sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Eu Sou a Lenda




Um dos melhores filmes de acção do ano... 
...nasceu de um dos melhores livros de horror de todos os tempos.
Robert Neville é o último homem vivo na Terra... mas não está sozinho. Todos os outros homens, mulheres e crianças transformaram-se em vampiros e estão sequiosos pelo sangue de Neville. 
De dia, ele é o predador, caçando os mortos vivos pelas ruínas abandonadas da civilização. De noite, Neville barrica-se em casa e reza para que chegue a manhã. 
Durante quanto tempo pode um homem sobreviver num mundo de vampiros?

Nada melhor que terminar a semana de trabalho, com o terminar de um livro. Um bom livro (pelo menos para mim)!
Tendo visto o filme que gostei muito, tive uma certa curiosidade em ler o livro. Aliás, QUASE SEMPRE prefiro livro ao filme.
Richard Matheson conta-nos brilhantemente sobre a vida do último homem vivo na terra. Não nos explica como é que aconteceu a epidemia, se é que foi uma epidemia, nem nos mostra os momentos, semanas ou meses, em que aconteceu. Só nos conta que aconteceu e como está a ser a vida de Neville que imune à "doença" se vê sozinho, rodeado de vampiros que todas as noites lhe rondam a casa para acabar com ele.
Não são robots que agem involuntariamente e sabem muito bem o que querem! Mas Neville também sabe e tem conseguido escapar noite após noite.
O autor conta-nos o dia a dia de Neville que mantém a casa protegida dos seus sanguinários vizinhos, com painéis nas janelas, trancas nas portas e colares de alhos que se entretém a fazer sem descanso, espalhados pela casa. Ao mesmo tempo, durante o dia, vai destruindo todos aqueles a que consegue chegar enquanto recolhe mantimentos e materiais para as suas actividades e estudos. Sim, porque Neville quer saber porque é que os crucifixos os afastam, tal como o alho e porque é que as estacas de madeira os matam! Com Neville vamos aprendendo sobre o sangue, suas características, forças e fraquezas e esperando que ele descubra a cura. É um sonho que não realiza, até porque não tem conhecimentos para tal.
E em cada momento da sua vida, nós leitores vivemos em plena tensão, sempre à espera que alguma coisa de ruim lhe aconteça e embora os dias se repitam, o autor consegue manter-nos agarrados à história e quando parece que nos vamos fartar, aparece com uma novidade: um cão que apareceu do nada e depois do cão desaparecer, a chegada de uma mulher...
E mais não digo. A conclusão é brilhante e com ela compreendemos porque é que Neville é a lenda!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Armadilha



Linda, uma escritora best-seller, vive reclusa em sua casa à beira de um lago desde o assassinato de sua irmã mais nova há doze anos. O assassino nunca foi apanhado, mas Linda viu-o de relance, e agora ela acaba de reconhecer o seu rosto na TV. Ele é Victor, um brilhante jornalista. Pensando numa saída para o apanhar, ela escreve um best-seller baseado no assassinato da irmã e concorda em conceder uma única entrevista à imprensa, em sua casa, com Victor. A partir daí tem início um embate perturbador. Cheio de reviravoltas, tensão e terror psicológico.

Esta sinopse é do tipo que me deixa de pé atrás, quando não se conhece a autora e não se lê nenhuma opinião acerca do livro.
Valerá a pena ou será só fachada e de tensão e terror psicológico tem pouco?

Quando reconhece o rosto de Victor na televisão e se dá conta que o "monstro" (como ela lhe chama) do seu passado é real, já que por várias vezes chegou a pensar que o imaginara, Linda que vive atormentada com a morte da irmã e com o facto de que a policia nunca apanhou o seu assassino, decide que não vai perder mais tempo e que vai montar uma armadilha para obrigar Victor a confessar o crime de há doze anos atrás e finalmente o apanhar.
Não conta nada a nenhuma pessoas com quem convive (o editor ou a  assistente), nem à policia a quem confrontou anos a fio para saber de desenvolvimentos do caso.

A parte principal do seu plano é escrever um livro, de carácter completamente diferente dos habituais que lhe deram a fama, para que Victor, supostamente obrigado a lê-lo antes da entrevista, reconheça o crime e se reconheça como o criminoso e continuamos a ler, dividindo a nossa atenção agora com o livro escrito por Linda intitulado Irmãs de Sangue.

Com a leitura do livro Irmãs de Sangue, vamos tomando consciência do que foi a vida de Linda logo após ter encontrado a irmã morta.

