quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

A Bússola Dourada


Mundos Paralelos é uma trilogia mágica e poderosa, recheada de aventuras, imaginação e mistério. A sua protagonista é Lyra, uma menina de onze anos que anda sempre na companhia do seu génio. E é justamente com Pantalaimon que ela irá fazer uma perigosíssima viagem até às vastidões longínquas do Norte, para tentar desvendar os seus mistérios… Mas a realidade revela-se assustadora… Lyra irá conhecer criaturas fantásticas, feiticeiras que cruzam os céus gélidos, espectros fatais e ursos blindados numa luta terrífica entre a vida e a morte, o bem e o mal, a sobrevivência ou a aniquilação do mundo…
É um livre muito soft (apesar de mais cheio de actos "maldosos" do que o filme - digo isto, porque tinha o livro há um ano em casa desde que o ganhei num passatempo e só o fui ler porque vi o filme um fim-de-semana destes em casa), que se lê muito bem e rapidamente. Mas apesar disso, acho que não quero ler a continuação. Não é exactamente o meu estilo preferido de livro.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Desaparecidas



Desaparecidas (Vanish)
Autora: Tess Gerritsen
Protagonista: Jane Rizzoli e Maura Isles
Ano: 2008
Número de Páginas: 384
Editora: Record


Sinopse: Aquela mulher parecia ser mais um corpo na mesa fria do necrotério. Mas quando a legista Maura Isles inspeciona o cadáver, algo assustador acontece - a mulher abre os olhos. Ainda viva, ela é levada rapidamente para o hospital. Mas o bizarro logo se transforma em perigo. Com uma precisão chocante, ela mata um segurança e faz reféns - um deles, uma paciente grávida. Quem é essa pessoa violenta e desesperada, e o que ela quer?



Fatos: Esse livro foi indicado para o Edgar Award de 2006. Tess Gerritsen abriu mão da medicina para se dedicar à literatura e criar seus filhos. A autora rapidamente conquistou a crítica e o público com seu livro de estréia, ‘Harvest’. Ela também é autora dos best sellers ‘Dublê de Corpo’ e ‘O Pecador’.

Reli, porque da primeira vez li tantos livros num espaço de tempo tão curto que me esqueci um pouco dos detalhes da história, que logo relembrei à medida que lia.
Um policial interessante e que se lê muito bem.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

O Nome do Vento


Da infância como membro de uma família unida de nómadas Edema Ruh até à provação dos primeiros dias como aluno de magia numa universidade prestigiada, o humilde estalajadeiro Kvothe relata a história de como um rapaz desfavorecido pelo destino se torna um herói, um bardo, um mago e uma lenda. O primeiro romance de Rothfuss lança uma trilogia relatando não apenas a história da Humanidade, mas também a história de um mundo ameaçado por um mal cuja existência nega de forma desesperada. O autor explora o desenvolvimento de uma personalidade enquanto examina a relação entre a lenda e a sua verdade, a verdade que reside no coração das histórias. Contada de forma elegante e enriquecida com vislumbres de histórias futuras, esta "autobiografia" de um herói rica em detalhes é altamente recomendada para bibliotecas de qualquer tamanho.

Depois de tantas palavras em 966 páginas, fiquei sem palavras para dizer muita coisa. Há tanto para dizer e tão pouco que seja suficiente.
Leiam, é o que vos digo. Apesar do tamanho e do tema, é uma história tão pouco pretensiosa que se lê lindamente e no final... se fica com água na boca, à espera do segundo dia de narração e do terceiro...
Um pequeno aparte ácerca das personagens. São fraquitas todas as que rodeiam Kvothe, mas com um personagem destes, quem precisa de outros? E eu sei o que é quando se cria uma história em redor de um personagem... não são precisas mais, todas as outras são acessórios. À excepção do discipulo de Kvothe, Bast, ou melhor Basta filho de um principe de demónios. Tem o seu quê de interessante e irei gostar de saber mais sobre ele nos proximos livros.

