terça-feira, 5 de junho de 2012

Um campo sem cultivo

Há coisa de minutos, sem querer dei de caras com um blog que me deixou muito feliz. Convence_me E quando andamos desinspirados, mas desejosos de inspiração, há palavras que nos tocam no fundo e nos inspiram. Li aí, que manter um blog sem escrever é como ter um campo sem cultivo que se rega de vez em quando... E de facto, há alturas em que me sinto assim. Como um agricultor sem vontade de cultivar, sem tempo para a terra... mas é só algumas alturas, porque depois, leio posts em alguns blogs e nem que seja para as dar conhecer chega-me logo a vontade de arar, cultivar, regar e ainda que não dê fruto, dá-me um gosto que me compensa manter o blog, ainda que em poisio por mais alguns dias... Fiquei tão feliz de ter encontrado a blogger (como se diz por aí)e que conhecia de outros blogs, que aproveitei o comentário que lhe deixei para "regar" um pouquinho este meu campo de cultivo.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

1Q84

Ao contrário do que eu achava, que nunca tinha lido nada deste autor, nem conhecia o livro, este livro não trata da luta de escritores nem da concorrência entre quem escreve e quem re-escreve. Essa parte, que me estava a encantar na leitura inicial e continuou a encantar no desenvolvimento, é apenas uma forma de por a ação a andar. É uma parte importante para apresentar a situação de uma das personagens. A jovem Fuka-Eri que viveu uma infãncia algo estranha no meio de uma comuna de onde acabou por fugir com 12 ou 13 anos. É a história que Fuka-Eri escreve e que acabamos por concluir que viveu, que vai juntar, eventualmente, os dois protagonistas do livro que vivem em afazeres distintos e pelos vistos em mundos paralelos. Terminei o livro e fiquei algo "desapontada" enquanto alcançava o final e nem vislumbres da conclusão da história. Vai continuar no segundo livro e já soube que não é aí que vai acabar. Ainda há um terceiro, É mesmo para nos moer. Mas vale a pena moer e esperar, desde que a espera não seja longa demais. Aconselho este livro e se não este livro, este autor e qualquer outro livro seu. Haruki Murakami tem uma maneira demasiado interessante de expor a sociedade nipónica, para se ignorar e tenho a certeza que em qualquer livro que escreveu,esse interesse não vai perder-se.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

1Q84


Se eu alguma vez por mero acaso passasse por este livro, não o iria escolher para ler.
Não conheço o autor, a capa apesar de fora dos contextos habituais em que se pretende que as capas "resumam" as histórias que encerram, não está mal, mas o título não me diz nada. E eu sempre achei que o título era meio caminho para nos levar a ler um livro (provavelmente a maior parte das vezes ficamos desiludidos, mas a outra menor parte compensa-nos).
Falaram-me do autor do tipo de escrita, que era bom, muito nipónico, mas muito correcto e expressivo na sua apresentação dos romances e fiquei com curiosidade.

Se tivesse visto em algum lado, o resumo que copio agora, também me sentiria tentada a ler.

*****
Num mundo aparentemente normal e de contornos reconhecíveis, movem-se duas personagens centrais: Aomame, uma mulher independente, professora de artes marciais, e Tengo, professor de matemática.

Os dois estão quase a entrar na casa dos trinta anos, têm vidas solitárias e ambos se dão conta de ligeiros desajustamentos à sua volta, que os conduzirão fatalmente a um destino comum.

Falta dizer que tanto um como outro são mais do que parecem: a bela Aomame, nas horas vagas, é uma assassina que mata as suas vítimas sem deixar vestígios, levando toda a gente a pensar que morreram de morte natural; o apagado Tengo, um escritor em construção a quem o editor, Komatsu de seu nome, encarregou de trabalhar na revisão de A Crisálida de Ar, obra prometedora, nascida da imaginação (ou talvez não...) de uma adolescente enigmática, chamada Fuka-Eri.
*****

Neste momento, tenho-o comigo (em formato digital, no meu Kindle, devo ter lido umas vinte páginas que equivalem a algo como 5% de leitura - isto exagerando porque não me recordo do que o equipamento indica e ainda não me habituei à ideia da percentagem em vez das páginas) e estou a ler a parte que o final do resumo apresenta desde "apagado Tengo, um escritor... até adolescente enigmática, chamada Fuka-Eri".
Só por isto já me interessou.
Que acontecerá quando um pretenso escritor, leva uma obra sua a concurso e descobre que vai ser alterada por outro, para concorrer a outro concurso de maior importância? Não sei ainda, se é este o mote principal da trama, mas a mim já me cativou.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Clube de Leitura Bertrand

A melhor forma de apresentar um Clube de Leitura, que só pelo seu nome e para mim está apresentado, é usar as palavras dos próprios.

