segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Consciência e Liberdade 2013


Ora aqui está uma razão pela qual não costumo publicar a rubrica "Estou a ler... ou "Neste momento leio...", etc, etc.

É que no meio de uma leitura, por motivos diversos aparece sempre um livro que se intromete e me interrompe a leitura do momento.

Foi o caso deste

Na realidade é uma revista da Associação Internacional para a Defesa da Liberdade Religiosa

Caiu-me nas mãos por mero acaso, mas muito a propósito quando no dia 16 de Janeiro de 2014 por decisão do Presidente Obama se comemora o dia Internacional da Liberdade Religiosa.

Os capítulos (ou artigos) são de autores diversos e cada um apresenta o que lhe compete sobre o tema:
A islamização dos cristãos no oriente-árabe - Noel Georges
A história dos direitos do homem - Valentine Zuber
Liberdade Religiosa: fundamentos no ocidente e perspetivas internacionais - David Little
Etc
Etc

E chegamos ao editorial (que aliás como costume é o inicio do livro ou da revista) e que intitula-se "Os direitos humanos e a universalidade" e frisa a necessidade de "apesar da prática religiosa ser uma componente da vida contemporânea que não pode nem deve ser excluída da esfera de interesse das autoridades publicas, o Estado deve permanecer neutral e imparcial perante o exercício das várias religiões, fés e crenças..."

Isto tudo para eu colocar uma questão a quem gostar de desafios:

Quando uma nação que como os Estados Unidos "estabelece" um dia destes, tem noção da necessidade de neutralidade e marca encontros com o chefe da Igreja Católica (http://noticias.terra.com.br/mundo/europa/renuncia-do-papa/obama-deseja-se-encontrar-com-papa-francisco-diz-porta-voz-da-casa-branca,bd8e5bfb2ec83410VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html), não estará a pisar o risco que não deveria pisar?
Ou sou eu que tenho má vontade e estou a ver monstros debaixo da cama?
Ou melhor, estou a ver papas a ditar ordens apoiados por grandes nações, ou grandes nações a por em prática, ideias de papas...
E aí, nessa altura a Liberdade Religiosa será chão que deu uvas...



sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

TAG - Leitura Digital



Vá lá, só mais uma TAG.
Vou deixar de ler as TAGs que encontro, porque ultimamente só encontro das interessantes e depois tenho que lhes responder.

Esta, mais uma vez, encontrei AQUI

Avancemos, então:

1. Que suporte utlizas para ler os teus ebooks? Um e-reader, um tablet ou o pc?
Um e-reader. Tenho um kindle há uns dois anos
2. Quantos e-books já leste desde que te iniciaste na nova "moda digital"?
Uns vinte, mais ou menos
3. Qual é a língua predominante dos teus e-books?
Português.
4. Compras-os ou aproveitas promoções e livros gratuitos?
Compro, oferecem-me e aproveito os gratuitos
5. Aproveitas para ler clássicos ou novos autores?
Novos autores, embora tenho alguns clássicos carregados.
6.Tens e-books de livros físicos para que os possas ler em qualquer local sem ter de levar o livro atrás?
Tenho. Porque apesar de os ter em e-book (e alguns só tenho assim mesmo), gosto de os ter igualmente em papel.
7. Quantos e-books tens?
Assim, de repente, uma centena
8. Qual é o teu maior fornecedor de e-books?
Leya
9. Aderiste por completo à Leitura Digital ou ainda vives na Idade do Livro Físico?
A leitura digital é muito prática, mas nada me afasta do Livro Físico.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

A Rapariga que Roubava Livros


Não costumo publicar nenhuma rubrica que seja - o livro que estou a ler - mas hoje apeteceu-me.
Estou a ler este, em e-book, mas acabei de concorrer a um passatempo em que o oferecem em papel, ao vencedor e eu queria ganhar. Eu e mais uns quantos concorrentes...



