quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Colleen McCulough

Hoje em vez de vir apresentar um livro venho apresentar dois do mesmo autor.

Colleen McCullough nasceu na Australia. Trabalhou no departamento de neurofisiologia do Royal North Shore Hospital in Sydney, depois trabalhou como investigadora e professora na Faculdade de Medicina de Yale durante 10 anos. É autora de vários bestsellers internacionais que bateram records, Pássaros Feridos e mais outros onze romances. Vive na Ilha de Norfolk no Pacifico, com o marido.

Comecei a ler Pássaros Feridos, mas confesso que foi numa altura em que a série andava a ser transmitida na televisão e deixei um pouco para trás o livro.


Quando voltei a ler um livro desta autora, foi Tim



Mary Horton, solteirona na casa dos quarenta, rica, solitária, simples, acredita que não precisa de amor nem de amizade, satisfazendo-se com a sua confortável casa, o seu jardim, o seu Bentley e a casa de praia que comprou com o fruto do seu trabalho e dos investimentos realizados, com os livros que lê e a música que ouve sozinha.
Tim Melville, vinte e cinco anos, operário, é filho de Ron e Esme Melville que o receberam como uma dádiva para o seu tardio casamento. Tim tem a beleza e a graça de um deus grego, mas é um simples de espírito, uma criança grande.
No entanto, Ron e Esme, modestos operários australianos, pessoas sensatas e sem ambições, gostam dele pelo que é e preparam-no para trabalhar segundo as suas possibilidades. Tim é um trabalhador insignificante de uma empresa de construção civil, infatigável e esforçado. Dias de trabalho pesado e fins-de-semana passados com o pai num pub e noites tranquilas junto da família, a ver televisão, representavam para Tim toda a sua perspectiva de vida.
Quando Mary encontra Tim e o contrata como jardineiro durante os fins-de-semana, uma ligação muito forte vai nascer entre eles. Mary sente por Tim o mesmo tipo de amor que sentiria pelo filho que nunca teve; Tim, em contrapartida ensina-lhe a ver o mundo de uma maneira mais simples e optimista, trazendo à sua vida solitária o calor e o afecto que lhe faltavam.
Tim, o primeiro romance de Colleen McCullough, tem já de Pássaros Feridos e Uma Obsessão Indecente que se lhe seguiram, a sensibilidade e a segurança das personagens e a mestria inconfundível de uma história bem contada.

Adorei a história e foi por causa dela que insisti na autora e li Uma Obsessão Indecente



Cinco homens e uma mulher ocupam um pavilhão isolado de um hospital militar algures numa ilha do Pacífico, no fim da Segunda Guerra Mundial.
Cinco homens marcados por longos e dolorosos anos de guerra e uma mulher, Honour Langtry - a enfermeira que os assiste e representa para todos a família ausente.
A esse pequeno mundo, que vive um equilíbrio precário, chega um elemento inesperado: Michael Wilson, um sargento cheio de condecorações e que, ao contrário dos outros, parece perfeitamente «intacto».
Na verdade, é isso que o torna uma ameaça para os seus companheiros, todos eles, em graus diferentes, psiquicamente afectados.
Por algum tempo, a enfermeira Langtry convence-se de que tudo irá decorrer normalmente já que Michael, depois de uma integração difícil, começa a ser aceite pelos outros, o que é uma ilusão tanto mais perigosa quanto o seu crescente envolvimento amoroso com Michael se reflecte negativamente sobre o comportamento daqueles homens há muito tempo privados de mulheres.
Michael Wilson torna-se assim, sem querer, o catalisador do ciúme, das paixões, da violência, da intriga e inevitavelmente, da tragédia!
Colleen McCullough neste seu novo romance disseca, num clima tenso e cheio de emoção, os mais simples sentimentos humanos e os dilemas morais mais difíceis.

Este livro foi-me emprestado por uma colega de trabalho há uns quinze anos e por não o ter à mão, dá-me mais vontade de o reler.

Aconselho os dois, com especial incidência para o segundo.

Da mesma autora tenho em casa o Primeiro Homem de Roma. Uma obra com a módica quantia de 1162 páginas. Ainda não o li e não foi pelo volume em si, porque costumo preferir livros volumosos a finos, mas o assunto - romance histórico de roma - não é lo que mais me cativa.

Faço uma proposta para quem goste e queira ler: troco O Primeiro Homem de Roma de Colleen McCulough, por outro à escolha (aceitam-se ofertas).

