quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

O Bicho da Seda


Quando o escritor Owen Quine desaparece, a sua mulher contrata os serviços do detetive privado Cormoran Strike. De início pensa que o marido se ausentou por uns dias - como já acontecera anteriormente - e recorre a Strike para o encontrar e trazer de volta a casa. No decorrer da investigação, torna-se claro que o desaparecimento do escritor esconde algo mais

Quine tinha acabado de escrever um romance onde caracterizava de forma perversa quase todas as pessoas que conhecia. Se o livro fosse publicado iria certamente arruinar algumas vidas - pelo que haveria várias pessoas interessadas em silenciá-lo. E quando Quine é encontrado, brutalmente assassinado em circunstâncias estranhas, começa uma corrida contra o tempo para tentar perceber a motivação do cruel assassino, um assassino diferente de todos aqueles com quem Strike se tinha cruzado...

Diz-nos também a Editorial Presença que se trata de Um policial de leitura compulsiva com um enredo que não dá tréguas ao leitor.
E é que não dá mesmo. Estamos a ler e a desejar saber mais, sem vontade de parar. Cada paragem obrigatória, é um sofrimento só acalmado pela expectativa da próxima leitura.

Já tinha gostado de Quando o Cuco Chama, mas este Bicho da Seda é, na minha opinião, cem vezes melhor.
Mais dinâmico, mais surpreendente!

A autora, mostra-nos de que não é apenas de magia e feiticeiros que se vive e que os crimes e os meandros do mundo dos escritores, têm muito mais a dizer.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

So true


Agora imaginem, quando escrevemos... e somos responsáveis por esses personagens?

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Do Inferno Também se Volta


E hoje propus-me ler este livro. Decidi que tinha que lhe dar um bom avanço, já que o tinha começado há duas semanas e não lhe tinha pegado mais.
E li, li e decidi que já agora, tinha que o terminar. E terminei,

Gosto da autora. Muito. Gosto dos poemas que vou lendo ora no facebook, ora nos blogues e já li outros livros. Aprecio a pesquisa que faz para escrever, aprecio a ousadia das narrações e tudo isso, me faz gostar de ler o que escreve,

Quanto a este livro, sem saber, quando ouvi falar dele e li excertos fiquei preocupada. Preocupada no bom sentido. Pensei, ora aí está um romance de amor. Uma história de paixões desencontradas e de sofrimentos imensos e por isso nunca me atrevi a comprá-lo,

Quis o destino que o livro me fosse oferecido pela autora, conforme já disse em publicação anterior e aí, com ele na mão, nada me iria impedir de o ler.

Não gosto do tema, estou farta de o dizer, mas li,

A par de tudo o que gosto na escrita de Maria de Fátima Soares, estava lá também os amores assolapados, os sofrimentos e mantenho a minha ideia inicial - não gosto de romances de amor e nenhum livro desse tema, se tratar apenas desse tema, me vai fazer mudar de ideias.

A sorte é que a meio de uma das alturas em que Daniela sofria, sofria... a autora levou-nos até Joel e a narração do que aconteceu (que diga-se de passagem, era expectável - não digo mais par não ser spoiler). Esta narração, para mim, foi das mais interessantes do livro, pelos motivos já explicados antes. Mas infelizmente durou pouco E voltámos para Daniela e o seu sofrimento.

Que já me irritava e a sua teimosa mais tarde em não querer dar o braço a torcer. Sempre me irritou esse orgulho nas pessoas. Não ganham nada com isso e perdem mais ainda.

Acaba bem, da forma que de certeza todos esperavam que acontecesse ou não desejassemos todos um final feliz nas histórias de amor. Para mim, no meu caso se escrevesse este tipo de história, não diria tudo, dava a entender o final feliz e ficava-me por ali... cada um que imaginasse e idealizasse à sua vontade. Mas também, eu não tenho ao ousadia que a autora tem, com certos pormenores!

Se gostam do género, vão gostar deste de certeza. Por isso, amigos leitores, se puderem, leiam!

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

A Rapariga no Comboio

Todos os dias, Rachel apanha o comboio... No caminho para o trabalho, ela observa sempre as mesmas casas durante a sua viagem. Numa das casas ela observa sempre o mesmo casal, ao qual ela atribui nomes e vidas imaginárias. Aos olhos de Rachel, o casal tem uma vida perfeita, quase igual à que ela perdeu recentemente.

Até que um dia... 

Rachel assiste a algo errado com o casal... É uma imagem rápida, mas suficiente para a deixar perturbada. 

Não querendo guardar segredo do que viu, Rachel fala com a polícia. A partir daqui, ela torna-se parte integrante de uma sucessão vertiginosa de acontecimentos, afetando as vidas de todos os envolvidos.




Embalada pelas criticas que li sobre este livro, quis muito lê-lo e quis o destino que fosse permitido interromper o que tinha iniciado, para ler este.
A forma como está escrito, leva-nos a que nos interessemos pelo que Rachel se interessa. Desejamos querer saber das vidas das pessoas das casas por onde o comboio passa. Um pouco de "voyeur" que todos temos, mas em graus ligeiros e não prejudiciais.
Quando soube que Rachel é obcecada pelo ex-marido e que é alcoólica, o interesse esmoreceu ligeiramente e só me irritava cada vez que fazia parvoíces e se "encharcava", até que percebi que se ela não fosse assim o enredo não tinha como subsistir.
Foram os pedaços esquecidos das suas experiências que tornaram a investigação (a nossa como leitores) interessantes, porque a investigação só aconteceu feita por Rachel, para nosso conhecimento e porque a investigação da policia não interessava.
A apresentação do enredo está soberba. Irritamos-nos com as bebedeiras de Rachel mas começamos a querer ajudá-la. E com a sua obsessão ela própria se ajuda a si, mau grado todos os riscos que corre e os disparates que faz.
A conclusão é magnifica e porque sou ingénua nunca pensei nisso, mas não me deixou espantada quando me dei conta do desfecho e do culpado. Era a conclusão mais brilhante que podia acontecer. Qualquer outra seria vulgar.

