quinta-feira, 17 de março de 2016

Não Contes a Ninguém

Bestseller internacional é um livro de leitura obrigatória para os grandes apreciadores do thriller. Não Contes a Ninguém, marca a estreia de Harlan Coben, na Colecção O Fio da Navalha. Reconhecido autor do género policial, Coben dá vida à história de David Beck, cuja mulher foi brutalmente assassinada num lago em Nova Iorque. Oito anos depois, perto desse mesmo lago, são descobertos dois corpos. E David começa a receber e-mails que pelo conteúdo só poderiam pertencer à sua mulher. Mas que deixam expressamente escrito - Não Contes a Ninguém! Intrigado, resolve investigar, envolvendo o leitor numa trama de suspense e inquietação da primeira à última página. Imperdível!

Eu gosto de ler. Por norma, qualquer tipo de livro me serve (desde que seja bem escrito e interessante, à exceção de um certo tipo de que já falei aqui várias vezes), mas há um estilo que me cativa mais: policiais.
E este livro tem tudo.

De inicio sabemos que Dr. Beck vive em sofrimento pela morte violenta da mulher oito anos atrás. Quando, logo no inicio recebe um estranho e anónimo e-mail que lhe dá a entender que afinal a mulher está viva,e esta informação chega também aos responsáveis pela sua morte, começa tudo. 

Enquanto tenta por todos os meios, descortinar se os e-mails são reais ou provas criadas para a policia o apanhar culpado de um crime de há oito anos, já que foram encontrados dois corpos no local do assassinato, tem que fugir dos criminosos que querem através dele chegar a Elisabeth, pois tiveram igual acesso aos e-mails.

Passamos o livro a correr com Beck, em fuga pela sua vida e pela vida de Elisabeth que deseja seja real, mesmo ainda sem saber, mas não nos fartamos.

A escrita é fluída tal como a acção e em momento nenhum pensamos que estamos atolados em palavras que não nos levam a lado nenhum e lemos capitulo após capitulo, desejando chegar ao próximo.

Neste livro, tal como em muitos outros, encontramos um policia ativo e empenhado que a dada altura desconfia que as provas que fazem com que Beck seja o primeiro suspeito, são demasiado bem apresentadas. Confesso, que tenho um fraquinho por policias que chegam a estas decisões - é sempre reconfortante saber que podemos ainda, confirmar que certos agentes da lei, se preocupam mesmo, com a verdade.

E chegamos ao final. As revelações são quase as esperadas. E digo quase, porque mesmo, mesmo no final dão algumas reviravoltas.


Se gostam do género aconselho. É muito bom de se ler.

terça-feira, 1 de março de 2016

O Físico





No século XI, Rob Cole abandona com apenas onze anos a pobre e doente cidade de Londres para vaguear pela Inglaterra. Durante as suas deambulações, fazendo malabarismos e vendendo curas para os doentes, vai descobrindo a dimensão mística da sanação. E é através dessa peregrinação que descobre o seu verdadeiro dom, que o levará a converter-se em médico num mundo violento, cheio de superstições e preconceitos.
Tão forte é o seu sonho que decide empreender uma insólita e perigosa viagem à Pérsia, onde estudara na prestigiada escola de Avicena. Aí dar-se-á uma transformação que modificará para sempre a sua história e o seu destino…


Tive este livro em casa, bastante tempo sem ler. Quando olhava para ele, duvidava do interesse a tal ponto que o emprestei sem me preocupar muito com o seu retorno que ainda não aconteceu,

Por mera causalidade consegui uma versão digital e guardei-o mais algum tempo no kindle sem me apressar a ler, até que há duas semanas atrás, na procura de um livro para ler, me voltei a encontrar com ele. E comecei!

E comecei tarde, devo dizer já.
É um livro magnifico. Uma história que se arrasta por uma vida inteira, desde a saíde de Robert Cole de Londres com onze anos, até ao seu regresso, desta vez à Escócia, com mulher e filhos e mais alguns anos de vida familiar.

Sempre me afligiu e invejou, a falta de conformismo que levava as pessoas (ainda leva) a largarem tudo para sofrerem horrores com viagens por terras desconhecidas para conseguirem alcançar os seus sonhos. Mas vistas as coisas, naquela altura, que perdia Robert? A vida que tinha em Londres, não era nenhuma. Era um orfão, sujeito a uma vida desgraçada, se não à morte!