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

O Jogo do Anjo




Na Barcelona turbulenta dos anos 20, um jovem escritor obcecado com um amor impossível recebe de um misterioso editor a proposta para escrever um livro como nunca existiu a troco de uma fortuna e, talvez, muito mais.
Com deslumbrante estilo e impecável precisão narrativa, o autor de A Sombra do Vento transporta-nos de novo para a Barcelona do Cemitério dos Livros Esquecidos, para nos oferecer uma aventura de intriga, romance e tragédia, através de um labirinto de segredos onde o fascínio pelos livros, a paixão e a amizade se conjugam num relato magistral.

«Um escritor nunca esquece a primeira vez em que aceita umas moedas ou um elogio a troco de uma história. Nunca esquece a primeira vez em que sente no sangue o doce veneno da vaidade e acredita que, se conseguir que ninguém descubra a sua falta de talento, o sonho da literatura será capaz de lhe dar um tecto, um prato de comida quente ao fim do dia e aquilo por que mais anseia: ver o seu nome impresso num miserável pedaço de papel que certamente lhe sobreviverá. Um escritor está condenado a recordar esse momento pois nessa altura já está perdido e a sua alma tem preço.»
comentários dos leitores

Se já leram "A Sombra do Vento" de Carlos Ruiz Zafon, não percam a hipótese de ler este segundo título. Mais uma magnifica história sobre literatura e o poder dos livros.

Estou a meio e recomendo vivamente.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

A Sombra do Vento



A Sombra do Vento, de Carlos Ruiz Zafón, é um mistério literário passado na Barcelona da primeira metade do século XX, desde os últimos esplendores do Modernismo atéas trevas do pós-guerra. Um inesquecível relato sobre os segredos do coração e o feitiço dos livros num crescendo de suspense, que se mantém até à ultima página.

Numa manhã de 1945, um rapaz é conduzido pelo pai a um lugar misterioso oculto no coração da cidade velha: o Cemitério dos Livros Esquecidos. Aí, Daniel Sempere encontra um livro maldito, que muda o rumo da sua vida e o arrasta para um labirinto de intrigas e segredos enterrados na alma obscura da cidade.
Juntando as técnicas do relato de intriga e suspense, o romance histórico ea comédia de costumes. A Sombra do Vento é sobretudo uma trágica história de amor, cujo eco se projecta através do tempo. Com uma força narrativa, o autor entrelaça tramas e enigmas ao modo de bonecas russas num inesquecível relato sobre os segredos do coração e o feitiço dos livros, numa intriga que se mantém até à ultima página.

Foi o tema de um Cemitério de Livros e de um livro maldito, que me levou a ler A Sombra do Vento. Não me arrependi, dei cada linha lida por bem empregue e ainda por cima, assim que pude, comecei a ler o Jogo do Anjo. Próximo Post.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

O Nome da Rosa

Foi dúvida de pouca dura e neste momento estou a ler O Nome da Rosa de Umberto Eco.

Um estudioso descobre casualmente a tradução francesa de um manuscrito do século XIV: o autor é um monge beneditino alemão, Adso de Melk, que narra, já em idade avançada, uma perturbante aventura da sua adolescência, vivida ao lado de um franciscano inglês, Guilherme de Baskerville.
Estamos em 1327. Numa abadia beneditina reunem-se os teólogos de João XXII e os do Imperador. O objecto da discussão é a pregação dos Fransciscanos, que chamam a igreja à pobreza evangélica e, implicitamente à renúncia do poder temporal.
Guilherme de Baskeville, tendo chegado com o jovem Adso pouco antes das duas delegações, encontra-se subitamente envolvido numa verdadeira história policial. Um monge morreu misteriosamente, mas esse é apenas o primeiro dos sete cadáveres que irão transtornar a comunidade durante sete dias. Guilherme recebe o encargo de investigar esses prováveis crimes. O encontro entre os teólogos fracassa, mas não a investigação do nosso Sherlock Holmes da Idade Média, atento decifrador de sinais, que através de uma série de descobertas extraordinárias, conseguirá no final encontrar o culpado nos labirintos da Biblioteca.

"Um soberbo milagre de escrita. Um livro que desfolhamos com inabalável prazer, página sobre página, como quem desfolha a rosa, essa flor mística, voluptuosa, de que só possuímos o nome" - Expresso.

Eu tinha gostado do filme e estou a adorar cada página do livro. A descrição do ambiente, das pessoas e das situações, é intensa e óptima para criarmos na nossa própria ideia os aspectos de cada coisa.