Quando a morte nos conta uma história temos todo o interesse em escutá-la. Assumindo o papel de narrador em A Rapariga Que Roubava Livros, vamos ao seu encontro na Alemanha, por ocasião da segunda guerra mundial, onde ela tem uma função muito activa na recolha de almas vítimas do conflito. E é por esta altura que se cruza pela segunda vez com Liesel, uma menina de nove anos de idade, entregue para adopção, que já tinha passado pelos olhos da morte no funeral do seu pequeno irmão. Foi aí que Liesel roubou o seu primeiro livro, o primeiro de muitos pelos quais se apaixonará e que a ajudarão a superar as dificuldades da vida, dando um sentido à sua existência. Quando o roubou, ainda não sabia ler, será com a ajuda do seu pai, um perfeito intérprete de acordeão que passará a saber percorrer o caminho das letras, exorcizando fantasmas do passado. Ao longo dos anos, Liesel continuará a dedicar-se à prática de roubar livros e a encontrar-se com a morte, que irá sempre utilizar um registo pouco sentimental embora humano e poético, atraindo a atenção de quem a lê para cada frase, cada sentido, cada palavra. Um livro soberbo que prima pela originalidade e que nos devolve um outro olhar sobre os dias da guerra no coração da Alemanha e acima de tudo pelo amor à literatura.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

TAG - Resoluções literárias para 2014

Acho bem iniciar um ano com uma TAG, já que terminei o anterior igualmente com uma TAG.

Esta TAG foi criada AQUI e eu encontrei-a em um BLOGUE que sigo.

1 - Um autor que nunca leste e queres ler
      Mia Couto

2 - Um livro que queres muito ler
      A verdade sobre o caso Harry Quebert de Joel Dicker

3 - Um clássico quer queres muito ler
     Dom Quixote de Miguel Cervantes (já está em casa à espera)

4 - Um livro que queres reler
      Estou um pouco indecisa, mas acho que quero re-re-reler o Historiador de Elisabeth Kostova (ainda             não me fartei)

5 - Um livro que tens há séculos e queres finalmente ler
      Se o tenho há séculos e nunca o li é porque, de fato, não me interessa e nunca o irei ler.  

6 - Um livro gigante que queres ter coragem para ler
      Não preciso de ganhar coragem para ler livros gigantes. Basta eles interessarem-me.
      Tenho um em casa que me ofereceram, nunca li e não quero ganhar coragem para ler embora conheça a       escrita e goste muito da autora: Colleen Mccullough - O Primeiro Homem de Roma (se alguém o                 quiser é só dizer e se tiver para troca, melhor)

7 - Um autor que já leste e queres voltar a ler
      Patrick Rothfuss, já que aguardo a continuação da saga de Kvothe

8 - Um livro que te ofereceram no Natal e que queres ler
      Nenhuma alma, caridosa, me ofereceu livros no Natal, por isso tenho que esperar...

9 - Uma série que queres ler do primeiro ao último livro
      Não é bom responder a isto, porque posso ter grandes expectativas quanto a um livro e sua série e               depois do segundo ou terceiro volume, começar a ficar farta de tanto igual...

10 - Uma série que já começaste e queres terminar
       Fica respondido com o ponto 7

11 - Quantos livros queres ler em 2014
        Se não conseguir melhor, pelo menos, um por mês - é uma quantidade sem jeito, em relação ao que             vejo por aí,

12 - Mais algum objetivo literário que queiras partilhar?
       Quanto a leituras, ler todos os livros que estão à espera na minha "mesa de apoio" e não contam para             os doze que, pelo menos, quero ler.
       Quanto a escritas, está na altura de escrever mais um conto, história, livro - depende do ponto de vista          de quem identifica as minhas "obras".

sábado, 21 de dezembro de 2013

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

TAG *Todo o Mundo Leu Menos Eu"


Vi esta TAG no blogue Estrelas No Colo e foi originalmente criada pela Nayara. Consiste, em seleccionar 5 autores que nunca lemos, mas que aparentemente já todos experimentaram.

Claro que irei nomear um ou dois que comecei e não consegui continuar. 

1 - Ken Follet
Não li nada deste autor. Quem leu diz o melhor que pode, mas tenho um certo receio do peso da coisa. Romance histórico não é o meu tema preferido.

