terça-feira, 18 de maio de 2010

Bubok


Para autores como eu que normalmente escrevemos para os amigos e gostariamos de ver as nossas obras publicadas e com acesso ao publico em geral, podendo ou não, ganhar dinheiro com isso, existe um site magnifico - Bubok.
Aconselho uma visita sem qualquer compromisso, para ver do que se trata. Foi o que eu fiz e não resisti. Registei-me como autora.
Só a ideia é deliciosa.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

O Deus das Pequenas Coisas


O Deus das Pequenas Coisas é a história de três gerações de uma família da região de Kerala, no sul da Índia, que se dispersa por todo o mundo e se reencontra na sua terra natal. Uma história feita de muitas histórias. A histórias dos gémeos Estha e Rahel, nascidos em 1962, por entre notícias de uma guerra perdida. A de sua mãe Ammu, que ama de noite o homem que os filhos amam de dia, e de Velutha, o intocável deus das pequenas coisas. A da avó Mammachi, a matriarca cujo corpo guarda cicatrizes da violência de Pappachi. A do tio Chacko, que anseia pela visita da ex-mulher inglesa, Margaret, e da filha de ambos, Sophie Mol. A da sua tia-avó mais nova, Baby Kochamma, resignada a adiar para a eternidade o seu amor terreno pelo Padre Mulligan..
Estas são as pequenas histórias de uma família que vive numa época conturbada e de um país cuja essência parece eterna. Onde só as pequenas coisas são ditas e as grandes coisas permanecem por dizer.
O Deus das Pequenos Coisas é uma apaixonante saga familiar que, pelos seus rasgos de realismo mágico, levou a crítica a comparar Arundhati Roy com Salmon Rushdie e García Márquez.

Uma história que começa pelo fim.
O primeiro capítulo é uma breve apresentação dos personagens (quase) principais e o segundo é (quase) final da história. Todos os outros se seguem, não pela ordem cronológica da accção, mas pela ordem necessária para explicar os porquês das situações narradas em cada uma das alturas.
O passado misturado com o presente da narrativa que não é o presente da accção, uma vez que esse presente (a visita de Rahel à casa de família para ver o seu gémeo Estha)é apenas contado em três ou quatro pequenos capítulos - a chegada de Rahel, o contacto com alguém conhecido, o contacto com a tia que se queixa do alheamento de Estha e o contacto final, esperado e intenso entre os dois irmãos.
Na narrativa os dois irmãos de uma forma ou de outra, são os responsáveis ainda que alheios a essa responsabilidade por toda a história que nos é narrada.

A escrita é maravilhosa.
Os parágrafos são curtos e conseguem prender-nos à história, como se nos dessem muitas informações sem nos dar, por vezes, quase nenhumas, deixando-nos criar a nossa própria maneira de ver o que está a ser narrado, para podermos ter a nossa própria opinião em cada situação.
Se ao longo do livro toda a história nos prende para tentarmos saber o porquê do que aconteceu e como é que aconteceram algumas situações sobre as quais alguns véus vão sendo levantados, mais presos ficamos quando descobrimos como foi e nos revoltamos com as decisões tomadas.

Para terminar e para explicar melhor, em forma de resumo, tudo o que eu queria explicar eis aqui:

Quote:
A poesia em forma de romance numa das mais belas obras literárias do século XX .