Aconselho vivamente, como costuma dizer-se.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Balanço 2015



Não costumo fazer balanços, porque soam mal, já que leio tão poucos livros, infelizmente, ao contrário do que gostaria.

Mas vou fazer este balanço, porque me apetece atualizar o blogue e me apetece dizer quais os livros que mais gostei de ler no ano de 2015.




Li doze e desejei ter lido mais uns quatro ou cinco que não consegui. Iniciei o décimo terceiro, mas ainda vai no inicio da primeira leitura.

Por ordem de apreciação posso listar:

Marina de Carlos Ruiz Zafón - porque adoro Zafón e todos os livros têm um mistério interino que nos agarra
Caixa de Pássaros de Josh Malerman - pelo suspense e a aflição que o autor conseguiu transmitir
O Tempo Entre Costuras de Maria Dueñas - pelo assunto de espionagem tão bem retratado e adornado
O Silo de Hugh Howey - pela ideia de um futuro distópico que sempre me aflige
Contagem Decrescente de Bruno Franco - pelo tema de um policial português muito bem conseguido
Não Te Esqueças de Paris de Deborah McKinlay - pela doçura da história e a leveza do desfecho
O Chamado do Cuco de Robert Galbraith - pelo tema de um policial pouco complexo apesar do personagem complexo
Nunca me Encontrarão de Robert Wilson - por Robert Wilson e a sua escrita soberba - o assunto irritou-me um bocado
As Mãos Desaparecidas de Robert Wilson - igual
A Ordem de Hugh Howey - por ser mais do mesmo e já não foi novidade
O Jardim de Ossos de Tess Gerritsen - não gostei do passado misturado com o presente. O segundo não lhe fazia falta.
Prisioneiros do Inverno de Jennifer McMahon - muito fraquinho e de um tema que não me agrada.

Claro que alguns poderiam estar na mesma linha que o nível de apreciação foi o mesmo, mas em fila ficam melhor.










quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Do Inferno Também se Volta


Ontem cheguei a casa e tinha esta prenda na caixa do correio.

A autora ofereceu e eu não podia estar mais contente, por vários motivos: é livro e esta é uma prenda que sabe sempre bem; estava na duvida se comprava ou não, com receio de não gostar do tema, porque da autora gosto; e por ser de quem foi.

Depois das festas, mal possa, passo à leitura. Depois informo.

Um beijinho Maria de Fátima Soares.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

A Ordem



Segundo volume de uma trilogia que se iniciou com o livro Silo, vamos descobrir o mundo antes do silo 18 do primeiro livro. Vamos descobrir ao longo do livro o porquê dos silos, a responsabilidade de quem decidiu "enterrar" parte da humanidade para a ir descartando à medida que os problemas sucedem.

Enquanto no primeiro livro os moradores do silo 18 e nós, leitores, só sabemos da existência deles próprios, a não ser quando na ultima parte do livro, Juliette decide sair por sua conta e risco e dá-se conta que há mais silos, alcançado o silo mais perto de si e encontrando gente viva lá dentro, num ambiente de morte e destruição que se arrastou por anos, neste segundo livro sabemos como foi decidido fazer um reset à humanidade e criar silos para manter os que tiveram a "sorte" de ser escolhidos, confinados.

Entre datas, uma vez que a cronologia não é sequencial, vamos viver a vida dos que tiveram o privilégio de ficar no silo 1, dando-nos conta de que eles controlam a vida nos outros silos, sem que os mesmos saibam. Mantém a ordem nos silos através de um mandatário que sabe da existência de alguém superior e quando essa ordem é quebrada e nem a condenação à limpeza do exterior que equivale a uma sentença de morte, mantém os ocupantes em ordem, dizimam a população desse silo, pelo carregar de um botão.

Vamos ver a procura de um dos personagens pelas razões daquelas decisões, as suas lutas emocionais ao dar-se conta da sua responsabilidade, vamos aperceber-nos que a fuga de Juliette no primeiro livro, é a responsável pelo "despertar" desse personagem do silo 1 e vamos a dada altura do livro, no ultimo terço, encontrar-nos com Jimmy do silo 17, o único habitante do silo que Juliette encontra na sua fuga.

Confesso que apesar de se tratar do silo 1, embora intercalado com situações em mais um ou dois silos, achei que era mais do mesmo do primeiro livro. Vida de clausura num local e o desejo de alguns verem in loco o que há lá fora, se é que há. 
Só me começa a interessar realmente, quando me dou conta de que a fuga de Juliette é dor de cabeça para esse silo, anos mais tarde do inicio do livro e quando nos explicam como é que Jimmy ficou só no seu silo.

Não vou a correr atrás do terceiro - O Legado - mas se me chegar à mão, irei ler com curiosidade.