2 - José Rodrigues dos Santos

Não pude deixar de aproveitar um dos autores que a autora do Mil Estrelas no Colo selecionou. Iniciei um dos seus livros, mas parei antes de terminar o primeiro capitulo. Achei-o demasiado cópia de Dan Brown e com explicações exaustivas desnecessárias, se apresentados os conhecimentos de outra forma, quer já no outro autor acho demais. Aconselharam-me a  "Mão do Diabo" e quem me aconselhou merece toda a minha consideração, por isso ainda não desisti de o ler.

3 - Nora Roberts

Mais uma autora que comecei, porque calhei a "cair" em um chat sobre a autora e fiquei curiosa.
Nada que me interesse, não desfazendo em quem gosta do estilo e parece que é muita gente.

4 - Luis Sepulveda

Já vi em mais de um blogue, opiniões sobre os seus livros e quem leu gostou. Ainda não fiz por ter nenhum dos seus livros nas mãos, mas mais dia menos dia, irei reler todas as opiniões, que como já disse são ótimas e escolher um livro para ler deste autor.

5 - Marion Zimmer Bradley

Numa altura em que os livros de mundos futuros com histórias negras e os de mundos de plena fantasia são lidos aos "magotes" por todas as gerações, sempre tem estado a ser dada especial ênfase a esta autora. Tenho comigo "As Brumas de Avalon" que me ofereceram, mas ainda não tive coragem de iniciar. Há muitos anos, uns dezasseis pelo menos, li uma trilogia de um autor (Stephen Lawhead) com temas semelhantes e na altura gostei. Agora já não tenho tanta certeza e tenho receio de ser mais um que pegue e largue.

Não são os únicos cinco que nunca li, são os cinco de que me lembrei de repente.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

O Estranho Ano de Vanessa M.

Quando entrou no carro, naquela tarde de Inverno, Vanessa não sabia que estava a embarcar numa viagem sem retorno. Uma viagem interior, que pôs em causa todas as suas escolhas e, acima de tudo, toda uma vida construída em torno das expectativas e opiniões dos outros. Entre episódios trágicos e cómicos, que envolvem uma mãe controladora, uma tia hippie, um casamento entediante, um chefe insuportável e uma amiga que não sabe quando se calar, “O Estranho ano de Vanessa M.” conduz-nos nessa auto-descoberta e faz-nos reflectir sobre o poder que temos de, a qualquer momento, colocar tudo em questão. Porque a busca da felicidade não tem prazo.


A escrita  é muito acessível e facilmente nos damos conta de que tal como Vanessa, muitos de nós gostaríamos de bater com a porta e deixar tudo o que é a nossa rotina para trás. Agora entre o gostar de fazer e o fazer, correm sentimentos e tomadas de decisão. Não vamos deixar casa, marido e filhos, apenas porque estamos fartos de os aturar e há dias em que nos apetece que não existissem. É por isso que existem hobbies, nem que seja a escrita de romances de ficção, onde imaginamos um mundo que gostaríamos que fosse o nosso, mesmo que a história não tenha nada a ver com a nossa vida. No meu caso, seria esse o hobbie a por em prática.

Claro que se trata de uma obra de ficção e não importa se o que Vanessa faz, durante esse ano de mudança é correcto, ou não é correcto e até é engraçado ver que as coisas lhe correm bem, mesmo depois de alguns azares.
Só é "aborrecido", porque se alguém decidisse aplicar esse tipo de mudança na sua vida, com certeza não iria sair-se tão bem quanto Vanessa se saiu. Não iria conseguir iniciar um negócio de bolos que lhe permitisse despedir-se do emprego que já tinha e viver desse negócio, não iria conseguir sair com um ou dois homens, tivesse sido em seguimento a bebedeiras ou não e acabar por ser aceite pelo ex-marido, de forma tão leve, no final do ano.

Mas imaginemos que a ideia do livro é mesmo lembrar-nos que podemos mudar as nossas vidas, nem que essa mudança não seja tão drástica quanto a de Vanessa e que temos sempre tempo e direito de sonhar com essa mudança.