"O deus das Pequenas Coisas" é um romance passado na Índia, estado de Kerala, nos anos 60/70 do século XX, onde vamos encontrar uma população que incorporou os hábitos dos colonizadores europeus (a música, a religião, a forma de vestir, o cinema...). Ao mesmo tempo, conserva ainda a maior parte das suas tradições, hábitos e, inclusive, alguns dos seus tabus ancestrais, tais como: a marginalização dos intocáveis (aqueles que no sistema de castas - estratos sociais - hindu desempenham as tarefas mais abjectas) tendo, por isso, de manter-se à margem dos "tocáveis" para não "contaminá-los". O marxismo e o cristianismo são as novidades vindas da Europa que ameaçam derrubar esta grande barreira social. Pelo menos teoricamente. O livro desta autora indiana, em muitos aspectos autobiográfico é, antes de mais, uma história de amor tão pungente como a de "Romeu e Julieta" ou "Abelardo e Heloísa". E das diferentes formas de manifestar o amor numa sociedade onde as barreiras são tantas que as Coisas mais importantes ficam sempre por dizer. Onde só as pequenas coisas são mencionadas, num ambiente social onde há que obedecer a normas rigorosas acerca de quem deve ser amado. E quanto. E como. "O deus das pequenas coisas" é uma paleta de amores proibidos: dois gémeos que se amam com uma intensidade que ultrapassa os laços de sangue, a avó cuja história de amor tem as cicatrizes da violência, a tia-avó que esconde a paixão pelo Reverendo Mullingham sob uma capa de austeridade e repressão, o tio que não ultrapassa o desamor pela sua musa britânica... E no centro desta teia de amores amaldiçoados está a mãe dos gémeos e seu amor por Velutha, o líder sindicalista intocável - uma dupla ameaça para esta família, dona da fábrica Pickles Paraíso. A duplamente estigmatizada Ammu, mãe dos gémeos - quer pelo divórcio quer pela entrega a uma paixão, que ameaça pôr em causa a imagem da família perante a sociedade -, aliada a um acidente que vitima a prima idolatrada quando esta se encontra na companhia dos dois irmãos, trará fortes convulsões que vão abalar a infância destas duas crianças.
As repetições e as frases de uma só palavra aumentam consideravelmente a intensidade do texto. Os adjectivos utilizados são enriquecidos porque incorporados em ousadíssimas sinestesias, metáforas e personificações - "O bambu amarelo chorou" ou " Os cotovelos da noite, repousando na água observavam" -, ao mesmo tempo que somos bombardeados com presságios que nos fazem adivinhar o que se vai passar a seguir. Em vários momentos do texto, o sentimento crescente de angústia, no leitor, torna-se quase que insuportável. As Pequenas Coisas são descritas até ao mais ínfimo pormenor, como que para prolongar ao máximo a durabilidade daqueles momentos preciosos, porque proibidos, obrigando as personagens a agarrarem-se às pequenas coisas, porque tudo pode mudar um dia. As Grandes coisas têm de ficar latentes para aqueles que sabem nada possuir. Para aqueles que não têm futuro. Porque são as pequenas coisas que os ligam ao Amor, à Loucura, à Esperança, à Infinita Alegria.
Unquote.
Se aconselho? Aconselho. Vivamente.

terça-feira, 23 de março de 2010

Entrevista com o Vampiro


O livro conta a história de Louis, um vampiro que foi transformado no século XVIII por Lestat. Enquanto Lestat acredita que deu a Louis a maior dádiva que pode existir, este acredita que na verdade foi condenado ao inferno, e só encara a morte como válvula de escape, enquanto o medo o aflige. Ele passa a sua vida imortal à procura de um significado para a sua condição, ou pelo menos de algum outro da sua espécie.

Sempre relutante em tirar a vida de seres humanos, Louis no início alimenta-se apenas de animais. Um dia, porém, não resiste e morde uma rapariguinha, Claudia. Lestat, ao descobrir, fica extremamente empolgado, transforma-a em vampira e "oferece-a de presente" a Louis. Os dois tornam-se muito amigos, sendo um a razão de ser do outro.

Claudia, entretanto, não é feliz, pois, assim como uma criança humana, ela amadurece e torna-se adulta, mas fica eternamente presa no corpo de uma menina. Lestat, enciumado da relação dela com Louis e também farto de suas "crises existenciais", acaba por afastar-se de ambos e tratá-los cada vez pior. Claudia considera que ele é um peso a ser eliminado, e então assassina-o. Para comemorar, ela marca com Louis uma viagem para a Europa. Mas logo antes de embarcarem, para surpresa e pânico de ambos, eles descobrem que Lestat na verdade não morreu.

Em Paris, Louis conhece Armand, o líder de um grupo de vampiros, e espera que ele, já que é provavelmente o mais velho vampiro existente, lhe dê algumas respostas, o que descobre não ser possível. Logo após, o grupo que Armand lidera assassina Claudia, levando Louis a uma fria vingança que não poupa ninguém, a não ser o próprio Armand.

Por fim, Louis volta sozinho aos Estados Unidos, onde continua sua vida.

E é já nos nossos dias (anos setenta ou oitenta) que acede a dar uma entrevista a um jornalista, cheio de ideias que se amedronta ao constatar que a sua história é mesmo uma realidade para a qual não estava preparado. Ao fugir de Louis, aterrorizado, mas com uma bela história no seu gravador, é apanhado por Lestat.
Isto é mesmo, mesmo o final da história.