E conseguindo alcançar o objetivo que o levou até à Pérsia não se ficou pelo que aprendeu, estando sempre insatisfeito e desejoso de saber mais, mesmo correndo risco de vida, num país onde qualquer quebra de leis era punida com a mais violenta morte.

Apesar de todos os anos que "vivemos" da vida de Robert Cole, a leitura deste livro faz-se num ápice, desejando ler e ler e ler, para sabermos como chegará ele ao fim, do livro, porque este termina com ele a viver plenamente e a exercer a sua vocação.

Se ainda não leram, nem sequer ouviram falar, leiam, Não percam o tempo que eu perdi, porque vale mesmo a pena.
Consta no final nos agradecimentos que desde livro apenas duas personagens se basearam em figuras que realmente existiram, mas acredito que algures no mundo, naquela época e noutras, houve um Robert Cole.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

O Bicho da Seda


Quando o escritor Owen Quine desaparece, a sua mulher contrata os serviços do detetive privado Cormoran Strike. De início pensa que o marido se ausentou por uns dias - como já acontecera anteriormente - e recorre a Strike para o encontrar e trazer de volta a casa. No decorrer da investigação, torna-se claro que o desaparecimento do escritor esconde algo mais

Quine tinha acabado de escrever um romance onde caracterizava de forma perversa quase todas as pessoas que conhecia. Se o livro fosse publicado iria certamente arruinar algumas vidas - pelo que haveria várias pessoas interessadas em silenciá-lo. E quando Quine é encontrado, brutalmente assassinado em circunstâncias estranhas, começa uma corrida contra o tempo para tentar perceber a motivação do cruel assassino, um assassino diferente de todos aqueles com quem Strike se tinha cruzado...

Diz-nos também a Editorial Presença que se trata de Um policial de leitura compulsiva com um enredo que não dá tréguas ao leitor.
E é que não dá mesmo. Estamos a ler e a desejar saber mais, sem vontade de parar. Cada paragem obrigatória, é um sofrimento só acalmado pela expectativa da próxima leitura.

Já tinha gostado de Quando o Cuco Chama, mas este Bicho da Seda é, na minha opinião, cem vezes melhor.
Mais dinâmico, mais surpreendente!

A autora, mostra-nos de que não é apenas de magia e feiticeiros que se vive e que os crimes e os meandros do mundo dos escritores, têm muito mais a dizer.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

So true


Agora imaginem, quando escrevemos... e somos responsáveis por esses personagens?

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Do Inferno Também se Volta


E hoje propus-me ler este livro. Decidi que tinha que lhe dar um bom avanço, já que o tinha começado há duas semanas e não lhe tinha pegado mais.
E li, li e decidi que já agora, tinha que o terminar. E terminei,

Gosto da autora. Muito. Gosto dos poemas que vou lendo ora no facebook, ora nos blogues e já li outros livros. Aprecio a pesquisa que faz para escrever, aprecio a ousadia das narrações e tudo isso, me faz gostar de ler o que escreve,

Quanto a este livro, sem saber, quando ouvi falar dele e li excertos fiquei preocupada. Preocupada no bom sentido. Pensei, ora aí está um romance de amor. Uma história de paixões desencontradas e de sofrimentos imensos e por isso nunca me atrevi a comprá-lo,

Quis o destino que o livro me fosse oferecido pela autora, conforme já disse em publicação anterior e aí, com ele na mão, nada me iria impedir de o ler.

Não gosto do tema, estou farta de o dizer, mas li,

A par de tudo o que gosto na escrita de Maria de Fátima Soares, estava lá também os amores assolapados, os sofrimentos e mantenho a minha ideia inicial - não gosto de romances de amor e nenhum livro desse tema, se tratar apenas desse tema, me vai fazer mudar de ideias.

A sorte é que a meio de uma das alturas em que Daniela sofria, sofria... a autora levou-nos até Joel e a narração do que aconteceu (que diga-se de passagem, era expectável - não digo mais par não ser spoiler). Esta narração, para mim, foi das mais interessantes do livro, pelos motivos já explicados antes. Mas infelizmente durou pouco E voltámos para Daniela e o seu sofrimento.

Que já me irritava e a sua teimosa mais tarde em não querer dar o braço a torcer. Sempre me irritou esse orgulho nas pessoas. Não ganham nada com isso e perdem mais ainda.