Quote
A Bertrand Livreiros criou o Clube de Leitura Bertrand para aqueles que gostam de uma boa conversa à volta dos livros. Aqui poderá encontrar novas leituras e aprofundá-las em encontros construtivos e enriquecedores. Uma vez por mês, todos os meses, no espaço da livraria, proporcionamos a convivência e a discussão entre quem gosta de explorar e de ir mais além, tornando a experiência da leitura ainda mais estimulante.
Descubra novos e interessantes livros num dos nossos clubes temáticos. Para participar só tem de se tornar membro daquele ou daqueles que forem os da sua preferência.
Boas leituras!
Unquote


Convido-os a visitarem o CLube de Leitura Bertrand

Infelizmente na altura deste convite, já deixei fugir as datas de alguns dos encontros, mas ainda vamos a tempo para muito outros.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Emprestar livros

Quem é que já se sentiu tentado a não emprestar um livro, quando alguém o pede emprestado?
De certeza quase todos os verdadeiros leitores. É que um livro é algo nosso, é um pedacinho de nós e quando emprestamos um livro estamos a abrir mão desse pedacinho que vai sair do pé de nós, vai para longe e pode não voltar...

Já tive boas e más experiências com os empréstimos de livros. Mais más que boas.

Começou na escola, quando uma vez emprestei um livro para uma colega estudar para o exame... nunca mais o vi. Não iria voltar a usá-lo, mas era meu e era um daqueles livros que interessa guardar.
Noutra altura, muito perto daquela emprestei um outro livro a alguém que na volta me emprestou ela própria um. Deu-mo quando lhe disse que já o lera e o ia devolver, e sem que eu lhe desse o meu, acabou por ir ficando com ele, até hoje.

Qualquer uma das duas, já não fazem parte do meu grupo de amigos e conhecidos, deixei de ter contato, portanto perdi os meus livros, para sempre.

O problema, é que o problema se está a repetir com pessoas do círculo atual.
Tenho dois livros emprestados, a pessoas diferentes... ad eternum (se é assim que se escreve pois linguas mortas não são o meu forte).

Não tenho coragem para dizer "olhem lá está na hora de devolver o que vos emprestei" e fico à espera. Vou dando dicas, para lembrar e várias vezes resultam, pelo menos na lembrança tipo, tenho lá o teu livro e já acabei, ou ainda estou a ler o teu livro... E o livro só é meu, porque fui eu que o emprestei, porque tê-lo de volta está dificil.

Com isto respondo eu própria à pergunta que coloquei no inicio do post: Sinto-me sempre tentada a não emprestar. Já não ofereço e tento desviar o assunto do livro quando vejo que há muito interesse.
Estou a ser egoista, tenho a certeza e sinto-me mal com isso por três motivos:
Primeiro, é feio ser egoista, conforme aprendi em criança e na verdade, acho que não sou. Gosto de partilhar, mas partilhar livros custa-me um pouco.
Segundo, eu gosto que me emprestem livros quando não tenho acesso a eles de outra forma. Livros emprestados, para mim, normalmente são sujeitos a um record de leitura e um especial cuidados de manuesamento, para os devolver rapidamente e exatamente nas mesmas condições em que os emprestaram.
Terceiro, os livros devem ser partilhados. O bom de um livro, além de tudo o que ele nos possa dar, mostrar e ensinar é mesmo o comentar e conversar sobre ele. É isso que torna o ler livros tão interessante.

Mas insisto. Emprestar um livro? Nós até conhecemos as pessoas e achamos que são cuidadosas, mas há sempre o risco, acima contado, de ficarmos sem eles e há o risco de os livros nos serem devolvidos amassados, riscados ou rasgados.
Nunca me aconteceu, porque morria ali mesmo! E aí é que nunca mais emprestava!

Acho que já resolvi uma parte do "empréstimo".
Não posso emprestar um livro, se estiver a lê-lo desta forma, não é?

Cedência digital? É uma alternativa.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Kindle

Não há nada que substitua o cheiro de um livro e o som do desfolhar das folhas de um livro, a não ser 1400 livros num só dispositivo, ou mais conforme o equipamento.

Eu que sou uma amante dos livros, de tudo o que eles encerram para os leitores e do objeto em si, fui traída por este "pequenino".

Vejam mais e digam lá se não compensa.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Livros e mais livros... sonhos em páginas cheias de palavras...

Era capaz de passar horas nestes locais...

Nem precisa estar a ler, nem precisava estar com um livro na mão...

Passar pelos diversos pisos e corredores já me enchia... ver os livros, ler as lombadas e imaginar...

Quem gosta de livros, tem que gostar destes espaços.
Podem ver mais em As 20 Mais Belas Livrarias do Mundo
E uma é portuguesa!