Gostei do livro e do filme. Louis é de facto um ser infeliz e cheio de remorsos e Lestat um ser malvado e cheio de si.
Para quem gosta do género e que ainda não tenha lido, aconselho. Mais uma (BOA) história de vampiros.

domingo, 14 de março de 2010

O Braço Esquerdo de Deus


“Escutem. O Santuário dos Redentores, em Shotover Scarp, é uma mentira infame, pois lá ninguém encontra santuário e muito menos redenção.”

O Braço Esquerdo de Deus tem como cenário o Santuário dos Redentores, um lugar vasto e isolado – um lugar sem alegria e esperança. A maior parte dos seus ocupantes foi levada para lá ainda em criança e submetida durante anos ao brutal regime dos Redentores, cuja crueldade e violência têm apenas um objectivo – servir a Única e Verdadeira Fé. Num dos lúgubres e labirínticos corredores do Santuário, um jovem acólito ousa violar as regras e espreitar por uma janela. Terá talvez uns catorze ou quinze anos, não sabe ao certo, ninguém sabe, e há muito que esqueceu o seu nome verdadeiro − agora chamam-lhe Cale. É um rapaz estranho e reservado, engenhoso e fascinante. Está tão habituado à crueldade que parece imune a ela, até ao dia em que abre a porta errada na altura errada e testemunha um acto tão terrível que a única solução possível é a fuga.

Mas os Redentores querem Cale a qualquer preço. Não por causa do segredo que ele sabe mas por outro de que ele nem sequer desconfia.

Thomas Cale não é apenas um acólito em fuga, é uma profecia: é o braço esquerdo de Deus, o anjo da morte que querendo, pode destruir o mundo e que deve ser capturado pelos redentores sob qualquer custo, para uso de Cale a seu bel-prazer.

Gostei muito do livro pois gosto deste tipo de histórias e de personagens, mas decididamente não aprecio trilogias, a não ser que quando comece a ler o primeiro livro, já tenha em meu poder o segundo e o terceiro. De outra forma, termina-se o primeiro livro e fica-se com água na boca à espera dos outros, sem previsão de chegada.
Prefiro cem vezes um livro apenas, ainda que com 1000 páginas e ter a história terminada no seu final. Claro que o pior é quando temos um livro de quase 1000 páginas e é ele também o primeiro de uma trilogia. E aí o desespero ainda é maior.
Refiro-me claro, ao Nome do Vento e devo dizer que se tiver de escolher apenas o seguimento de uma das trilogias, escolherei o Nome do Vento.
Kvothe é um adulto a relatar a sua própria historia, temos a certeza que mal ou bem, sobrevive;
Thomas Cale tem a sua historia contada no presente, por um narrador e não sabemos como poderá acabar. É um tipo de ansiedade, que não me agrada sobremaneira.
Gosto de algum suspense na leitura, mas gosto mais de ouvir os relatos de coisas que já sucederam quando já sabemos que os seus protaginostas ficam bem.
Isto é apenas uma opinião pessoal e uma pequena comparação, longe de o ser e longe de ser uma critica, aos dois livros.
Gostei dos dois, com as devidas diferenças entre eles e se puder, seguirei os dois.

A quem me pergunte é mais um livro do qual aconselho a leitura. Dentro do estilo de fantasia, encontramos muitas situações do mundo real, devidamente enquadradas no ambiente do livro. E é um livro que se lê muito bem. A história cativa e Thomas Cale é deveras um personagem desconcertante. Demasiado frio e mortal para tão jovem e demasiado jovem para tão poderoso.

sexta-feira, 12 de março de 2010

A Fúria das Vinhas


Uma história emocionante passada nos socalcos do Douro no tempo em que se abriam as portas da ciência e do conhecimento.
Este romance recupera factos e histórias que Francisco Moita Flores não incluiu na série que escreveu para a RTP com o título A Ferreirinha. Narra a epopeia da luta contra a filoxera, uma praga que, na segunda metade do século XIX, ia destruindo definitivamente as vinhas do Douro. Na mesma altura em que, por toda a Europa, surgiam as primeiras técnicas e tentativas de criação de um método para a investigação criminal.
Moita Flores criou um bacharel detective - Vespúcio Ortigão - que, na Régua, persegue um serial killer, confrontando-se com o medo, com as superstições, com as crenças do Portugal Antigo que, temente a Deus e ao Demónio, estremecia perante o flagelo da praga e dos crimes. É uma ficção, é certo, mas também um retalho de vida feita de muitos caminhos que a memória vai aconchegando conforme pode.

