segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

A leitura no meio do caos


Depois de publicada a opinião sobre o ultimo livro lido, achei que esta foto pertencia aqui descaradamente. 
O estado de uma livraria em Londres, depois de um bombardeamento, aquando da 2ª Guerra, em 1940.

No livro, não houve nenhuma livraria bombardeada, mas houve uma rua bombardeada, embora não tenha sido em Londres pelos alemães, mas numa cidade alemã, pelos aliados e o roubo de alguns livros ao longo da história.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

A Menina que Roubava Livros


A primeira vez que dei de caras com este livro, tinha este título

Só depois de ser publicitado o filme, comecei a ver as capas com o outro título.

Quando a morte nos conta uma história temos todo o interesse em escutá-la. Assumindo o papel de narrador em "A Rapariga que Roubava Livros", vamos ao seu encontro na Alemanha, por ocasião da segunda guerra mundial, onde ela tem uma função muito activa na recolha de almas vítimas do conflito. E é por esta altura que se cruza pela segunda vez com Liesel, uma menina de nove anos de idade, entregue para adopção, que já tinha passado pelos olhos da morte no funeral do seu pequeno irmão. Foi aí que Liesel roubou o seu primeiro livro, o primeiro de muitos pelos quais se apaixonará e que a ajudarão a superar as dificuldades da vida, dando um sentido à sua existência. Quando o roubou, ainda não sabia ler, será com a ajuda do seu pai, um perfeito intérprete de acordeão que passará a saber percorrer o caminho das letras, exorcizando fantasmas do passado. Ao longo dos anos, Liesel continuará a dedicar-se à prática de roubar livros e a encontrar-se com a morte, que irá sempre utilizar um registo pouco sentimental embora humano e poético, atraindo a atenção de quem a lê para cada frase, cada sentido, cada palavra.
Um livro soberbo que prima pela originalidade e que nos devolve um outro olhar sobre os dias da guerra no coração da Alemanha e acima de tudo pelo amor à literatura.

Achei a ideia de ler um livro narrador pela morte interessante e quando comecei a ler, mais me interessou ao ver o papel que o narrador desempenha na história.
Bravo Markus Zuzak!

Desde há muito tempo que não lia um livro que me emocionasse à beira das lágrimas, porque nos deixamos levar pelo narrador (um narrador estranho de fato) e nos sentimos a viver as vidas dos personagens, como se estivéssemos lá, tal como o narrador que está, mas não está.

A escrita é sensacional. As frases empregues para explicar as situações são de mestre.

"Antes de eles seguirem para suas respectivas casas, a voz de Rudy aproximou-se e entregou a verdade a Liesel. Esta passou um tempo sentada no ombro da menina, mas, algumas ideias depois, chegou a seu ouvido."

"Um arranhão riscou um fósforo do lado de seu rosto, no ponto em que ela batera no chão."

Ficamos por dois exemplos apenas, ou teria que transcrever todo o livro.


Em algumas partes do livro, quase não nos apercebemos que o narrador tem uma parte muito activa na acção, e em outras damos por nós a saber o que ele sente.

"Por favor, acredite quando lhe digo que, naquele dia, peguei cada alma como se fosse um recém-nascido. Cheguei até a beijar alguns rostos exaustos, envenenados (...) observei suas visões de amor e os libertei de seu medo.
(...)Vez por outra, eu imaginava como seria tudo acima daquelas nuvens, sabendo, sem sombra de dúvida, que o Sol era louro e a atmosfera interminável era um gigantesco olho azul."


"Mas eles têm uma coisa que eu invejo. Que mais não seja, os humanos têm o bom senso de morrer."

Quando leio um livro que me agrada assim tanto, não costumo desejar ver o filme (com receio (ou a certeza) de ficar desapontada e aliás, se o vejo é só depois de ler o livro todo. Neste caso, até me interessa ver o filme, embora tenha a certeza que o papel do narrador vai desaparecer e terá que ser substituído por qualquer coisa muito boa que deve ser difícil alcançar.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Rascunhos de Memórias


Passeava eu pelos blogues que costumo visitar, quando me chamou a atenção uma publicação do blogue Viajar Pela Leitura. Era sobre um Book Journal - supostamente um caderno para se tomar notas sobre os livros que se estão a ler, dar opiniões, etc, etc

Lendo a publicação, depois de perceber que o Book Journal serve para muito pouco, dei por mim absolutamente envergonhada, atarantada e arrependida.

Eu, sim eu, que além de adorar ler desde que me conheço, adoro escrever desde a mesma altura e não tenho um único caderno com opiniões e notas sobre os livros que li!