Ainda não acabei, nem cheguei ao meio, mas RECOMENDO.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Dúvida

Neste momento, tenho em minha posse (além de mais uns quantos, claro) dois livros à espera de serem lidos. Ainda estou na dúvida, sobre qual ler primeiro.

"O Nome da Rosa" - Umberto Eco


"O Jogo do Anjo" - Carlos Ruiz Záfon


E a dúvida é porque?
Quero conhecer mais detalhes sobre a magnífica história que conheci com o filme e com o actor Sean Connery.
Quero ler o outro livro de Carlos Ruiz Záfon, porque o anterior "A Sombra do Vento" é simplesmente maravilhoso.
Claro que esta dúvida irá apenas durar umas horas.
Quando tiver o meu momento de lazer, no serão, vou agarrar o que mais me chamar no momento e começo de imediato.
Até acho que já sei qual é. Desfez-se assim a dúvida, à medida que escrevia esta mensagem. Depois informo.

domingo, 9 de agosto de 2009

A Fórmula de Deus



"Nas escadarias do Museu Egipcio, em pleno Cairo, Tomás Noronha é abordado por uma desconhecida. Chama-se Ariana Pakravan, é iraniana e traz consigo a cópia de um documento inédito, um velho manuscrito com um estranho título e um poema enigmático.
O inesperado encontro lança Tomás numa empolgante aventura, colocando-o na rota da crise nuclear com o Irão e da mais importante descoberta jamais efectuada por Albedrt Einstein, um acahdo que o conduz ao maior de todos os mistérios. A PROVA CIENTIFICA DA EXISTENCIA DE DEUS."

Desde que tive conhecimento que José Rodrigues dos Santos escrevia e desde que li algumas sinopses de alguns dos seus livros, este em particular tive a curiosidade de ler.
Neste momento estou a ler "A Formula de Deus", vou no capítulo V e sem querer desgostar nenhum dos dois autores, acho que se assemelha muito a Dan Brown. Não digo na escrita propriamente dita, mas na explicação exaustiva cientifca de certos factos, que tanto em um autor como em outro, só servem para nos dispersar e aborrecer na leitura, a não ser que sejamos amantes da física e outras ciências afins, para podermos apreciar essas explicações que nos interrompem a linha da acção.

Tirando isso, não está mal e até agora estou a gostar.

Apenas um aparte, que logo no inicio da narrativa, acho um pouquinho de mais... ou será de menos?
Como é que um historiador, professor da Fundação Gulbenkian que sabe Inglês, Francês, Espanhol, Hebraico e Aramaico e anda a estudar Alemão, lê duas palavras que são o título de um dcumento "Die Gottesformel" e não percebe o que querem dizer???

Se for só isso, aguenta-se... mais à frente se verá.

TERMINEI A LEITURA ONTEM 13/08/2009, E CONFESSO QUE FIQUEI... EM NADA. DO MESMO ESTILO, NÃO VOLTAREI A LER.MAS AINDA VOU INSISTIR EM JRS, TALVEZ COM OUTRO TIPO DE HISTÓRIA: "A VIDA NUM SOPRO" - GOSTEI DOS COMENTÁRIOS ... VEREMOS

sábado, 1 de agosto de 2009

Escritos Secretos



"Roseanne McNulty tem perto de cem anos e é a doente mais antiga do hospital de saúde mental de Roscommnon. O doutor Greene, o psiquiatra encarregado da avaliação dos pacientes, sente-se intrigado pela história daquela mulher, que passou os últimos sessenta anos da sua vida em instituições psiquiátricas. Enquanto o médico investiga, Roseanne faz uma retrospectiva das suas tragédias e paixões, que vai registando no seu diário secreto, desde a turbulenta infância até ao casamento que lhe prometia a felicidade. Quando o doutor Greene desvenda por fim as circunstâncias da sua chegada ao hospital, é conduzido até um segredo chocante."

São várias as críticas positivas apresentadas na capa da própria edição:

"Um dos primeiros grandes romances deste século" - Evening Herald

"De longe o melhor romance que li este ano" - Guardian

"A mais vívida criação literária deste ano" - Sunday Telegraph

"Belo e perturbador... A narrativa de Sebastien Barry tem um elemento poético: brilha com a luminosidade misteriosa de um conto de fadas deturpado." - The Irish Times.

Pode ser isso tudo ou não, mas neste momento é o que estou a ler.
Lê-se com muita facilidade e atrai-nos para continuarmos.
Estou a meio e ainda não houve parte nenhuma de que gostasse menos.

TERMINEI A LEITURA ONTEM 06/08/2009. GOSTEI E RECOMENDO.