Mais um dos muitos que gostei muito de ler. Ficção ou não, está muito interessante. Nada de pretensioso e lê-se muito bem.

terça-feira, 2 de março de 2010

Ossos Sagrados



ESPIÕES, ASSASSINOS, CONSPIRAÇÃO. UMA TRINDADE PROFANA.

Uma relíquia foi roubada no Monte do Templo.

Com a morte de treze soldados israelitas, e com os palestinianos enfurecidos pela profanação do solo sagrado, as tensões acumulam-se. A equipa de investigação corre contra o tempo, tentando evitar que a perturbação civil assuma proporções incontroláveis.

No Vaticano, uma cientista e um antropólogo analisam um misterioso tesouro arqueológico que pode encerrar um segredo escabroso. Há um esqueleto humano, com cerca de 2000 anos, que exibe indesmentíveis marcas de uma crucificação...

Será permitido, no Vaticano, que a informação veja a luz do dia?

Comecei a ler, há algum tempo e parei. Eu não sou muito dada a assuntos polémicos! Quem acredita, acredita, quem não acredita tem todo o meu respeito naturalmente, mas para nos dar a entender (no caso deste livro particularmente) que os ossos encontrados poderão ser os de Jesus Cristo e neste caso fazer ruir toda a questão da ressureição, não precisam levar meio capitulo a dizer que os ossos encontrados mostram marcas de uma tortura assim, de um golpe assado, de um osso partido desta maneira ou de um rasgão da outra... nós vamos no primeiro descritivo e já percebemos que estão insinuar de quem serão os ossos... mas pronto, ok. mea culpa que não tenho paciência para estes detalhes. E por isso parei de ler, apesar de não querer dizer que não fosse melhor na continuação, até porque além desse assunto polémico existe toda uma trama entre palestinianos e israelitas... Talvez ainda retome a leitura. Um dia quando não tiver nenhum livro novo para ler.

segunda-feira, 1 de março de 2010

A Conspiração


O Presidente Zachary Herney está a lutar por uma duríssima reeleição. O seu opositor, o Senador Sedgwick Sexton, é um homem com amigos poderosos e uma missão: privatizar a NASA e reduzir as suas despesas.

Lutando para sobreviver a uma série de erros que ameaçam a sua imagem política, a NASA faz uma descoberta atordoadora: um estranho meteorito enterrado no Árctico. O Presidente é informado de que o objecto encontrado vai ter implicações determinantes no programa espacial americano. Contudo, dada a reputação vacilante da agência espacial norte-americana, será a descoberta válida ou não?

Rachel Saxton, uma investigadora dos Serviços Secretos da Casa Branca, é destacada para confirmar a autenticidade do achado. Rachel tem como missão resumir relatórios complexos em notas de uma página. Neste caso o Presidente precisa dos seus dados antes da última declaração que fará ao povo americano e que será decisiva na sua reeleição.

Acompanhada por uma equipa de especialistas, incluindo o carismático oceonógrafo Michael Tolland, Rachel descobre o impensável: provas de um embuste científico, de uma cilada que ameaça mergulhar o mundo em controvérsia. Mas antes de conseguir contactar o Presidente, Rachel e Michael são vítimas de uma perseguição sem tréguas ao longo do Árctico, refugiam-se num submarino nuclear e acabam por ser aprisionados num pequeno barco na costa de New Jersey, enquanto a capital norte-americana ferve de expectativas relativamente a mais uma fraude científica e os ânimos se exaltam nas antecâmaras do poder no interior da ala esquerda.

Aclamado pela mestria e genialidade com que relaciona História, Ciência e Política, Dan Brown destaca-se num novo romance em que nada é o que parece e ao virar de cada página nos espera uma fabulosa surpresa.

Ainda só vou a meio e já estou a gostar. Aliás, quem gosta de Dan Brown gosta sempre e não tenho qualquer problema em dizer que dos que já li, é o melhor! Apresenta as suas explicações, concerteza, mas não da forma extra exaustiva dos outros e o assunto é bastante interessante e a forma como a história está feita, muito empolgante. Quando decidimos que no final de determinado capitulo vamos parar para fazer intervalo, a tendência é continuar e ler só mais um. E no final deste capitulo o mesmo problema, porque não há como parar, a vontade é ler de seguida para ver o que vai acontecer. A ideia de fazer capitulos curtos que nunca terminam o assunto é muita "maldade", não nos dá espaço para intervalos! Estou a adorar! Aconselho!!