Escrever as opiniões sobre os livros... e mantê-las em papel... o sonho de qualquer leitor que também gosta de escrever... e nunca tinha pensado em fazer isso... dahh! 

Quando leio um livro, mentalmente faço a critica e passo-a para o computador (desde que iniciei o meu blogue) e até chego a fazer rascunhos quando não sei bem como a apresentar com clareza, mas o papel onde rascunhei acaba por ir para o lixo e fica a critica apenas no PC. E isto para os livros que comentei desde que iniciei o blogue. Então e os outros?

Confesso que a ideia de anotar a critica em um caderno é muito tentadora e por vários motivos.

Apesar de todo o mundo digital e, tal como gosto de livros em papel, nada me tira o gosto de escrever à mão em uma folha. Anotar a opinião que mais tarde se vai publicar, ou não, guardar os cadernos e relê-los mais tarde e comparar com o que se passou depois para o PC, é delicioso. 

É quase tão bom quanto rascunhar a ideia de um conto, história ou livro (já várias vezes expliquei por aqui que não sei que designação dar às minhas escritas), criar as primeiras ideias e mesmo sem chegarem a ser uma obra completa, relê-las de tempos a tempos, sempre sem as destruir, até porque podem vir dar que falar... ou ler...

E mais, e absolutamente infantil e desproporcionado face à idade que já tenho, quando vejo alguns cadernos em lojas, fico a pensar se não terei como os utilizar, porque só me apetece comprá-los...



segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Consciência e Liberdade 2013


Ora aqui está uma razão pela qual não costumo publicar a rubrica "Estou a ler... ou "Neste momento leio...", etc, etc.

É que no meio de uma leitura, por motivos diversos aparece sempre um livro que se intromete e me interrompe a leitura do momento.

Foi o caso deste

Na realidade é uma revista da Associação Internacional para a Defesa da Liberdade Religiosa

Caiu-me nas mãos por mero acaso, mas muito a propósito quando no dia 16 de Janeiro de 2014 por decisão do Presidente Obama se comemora o dia Internacional da Liberdade Religiosa.

Os capítulos (ou artigos) são de autores diversos e cada um apresenta o que lhe compete sobre o tema:
A islamização dos cristãos no oriente-árabe - Noel Georges
A história dos direitos do homem - Valentine Zuber
Liberdade Religiosa: fundamentos no ocidente e perspetivas internacionais - David Little
Etc
Etc

E chegamos ao editorial (que aliás como costume é o inicio do livro ou da revista) e que intitula-se "Os direitos humanos e a universalidade" e frisa a necessidade de "apesar da prática religiosa ser uma componente da vida contemporânea que não pode nem deve ser excluída da esfera de interesse das autoridades publicas, o Estado deve permanecer neutral e imparcial perante o exercício das várias religiões, fés e crenças..."

Isto tudo para eu colocar uma questão a quem gostar de desafios:

Quando uma nação que como os Estados Unidos "estabelece" um dia destes, tem noção da necessidade de neutralidade e marca encontros com o chefe da Igreja Católica (http://noticias.terra.com.br/mundo/europa/renuncia-do-papa/obama-deseja-se-encontrar-com-papa-francisco-diz-porta-voz-da-casa-branca,bd8e5bfb2ec83410VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html), não estará a pisar o risco que não deveria pisar?
Ou sou eu que tenho má vontade e estou a ver monstros debaixo da cama?
Ou melhor, estou a ver papas a ditar ordens apoiados por grandes nações, ou grandes nações a por em prática, ideias de papas...
E aí, nessa altura a Liberdade Religiosa será chão que deu uvas...



sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

TAG - Leitura Digital



Vá lá, só mais uma TAG.
Vou deixar de ler as TAGs que encontro, porque ultimamente só encontro das interessantes e depois tenho que lhes responder.

Esta, mais uma vez, encontrei AQUI

Avancemos, então:

1. Que suporte utlizas para ler os teus ebooks? Um e-reader, um tablet ou o pc?
Um e-reader. Tenho um kindle há uns dois anos
2. Quantos e-books já leste desde que te iniciaste na nova "moda digital"?
Uns vinte, mais ou menos
3. Qual é a língua predominante dos teus e-books?
Português.
4. Compras-os ou aproveitas promoções e livros gratuitos?
Compro, oferecem-me e aproveito os gratuitos
5. Aproveitas para ler clássicos ou novos autores?
Novos autores, embora tenho alguns clássicos carregados.
6.Tens e-books de livros físicos para que os possas ler em qualquer local sem ter de levar o livro atrás?
Tenho. Porque apesar de os ter em e-book (e alguns só tenho assim mesmo), gosto de os ter igualmente em papel.
7. Quantos e-books tens?
Assim, de repente, uma centena
8. Qual é o teu maior fornecedor de e-books?
Leya
9. Aderiste por completo à Leitura Digital ou ainda vives na Idade do Livro Físico?
A leitura digital é muito prática, mas nada me afasta do Livro Físico.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

