segunda-feira, 27 de junho de 2016

O Nevoeiro

David Drayton (Thomas Jane) e o seu pequeno filho Billy (Nathan Gamble) estão entre o largo grupo de habitantes fechados na mercearia local por uma neblina estranha, do outro mundo. David é o primeiro a perceber que há coisas escondidas na neblina... coisas horríveis, mortíferas... criaturas que não são deste mundo. A sobrevivência depende de todos dentro da loja puxarem para o mesmo lado... mas será isso possível, atendendo à natureza humana? À medida que a razão se perde, face ao medo e ao pânico, David começa a duvidar o que o aterroriza mais: os monstros na neblina, ou os que estão no interior da loja, a raça humana, as pessoas que até agora foram os seus amigos e vizinhos?

Neste lendário conto de terror do mestre Stephen King, a fina camada da civilização é quebrada, as máscaras são postas de lado e o verdadeiro horror é-nos revelado.



É o segundo livro de Stephen King que leio e comprovei o que achei do primeiro. Não é longo, cheio de  matéria para ter muitas páginas e mesmo assim consegue prender-nos a ele, na tentativa de descortinar o que irá acontecer, antes de ler.
A sinopse diz tudo e se eu dissesse mais ia contar a história, teria que dizer o que uns e outros fizeram, como acabou e aí já não era preciso ler.


Mostra-nos mais uma vez o "refinamento" das piores características da humanidade. Em casos de catástrofes, sejam naturais ou não, as pessoas (felizmente não todas) transformam-se, numa obsessão para sobreviver, nem que para isso tenham que "desviar" os outros do seu caminho.
O bom nos livros deste autor, pelo menos nos dois que eu li é que os finais nunca são exatamente finais. Fica sempre um "e agora?"




Se acabassem muito bem, do que serviria termos estado em tensão todas as páginas? Até acabou bem.
Se acabassem mal, grande seca. Eu aqui a sofrer como uma condenada para isto?!
E então acabam sem acabar e continuamos com a mesma sensação que tivemos enquanto líamos. E agora?
É uma boa forma de não darmos o livro por terminado, mesmo depois de chegarmos à ultima página.

terça-feira, 21 de junho de 2016

Manuscritos do Mar Morto



A ambiciosa policia Heather Kennedy está no seu trabalho mais difícil: os seus métodos de investigação são criticados e ela está sendo assediada por colegas rancorosos porque não lhes dá atenção.
Até que lhe é atribuída o que parece ser uma investigação de rotina, sobre a morte acidental de um professor da Faculdade Prince Regent, mas a autópsia deste caso volta com algumas descobertas incomuns: o inquérito vincula a morte deste professor às de outros historiadores que trabalharam juntos em um obscuro projeto sobre um manuscrito do início da Era Cristã.
Em seu escritório, Kennedy segue com sua investigação e logo se preocupa com o rumo para onde está sendo levada. Mas ela não está sozinha em sua apreensão. O ex-mercenário Leo Tillman — seu futuro parceiro — também tem angustiantes informações sobre estes crimes. E sobre a misteriosa organização mundial a que os crimes se relacionam… Escondido entre os pergaminhos do Mar Morto, um códice mortal pretende desvendar os segredos que envolvem a morte de Jesus Cristo.
Entre um terrível acidente de avião no deserto americano, um brutal assassinato na Universidade de Londres e uma cidade-fantasma no México, Manuscritos do Mar Morto é o mais emocionante thriller desde O código Da Vinci.

Quando li esta sinopse e tal como o seu final nos indica, pensei. Lá vamos nós fartar-nos de ler páginas e páginas de explicações sobre manuscritos antigos, com a tentativa do autor nos convencer de que!
Todo o tipo de romances, em que o tema seja a bíblia no geral, os evangelhos em particular ou as suas origens tais como os manuscritos do mar morto, tendem a apresentar-nos explicações em excesso, como se nos quisessem fazer acreditar ou pelo menos a ficarmos sem dúvidas, das coisas que eles escrevem.
Iniciei a leitura convicta desta fastidiosa situação e a bom tempo a iniciei porque é um romance de ação, cinematográfico, rápido, sem entraves ou tralha que nos abafe e abafe a leitura.
O autor explica minimamente o que se passava com os manuscritos e a interpretação deles pelo professor cuja norte Kennedy foi investigar, apenas para explicar os motivos para a mesma e os justificar.
E corremos as páginas do livro com Kennedy, que teimosa mesmo depois de tudo, insiste em seguir a investigação, que a leva até ao outro lado do Atlântico e sempre com o apoio de um "colega" que se colou a si, para troca de informações que lhe foram muito úteis a dada altura e graças ao qual se conseguiu safar de alguns apertos.