Acaba bem, da forma que de certeza todos esperavam que acontecesse ou não desejassemos todos um final feliz nas histórias de amor. Para mim, no meu caso se escrevesse este tipo de história, não diria tudo, dava a entender o final feliz e ficava-me por ali... cada um que imaginasse e idealizasse à sua vontade. Mas também, eu não tenho ao ousadia que a autora tem, com certos pormenores!

Se gostam do género, vão gostar deste de certeza. Por isso, amigos leitores, se puderem, leiam!

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

A Rapariga no Comboio

Todos os dias, Rachel apanha o comboio... No caminho para o trabalho, ela observa sempre as mesmas casas durante a sua viagem. Numa das casas ela observa sempre o mesmo casal, ao qual ela atribui nomes e vidas imaginárias. Aos olhos de Rachel, o casal tem uma vida perfeita, quase igual à que ela perdeu recentemente.

Até que um dia... 

Rachel assiste a algo errado com o casal... É uma imagem rápida, mas suficiente para a deixar perturbada. 

Não querendo guardar segredo do que viu, Rachel fala com a polícia. A partir daqui, ela torna-se parte integrante de uma sucessão vertiginosa de acontecimentos, afetando as vidas de todos os envolvidos.




Embalada pelas criticas que li sobre este livro, quis muito lê-lo e quis o destino que fosse permitido interromper o que tinha iniciado, para ler este.
A forma como está escrito, leva-nos a que nos interessemos pelo que Rachel se interessa. Desejamos querer saber das vidas das pessoas das casas por onde o comboio passa. Um pouco de "voyeur" que todos temos, mas em graus ligeiros e não prejudiciais.
Quando soube que Rachel é obcecada pelo ex-marido e que é alcoólica, o interesse esmoreceu ligeiramente e só me irritava cada vez que fazia parvoíces e se "encharcava", até que percebi que se ela não fosse assim o enredo não tinha como subsistir.
Foram os pedaços esquecidos das suas experiências que tornaram a investigação (a nossa como leitores) interessantes, porque a investigação só aconteceu feita por Rachel, para nosso conhecimento e porque a investigação da policia não interessava.
A apresentação do enredo está soberba. Irritamos-nos com as bebedeiras de Rachel mas começamos a querer ajudá-la. E com a sua obsessão ela própria se ajuda a si, mau grado todos os riscos que corre e os disparates que faz.
A conclusão é magnifica e porque sou ingénua nunca pensei nisso, mas não me deixou espantada quando me dei conta do desfecho e do culpado. Era a conclusão mais brilhante que podia acontecer. Qualquer outra seria vulgar.

Aconselho vivamente, como costuma dizer-se.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Balanço 2015



Não costumo fazer balanços, porque soam mal, já que leio tão poucos livros, infelizmente, ao contrário do que gostaria.

Mas vou fazer este balanço, porque me apetece atualizar o blogue e me apetece dizer quais os livros que mais gostei de ler no ano de 2015.




Li doze e desejei ter lido mais uns quatro ou cinco que não consegui. Iniciei o décimo terceiro, mas ainda vai no inicio da primeira leitura.

Por ordem de apreciação posso listar:

Marina de Carlos Ruiz Zafón - porque adoro Zafón e todos os livros têm um mistério interino que nos agarra
Caixa de Pássaros de Josh Malerman - pelo suspense e a aflição que o autor conseguiu transmitir
O Tempo Entre Costuras de Maria Dueñas - pelo assunto de espionagem tão bem retratado e adornado
O Silo de Hugh Howey - pela ideia de um futuro distópico que sempre me aflige
Contagem Decrescente de Bruno Franco - pelo tema de um policial português muito bem conseguido
Não Te Esqueças de Paris de Deborah McKinlay - pela doçura da história e a leveza do desfecho
O Chamado do Cuco de Robert Galbraith - pelo tema de um policial pouco complexo apesar do personagem complexo
Nunca me Encontrarão de Robert Wilson - por Robert Wilson e a sua escrita soberba - o assunto irritou-me um bocado
As Mãos Desaparecidas de Robert Wilson - igual
A Ordem de Hugh Howey - por ser mais do mesmo e já não foi novidade
O Jardim de Ossos de Tess Gerritsen - não gostei do passado misturado com o presente. O segundo não lhe fazia falta.
Prisioneiros do Inverno de Jennifer McMahon - muito fraquinho e de um tema que não me agrada.

Claro que alguns poderiam estar na mesma linha que o nível de apreciação foi o mesmo, mas em fila ficam melhor.