A Rapariga que Roubava Livros


Não costumo publicar nenhuma rubrica que seja - o livro que estou a ler - mas hoje apeteceu-me.
Estou a ler este, em e-book, mas acabei de concorrer a um passatempo em que o oferecem em papel, ao vencedor e eu queria ganhar. Eu e mais uns quantos concorrentes...



Quando a morte nos conta uma história temos todo o interesse em escutá-la. Assumindo o papel de narrador em A Rapariga Que Roubava Livros, vamos ao seu encontro na Alemanha, por ocasião da segunda guerra mundial, onde ela tem uma função muito activa na recolha de almas vítimas do conflito. E é por esta altura que se cruza pela segunda vez com Liesel, uma menina de nove anos de idade, entregue para adopção, que já tinha passado pelos olhos da morte no funeral do seu pequeno irmão. Foi aí que Liesel roubou o seu primeiro livro, o primeiro de muitos pelos quais se apaixonará e que a ajudarão a superar as dificuldades da vida, dando um sentido à sua existência. Quando o roubou, ainda não sabia ler, será com a ajuda do seu pai, um perfeito intérprete de acordeão que passará a saber percorrer o caminho das letras, exorcizando fantasmas do passado. Ao longo dos anos, Liesel continuará a dedicar-se à prática de roubar livros e a encontrar-se com a morte, que irá sempre utilizar um registo pouco sentimental embora humano e poético, atraindo a atenção de quem a lê para cada frase, cada sentido, cada palavra. Um livro soberbo que prima pela originalidade e que nos devolve um outro olhar sobre os dias da guerra no coração da Alemanha e acima de tudo pelo amor à literatura.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

TAG - Resoluções literárias para 2014

Acho bem iniciar um ano com uma TAG, já que terminei o anterior igualmente com uma TAG.

Esta TAG foi criada AQUI e eu encontrei-a em um BLOGUE que sigo.

1 - Um autor que nunca leste e queres ler
      Mia Couto

2 - Um livro que queres muito ler
      A verdade sobre o caso Harry Quebert de Joel Dicker

3 - Um clássico quer queres muito ler
     Dom Quixote de Miguel Cervantes (já está em casa à espera)

4 - Um livro que queres reler
      Estou um pouco indecisa, mas acho que quero re-re-reler o Historiador de Elisabeth Kostova (ainda             não me fartei)

5 - Um livro que tens há séculos e queres finalmente ler
      Se o tenho há séculos e nunca o li é porque, de fato, não me interessa e nunca o irei ler.  

6 - Um livro gigante que queres ter coragem para ler
      Não preciso de ganhar coragem para ler livros gigantes. Basta eles interessarem-me.
      Tenho um em casa que me ofereceram, nunca li e não quero ganhar coragem para ler embora conheça a       escrita e goste muito da autora: Colleen Mccullough - O Primeiro Homem de Roma (se alguém o                 quiser é só dizer e se tiver para troca, melhor)

7 - Um autor que já leste e queres voltar a ler
      Patrick Rothfuss, já que aguardo a continuação da saga de Kvothe

8 - Um livro que te ofereceram no Natal e que queres ler
      Nenhuma alma, caridosa, me ofereceu livros no Natal, por isso tenho que esperar...

9 - Uma série que queres ler do primeiro ao último livro
      Não é bom responder a isto, porque posso ter grandes expectativas quanto a um livro e sua série e               depois do segundo ou terceiro volume, começar a ficar farta de tanto igual...

10 - Uma série que já começaste e queres terminar
       Fica respondido com o ponto 7

11 - Quantos livros queres ler em 2014
        Se não conseguir melhor, pelo menos, um por mês - é uma quantidade sem jeito, em relação ao que             vejo por aí,

12 - Mais algum objetivo literário que queiras partilhar?
       Quanto a leituras, ler todos os livros que estão à espera na minha "mesa de apoio" e não contam para             os doze que, pelo menos, quero ler.
       Quanto a escritas, está na altura de escrever mais um conto, história, livro - depende do ponto de vista          de quem identifica as minhas "obras".