Lemos este livro, sem problemas, como se estivéssemos a assistir a um bom filme de ação.

Uma boa leitura, para passar uns bons momentos!

sexta-feira, 3 de junho de 2016

A Mão do Diabo

A crise atingiu Tomás Noronha. Devido às medidas de austeridade, o historiador é despedido da faculdade e tem de se candidatar ao subsídio de desemprego. À porta do centro de emprego, Tomás é interpelado por um velho amigo do liceu perseguido por desconhecidos.

O fugitivo escondeu um DVD escaldante que compromete os responsáveis pela crise, mas para o encontrar Tomás terá de decifrar um criptograma enigmático.

O Tribunal Penal Internacional instaurou um processo aos autores da crise por crimes contra a humanidade. Para que este processo seja bem-sucedido, e apesar da perseguição implacável montada por um bando de assassinos, é imperativo que Tomás decifre o criptograma e localize o DVD com o mais perigoso segredo do mundo.

A verdade oculta sobre a crise.

Numa aventura vertiginosa que nos transporta ao coração mais tenebroso da alta política e finança, José Rodrigues dos Santos volta a impor-se como o grande mestre do mistério. Além de ser um romance de cortar o fôlego, A Mão do Diabo divulga informação verdadeira e revela-se um precioso guia para entender a crise, conhecer os seus autores e compreender o que nos reserva o futuro.



Entre um livro e outro, desde que se proporcione vou lendo outros em formato digital. Aproveito para passar o tempo sempre que tenho que me deslocar para o emprego de comboio onde 50mn chegam e sobram.

Apesar de há tempos atrás, ter jurado a mim mesma que não voltaria a ler JRS, achei que seria uma boa opção, para ler no comboio, sem me chatear muito e sempre que não me interessasse passaria à frente. O problema é que passo tantas páginas à frente que em menos de vinte minutos passei de 40% de leitura para 70% só hoje. A ideia, muito à Dan Browm e quem se atreve a dizer isto:
CRÍTICAS DE IMPRENSA
«Melhor do que Dan Brown.»
Tros Nieuwsshow, Holanda
Não está bem!
Poderia ler-se bem, não fosse o excesso de informação desnecessária (seja verídica ou não - já sabemos que o JRS é um tipo inteligente e com muitos conhecimentos - escusa é de os por todos cá para fora, cada vez que escreve um livro).
Como é que pode ser fiável uma agente policial e um professor universitário andarem a fugir de quem os quer matar, ao mesmo tempo que procuram um DVD cheio de informações que levarão poderosos à ruína e à prisão e passam o tempo de fuga (seja onde for que estejam e por for que vão) a falar da crise na Europa, do euro etc. etc. como se com isso conseguissem resolver o problema em que estão atolados?
Já com o Dan Brown o excesso de informação, tende a tornar-se maçador e não é em tão grande quantidade! Agora imaginem este. Perdoem-me os fãs do JRS. Gosto das ideias para a ação, só não gosto de tanta palha pelo meio, sejam dados fidedignos ou não!
Gosto de saber coisas, mas quando os dados são em excesso, esmoreço.
Foi por isso que comecei a ler um livro dele e desisti... não sei porque me meti noutro outra vez!

terça-feira, 17 de maio de 2016

Recomeçar





Blanca é professora, com uma carreira consolidada, dois filhos jovens. Confusa e devastada com o fracasso do seu casamento, decide deixar a sua atual vida para trás e ruma a Santa Cecília, na Califórnia, com a missão de organizar o espólio deixado por Andrés Fontana à Universidade; fechada num sótão sombrio, Blanca vê- se a braços com uma tarefa aparentemente hercúlea e cinzenta, mas que acabaria por revelar-se uma empreitada emocionante.

Amores cruzados, certezas e interesses silenciados que acabam por vir à tona, viagens de ida e volta entre Espanha e EUA, entre o presente e o passado de duas línguas e dois mundos em permanente reencontro. 

Motivada pela leitura de "Entre Costuras" da autora, decidi ler este livro que estava na minha posse há algum tempo, ainda que em formato digital e em português do Brasil, onde, a propósito, se chama "A melhor História Está por Vir".

Não é tão bom como o "Entre Costuras", pelo menos na minha opinião, mas lê-se muito bem, a história não é complicada e existe uma espécie de "aventura" - ter que resolver a pesquisa do passado,  a tempo de evitar determinada situação física do presente. E com essa resolução, resolveu-se a vida de Blanca a contento.