E uma armadilha pode dar para os dois lados e neste caso, a armadilha montada por Linda, virou-se contra ela e a dada altura da tensão Linda já se vê a matar a irmã anos antes e a inventar a história (habilidade que tem desde criança) de que viu alguém. E toda a tribulação de Linda e a forma como a mesma nos é dada a conhecer, com a repetição de frases e de palavras durante o mesmo parágrafo da narrativa, leva-nos igualmente a pensar o mesmo. Apenas... é muito cedo no livro para o assunto ficar concluído dessa forma e não nos parece que a autora vá empastelar para ocupar o restante espaço. E não fica mesmo!

O que parece ser, não o é, nem para nós, nem para Linda e as reviravoltas sucedem-se tal como se sucedem os momentos de tensão da narrativa e os momentos de desorientação psicológica da personagem, até ao desenlace final.


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Sabor de Perigo

Uma mulher sozinha, sem ter alguém em quem confiar. Para onde ela pode fugir? Ela era uma linda noiva... Ou teria sido, se o noivo tivesse aparecido. Então, no exato momento em que Nina Cormier teria dito "sim, aceito", a igreja explodiu, enviando a mensagem clara de que alguém queria acabar com a noiva. Alvo de um atentado, Nina precisava de um cavaleiro salvador, mas Sam Navarro era apenas um homem. O policia de Portland aprendera a duras penas como endurecer o coração diante de damas em perigo. Protegeria o corpo dela, mas não teceria fantasias a respeito. Sam não podia atravessar aquela linha, pois isso colocaria a ambos em risco. Então, cometeu o erro de olhar dentro dos grandes olhos castanhos de Nina...

Antes de tecer a minha opinião e quase com a vontade irresistível de começar já a chamar-me idiota ou ingénua,  deixem-me dizer antes que, gosto de livros e gosto de os ler. Uns gosto mais do que outros, alguns começo e não consigo continuar e neste incluem-se os autores Nora Roberts, Nicholas Sparks e afins. Perdoem-me os fãs do estilo, mas romances não me dizem nada. Não, assim, quando a historia de amor é a base, o desenrolar e o concluir do livro.
Não quero com isso dizer que não leio uma vez por outra, por engano ou curiosidade, mas não são a minha primeira escolha para ler.
E fora do tema, há autores que me tocam e quero ler tudo o que escrevem e há outros que me dizem pouco e não é porque não gostei do livro, é porque não ficou cá.

Com Tess Gerritsen aconteceu isso. Li há anos um livro da autora, Desaparecidas e só me lembro que se tratava de uma investigação a raparigas desaparecidas. Mais nada! Quando tive a oportunidade de acolher este título no meu kindle, li o resumo às pressas e foi aí o meu erro e é por isso que ao copiar a sinopse para aqui, apeteceu-me chamar-me nomes! Então, não se via logo ao que íamos?

Convencida que a investigação da explosão, com a possível atração entre os personagens, era o tema principal, comecei a ler e ao fim de cinco páginas estava tudo visto. O policia apaixona-se por Nina e passa o livro a querer salvá-la de tudo e de todos, ao mesmo tempo que não quer assumir nem para ele nem para ninguém o que sente; Nina apaixona-se pelo policia, mas acha-o um estúpido convencido e frio e está tudo dito.

No final, numa cena digna das séries de ação que agora são moda, fica tudo resolvido - para o bem e para o mal.

Eu até aceitava que os dois se enrolassem, a meio da coisa, porque pelas palavras da autora, o policia Sam Navarro é um pedaço de mau caminho, mas tanto quer não quer, ai que sim ai que não, foi demais!

Se gostam do tema e de amor à primeira vista e de sentimentos indecisos leiam. Lê-se rápido, bem e pelo meio sempre tem alguma ação; Se como eu, não gostam, deixem-se estar quietos que ganham mais e pelo menos não perdem tempo,


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

O Prisioneiro do Céu


Barcelona, 1957. Daniel Sempere e seu amigo Fermín, os heróis de A Sombra do Vento, estão de volta à aventura para enfrentar o maior desafio de suas vidas. 
Logo quando tudo começava a dar certo para eles, um personagem inquietante visita a livraria de Sempere e ameaça revelar um terrível segredo que permanecia enterrado há duas décadas no fundo da memória da cidade. Ao descobrir a verdade, Daniel compreenderá que o destino o arrasta na direção de um confronto inevitável com a maior das sombras: aquela que cresce dentro dele. 
Transbordando de intriga e emoção, O Prisioneiro do Céu é um romance onde as narrativas de A Sombra do Vento e O Jogo do Anjo convergem e nos levam à resolução do enigma que se esconde no coração do Cemitério dos Livros Esquecidos.

Na altura em que toda a gente já leu ou se prepara para ler O Labirinto dos Espíritos, do autor (eu incluída) dou por mim a ler este livro.

