivem os dois a relembrar a história da família até à morte de Esteban Trueba, ficando esse relembrar nas mãos de Alba, com a continuação da escrita da história.
Isto é um mísero resumo que espero vos aguce a curiosidade e vos leve a ler, porque o livro é muito bom e a escrita de Isabel Allende é magnifica.
E só um pormenor, o relançar, no final dos capítulos do que acontecerá a algumas personagens no futuro, não é aborrecido, nem corta o ritmo, nem nos leva a perder expectativa, como algumas pessoas que já leram dizem. Muito pelo contrário e é minha opinião, leva-nos a ler os passos dessa personagem com mais ganas a tentar descobrir como é que a personagem chega a essa situação.
A minha opinião é de que deve ler este livro se tiverem tempo. E devem ler antes de ver o filme, porque embora os bons autores que lhe dão vida (tais como Jeremy Irons, desempenhando o papel de Esteban Trueba, Meryl Streep como Clara, Glenn Close no papel de Férula, Winona Ryder como Blanca, Antonio Banderas como Pedro e Sasha Hanau como Alba) nenhum filme é tão bom como um bom livro.
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