Só houve uma coisa a meu ver, a desfavor neste livro e que por norma me aborrece em alguns livros. Devo ser eu que sou exclusivista ou defeituosa, assumo, mas não me agradam muito narrativas onde o passado e o presente fazem parte do mesmo livro. Isto porquê? Tem uma explicação simples e neste caso, fácil de explicar. Quando leio, tendo a dedicar-me a um personagem, normalmente o principal, no caso de Blanca e como tal, quero é ler dela, sobre ela e para ela. Quando o autor intercala o seu (de Blanca) presente, na primeira pessoa, com o de outros personagens (Andrés Fontana e Daniel Carter) na terceira, irrita-me um pedaço. A narrativa é interessante e tem pontos engraçados, mas quase me atrevo a dizer desnecessários para a minha interpretação do livro. E com o passado passamos metade do livro.
Na minha perspectiva era desnecessário, mas a autora achou que era a forma de tornar interessante um segundo personagem que de outra forma passaria a ser secundário, em relação a Blanca e desta forma, colocou-o em paralelo na história.

Aconselho a ler se gostam se romances leves, com um piquinho de aventura.



quarta-feira, 4 de maio de 2016

O Maior Discurso de Cristo




O maior discurso de Cristo é uma abordagem profunda sobre o sermão proferido por Jesus Cristo registado na Bíblia em Mateus 5 a 7. Conhecido também como Sermão da Montanha, a explanação de Jesus chama a atenção para a essência da obediência, que deve ser fruto de um coração transformado e não apenas ações exteriores.

Temas retratados no sermão de Jesus como: humildade, misericórdia, pureza de coração, bondade, amor ao próximo e hipocrisia são abordados pela autora de forma detalhada. Profundas reflexões aplicáveis à vida de todo ser humano são feitas incluindo ações corriqueiras do dia a dia. Há também detalhada explicação sobre cada frase da Oração que Cristo ensinou.

O foco da obra é levar as pessoas a buscarem o reino de Deus em primeiro lugar, através de uma vida verdadeiramente transformada. A autora apela aos leitores a abandonarem o “farisaísmo” repleto de regras sem sentido, ao passo que os convida a imitarem Jesus, seu amor e compaixão pelos perdidos.

 “O Cristianismo tem no mundo tão pouco poder exatamente porque as pessoas usam o nome de Cristo ao passo que contrariam seu caráter na vida que vivem.”

Quem lê a bíblia ou quem conhece um pouco da vida de Jesus, seja descrita na bíblia, seja retratada em séries ou filmes, deve ter-se apercebido que Jesus foi um homem de muitos atos e poucos discursos. As palavras eram ditas nas horas e nas situações chaves que as mereciam e pouco mais.
No entanto, o Sermão da Montanha é o maior discurso que Jesus fez, dedicado aos seus já discípulos que O conheciam e conheciam a Lei de Deus, mas disponível para quem o quisesse ouvir. Este livro aborda e explana detalhadamente e sem levar ninguém à exaustão, cada um dos pontos apresentados nesse sermão.
Muito bom e muito aconselhável.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Desaparecida

Emma Tupper não existe mais. E por que não, então, inventar uma nova Emma Tupper? “Só poeira. É como se eu tivesse sido apagada. Transformada em cinzas.” Quem nunca sonhou em recomeçar a própria vida do zero? A jovem advogada Emma Tupper vê-se diante dessa oportunidade quando volta para casa, após passar seis meses desaparecida em África. 

Surpresa, percebe que todos acreditam que ela estava... morta. Emma descobre que sua antiga vida foi apagada. O apartamento onde vivia acaba de ser alugado para um novo inquilino, o misterioso fotógrafo Dominic. No escritório de advocacia, no qual construía uma carreira brilhante com possibilidade de conseguir o cargo de sócia, a sua rival Sophie apossou-se não só de seus clientes e de sua sala, mas também de seu namorado, Craig.

À medida que vamos lendo, vamos conhecendo um pouco do que Emma viveu em África. Muito pouco, na realidade, mas se calhar a autora achou suficiente, para entendermos a falta de contacto de Emma com os seus relacionamentos, a tal ponto que foi dada como morta.

E quando Emma finalmente, regressa a casa, verifica que nada da sua vida anterior está igual. Não tem casa, porque o apartamento deixou de ser pago e foi alugado a outro, não consegue encontrar nem amigos, nem namorado, porque andam fora ou estão incontactáveis. Apenas consegue, por especial favor, por pena, que a deixem ficar na casa que outrora foi sua.

Consegue o emprego de volta, mas em condições diferentes de quando o deixou e a partir daí vai haver um desenrolar de acção com a duvida entre recomeçar pegando no fio que ficou partido ou esquecer esse fio e pegar em outra meada.

Lê-se bem pois a escrita é fácil e a acção leve, apesar de toda a aflição da personagem.