Confesso que nem sempre me atualizo nas leituras, ou seja, não me atiro às novidades porque nem sempre consigo obter, por variados motivos e vou lendo o que aparece mais à mão. E com isto do Kindle, aparecem livros (uns comprados, outros ofertados) que vou lendo sem ordem ou sem noção de data de publicação.

Aqui há uns tempos, li determinado livro e tempos passados, quando se falava de Carlos Ruiz Zafon e dos seus livros eu pensava e dizia: Já li. Já li.
Quando se começou a falar deste O Prisioneiro do Céu eu definitivamente achei que já o tinha lido e fiquei à espera do próximo da saga Daniel Sempre e seus amigos - O Labirinto dos Espíritos.

Estava a horas de o comprar quando alguém me ofereceu um e-book para a minha coleção in kindle. O Prisioneiro do Céu e eu achei bem, até porque já o tinha lido por empréstimo e não o tinha, nem em livro físico, nem em e-book. Estava a arrumar a minha biblioteca kindle quando me bateu uma dúvida. Seria aquele o livro que eu tinha lido? Já que as viagens de comboio permitem e convidam a isso (atualmente sou uma utilizadora de CP de mais de uma hora por dia) decidi dar uma vista de olhos, antes de comprar o outro para ficar atualizada com a trama e não é que afinal nunca o tinha lido antes?!

Ainda bem que a dúvida me assaltou ou ia saltar um capitulo na vida de Daniel Sempre e aterrar de cabeça na conclusão, com este quarto livro da saga.

É o mesmo espírito que encontramos nos livros do autor e é a mesma sensação de mistério e nostalgia, embora a maior parte da narrativa não seja exatamente as ruas de Barcelona.

E agora já posso ler o Labirinto dos Espiritos!

Já agora, convém dizer que o livro que eu li e me induziu em erro foi
Não tem nada a ver com os outros, mas tem tudo a ver com Carlos Ruiz Zafón. Foi por isso!




A Carreira do Mal


"Quando recebe um misterioso embrulho, Robin Ellacott fica horrorizada ao descobrir que lá dentro se encontra a perna de uma mulher. O seu chefe, o detetive privado Cormoran Strike, mostra-se menos surpreendido mas está igualmente alarmado. Strike calcula que quatro pessoas do seu passado possam ser os responsáveis e sabe que qualquer uma delas é capaz de semelhante brutalidade. Com a polícia concentrada num suspeito que Strike considera não ser o culpado, este e Robin decidem investigar os mundos sombrios e retorcidos dos restantes três suspeitos. No entanto, à medida que se desenrolam mais acontecimentos macabros, o tempo esgota-se… Um enredo intrincado e complexo, repleto de desenvolvimentos inesperados, A Carreira do Mal é também uma história comovente de um homem e de uma mulher que se deparam com uma encruzilhada pessoal e profissional. Não será capaz de largar este livro."

Já li os dois anteriores e este veio confirmar o que eu já sabia: Robert Galbraith aliáJ. K. Rowling, sabia o que fazia quando decidiu escrever esta série de livros.

Pegamos e não conseguimos largar enquanto não chegamos ao fim.

Paralelamente com Robin e Strike que andam a investigar os suspeitos e a montar guarda aos mesmos, vamos sendo confrontados com a narração do próprio criminoso sobre os passos que dá e que está para dar. Conta-nos tudo na nossa cara e nós não conseguimos, nem assim, suspeitar de quem se trata. E mesmo quando Strike dá a entender que descobriu quem é, ficamos, eu pelo menos fiquei, a medir todos os possíveis suspeitos (do ponto de vista de Strike e da policia que não levamos muito a sério, pois sabemos do que Strike é capaz) para tentar descobrir de qual se trata e a achar que não deve ser nenhum deles reune as condições necessárias para o ser, mas também não se livra delas. Fiz-me entender?

Ao mesmo tempo, damos com a vida pessoal de Robin a ser assombrada com a possibilidade de uma ruptura com o seu noivo e com Strike a desabafar mentalmente que afinal Robin não é só a sua parceira, para si.

Agora, ouvi que esta série de livros foi ou vai ser adaptada a série televisiva... estou curiosa.

Mantendo a leitura como ponto principal desta publicação, aconselho a ler se já leram os anteriores e a começar. Podem ler-se em separado, sem ordem definida, mas acho que iniciando com o primeiro O Chamado do Cuco, lendo de seguida o Bicho da Seda, vai saber muito melhor pegar neste.



segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

A verdadeira razão do Natal


Hoje vos nasceu o Salvador.
Tenham um bom Natal

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Dick Haskins (António Andrade Albuquerque)


A partir do dia 22 a revista Sábado vai dar-nos, por apenas EUR 0,50/cada, a possibilidade de ter 4 livros do autor Dick Haskins.

Nunca li este autor, mas fui ver o que se dizia por aí e quem é que vai resistir a um bom policial?