Há um enredo curto pelo meio que tem a sua graça, quando Emma consegue resolver um roubo de um quadro que custaria milhões à seguradora cliente da empresa onde trabalha, e a acção principal termina da forma que esperávamos. Este é um romance, leve, de amor, onde a autora quis misturar sentimentos diversos sobre outros temas que nunca foram devidamente explorados - o caso da vida de Emma em África durante 6 meses que a levaram a deixar de tentar contactar os amigos. Nunca percebemos muito bem como ela se entranhou numa associação de ajuda humanitária em Africa. Fala-se dos sentimentos de desagrado para com o pai que a abandonara e à mãe, anos antes e até a vemos ir ao cemitério e saber que o pai coloca flores na campa da mãe e ficamos por aí...
O principal aqui é como vai avançar a sua relação com Dominic, porque com Craig, o principio do fim foi quando ela foi para África, onde iria passar apenas um mês e concluiu quando o encontrou e soube que ele andava com outra pessoa.

Não é o meu tipo de leitura preferido, até porque não me enche, mas serviu para preencher as horas que o demorei a ler.
Podem ler que não vão morrer de excesso de adrenalina, nem de aborrecimento, já agora.

terça-feira, 22 de março de 2016

No Coração da Floresta

Algumas coisas são impossíveis de deixar para trás... Um trailer abandonado, escondido no meio de uma reserva florestal, é o único lar de que Carey se lembra. Aos 15 anos, as árvores são as guardiãs de sua vida mal-afortunada e o único ponto positivo é sua irmã mais nova, Jenessa. que depende de Carey para sobreviver. Elas só têm uma a outra, considerando que a mãe das meninas, mentalmente instável, muitas vezes desaparece por dias sem fim. Até que um dia. após um sumiço mais longo do que o habitual, dois estranhos aparecem. De repente, as duas irmãs são tiradas da floresta e levadas a um mundo novo e surpreendente de roupas novas e à medida, aulas numa escola a sério, amigos e familia. Agora Carey precisa enfrentar a verdade escondida por trás do seu sequestro, dez anos antes, assombrada por um passado que não a deixa seguir em frente... Um passado sombrio e misterioso, em que jaz o motivo de Jenessa não falar uma palavra há mais de um ano. Carey sabe que precisa proteger a irmã, assim como seus segredos, de outra forma pode colocar em risco toda essa nova vida que criou para si.


Carey e Jenessa são resgatadas por uma assistente social e pelo pai de Carey e à medida que os dias passam, Carey começa a dar-se conta de que o que a mães lhes dizia sobre os maus tratos do pai, que a fez fugir com ela para a floresta, eram na verdade mentiras.

E à medida que vamos lendo, quase nos pomos no lugar de Carey pensando, não pode ser verdade, tanta coisa boa, tanta amor, tanto carinho, mas é. E quando nos damos conta de que o resgate de Carey e de sua irmã, é mesmo um sonho a concluir o pesadelo que foram as suas vidas na floresta, passamos a dar especial interesse ao segredo que as duas escondem - o que se passou na floresta fica na floresta - e quando Carey conta ao pai o que aconteceu, não é novidade para nós. Acabamos por querer que ela conte, apenas para ser uma libertação, porque há medida que avançamos no livro, damos-nos conta do que poderia ser o segredo.

E o segredo de Carey e a reacção do pai, apenas comprova que a sua nova vida é uma vida para durar e é real.

Não é um livro pretensioso, nem complexo. Tem um história simples, apesar da dor e do sofrimento manifestado pelas duas irmãs. É daqueles livros em que nem sequer há muita confusão e tudo corre bem. Pelo menos depois de tudo o que correu mal, enquanto estiveram na floresta escondidas pela mãe. Gostei da sua simplicidade, apesar de algumas situações quase impossíveis. Se não tivesse gostado, já estava a dizer mal de várias situações apresentadas, tais como, entre outras: como é possível uma menina que foi levada para a floresta com cinco anos de idade, ter noção da necessidade de limpeza, higiene, ter estudado sózinha e aprendido matérias que aos catorze anos a colocam em classes avançadas e ainda ter ensinado a irmã de cinco a ler e a escrever, quando - e aqui é que reside a dificuldade - quando tem uma mãe toxicodependente que tem como única preocupação o seu próprio vicio? Eu sei que as bases na infância são primordiais, mas... não chegam para tanto... ou será que chegam?
Mas, e aqui a minha opinião, um escritor escreve o que bem entende, como bem entende, para dar corpo a uma história de forma que ela saia à sua maneira. Quem gostar gosta, quem não gostar, paciência. E eu gostei!

Não vou insistir para lerem dizendo que é muito bom, mas se querem uma história que acaba bem e apesar de algumas pequenas confusões, até corre bem, podem ler. Não se irão arrepender por perderem umas horas.