Para ser realista na crítica deveria dizer mais algumas palavras, até porque não há livros perfeitos (ou será que sim?). Li uma crítica na revista "Os Meus Livros" e achei que era perfeita.
Transcrevo:
"Mitos e homens
Prós - Uma ambiciosa fantasia épica, escrita com inteligência e que sabe jogar de forma satisfatória com os elementos do género.
Contras - Algumas quebras no ritmo e na coerência dos personagens: alguns pontos da trama são demasiado dejá vu.
É tão fácil o autor esquecer-se do plot. Da simples e fundamental importância da trama que vai servir de fio condutor para a evolução de personagens confrontadas com a adversidade. Rothfuss não corre esse risco, o que seria normal num volume de quase mil páginas, que cedo descobrimos não ir além do primeiro dia da narrativa de Kvothe a um cronista. E não o corre porque a trama - a história, o plot - estão constantemente no centro da atenção do autor.
O nome do vento é o nome do jogo e esse jogo é a verdade; a verdade que se esconde por detrás do mito de Kvothe, que nesta primeira etapa da sua jornada conhecemos sob o nome de Kote, um jovem de talentos inusitados que acompanha uma trupe de actores e que o leitor acompanha até à universidade, vivendo com ele as agruras dignas de Dickens que lhe hão-de moldar a personalidade.
Mas a história não fica por aqui.
Nunca fica, quando se trata de fantasia épica escrita com um mínimo de inteligência: somem-lhe uma misteriosa raça de demónios, que não são o que parecem ser, magia e realismo em doses iguais e um quase perdido prazer de contar uma história dentro de uma história, dentro de uma história, e ainda assim ficarão aquém do todo que em muito ultrapassa as partes. Onde Rothfuss tropeça é no ritmo narrativo. É certo que a narração é feita (em parte) pelo personagem principal com tudo de pessoal que essa opção autoral implica, mas é impossível não reter a sensação de que o narrador se foca por vezes demasiado no acessório esquecendo o essencial. E o essencial é o que Kvothe diz a certo passo: que entre a demanda e o momento do triunfo do herói, se encontram anos de luto, dor e solidão.
João Seixas, Criticas: ler, reler & classicar, Os Meus Livros, nr.81,Novembro 2009"

sábado, 23 de janeiro de 2010

Pára tudo!!



Stop e pára tudo! Foi o que eu pensei quando "me entrou pela casa dentro" um exemplar do Nome do Vento, na sua grandeza de 966 páginas.

Tinha no meu rol de leituras Nora Roberts - "Cortejando Catherine", para me inteirar do tipo de livros, depois de tanto ouvir falar e até já tinha lido 70 páginas, que confesso ainda não me tinham interessado muito (também posso ter escolhido mal o primeiro livro a ler desta autora; "Desaparecidas" de Tess Gerritsen, este segundo porque quando procurava a imagem para fazer um comentário sobre ele, me dei conta que não fazia a minima ideia da história. Li-o há uns anos numa altura em que lia uns atrás dos outros e alguns não me deixavam qualquer marca. Este pelos vistos não me deixou nada... de forma que ia lê-lo de novo.
Mas agora parei tudo e vou ler o Nome do Vento. Claro que no entretanto, comentarei outros livros, pois não faço ideia de quanto tempo levarei para o ler. A disponibilidade não é muita, há outras actividades.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

A Hora da Morte


Sinopse:
"O que farás quando o tempo chegar ao fim?
Dia após dia, esperava que o primeiro cadáver fosse descoberto - um corpo contendo todas as pistas de que os detectives precisavam para encontrar a segunda vítima, que agardava uma morte lenta, mas certa.
A s horas passavam - o salvamento era possível, mas a polícia nunca chegou a tempo. Passaram-se anos, porém, para este assassino o tempo parara. Quando uma vaga de calor se abate sobre a região, o jogo recomeça. Duas raparigas desaparecem - e as horas continuam a passar.
A agente do FBI Kimberly Quincy sabe que terá de infringir algumas regras para vencer um criminoso cruel no jogo que ele aperfeiçoou. A hora da morte chegou"
Mais um policial de Lisa Gardner. Mais uma leitura empolgante. Esta é a história de um assassino, que rapta sempre duas jovens. Uma aparece sempre morta junto de uma estrada e com todas as pistas para que a segunda rapariga seja encontrada. Para ele é um jogo, iniciado com o rapto, e onde a primeira vítima é como um mapa, através do qual, se poderia salvar a segunda vítima, que terá uma morte lenta e sádica.
As pistas que o assassino deixa no primeiro corpo, não são de interpretação fácil, nem imediata, pelo que a Polícia necessitou de tempo para se aperfeiçoar. Em 10 jovens, uma foi encontrada com vida e salva.
Agora, o assassino aperfeiçou-se, tornou-se mais ousado e colocou o corpo da primeira vítima no interior da base de treinos do FBI, em Quantico, onde Kimberly faz o seu estágio. Mac McCormack, polícia que acompanha o caso deste assassino à vários anos, também está em Quantico.
O tempo urge para que se salvem as outras vítimas. Mac e Kimberly, contrariando todas as regras, encetam uma busca por conta própria, que nos conduzirá à descoberta do assassino. Pelo meio, Kimberly vai enfrentando o seu passado e aprendendo a viver com ele, aceitando a morte da irmã e da mãe e lidando com sentimentos que lhe surgem pela primeira vez.

Um policial interessante, contagiante , que não se consegue parar de ler.

Sem Dizer Adeus


O terror de uma casa em silêncio. Cynthia Archer, uma típica adolescente, acorda, como sempre, de mau humor. Rabugenta vagueia pela casa até perceber que está completamente sozinha. Não se trate de um sonho nem de um pesadelo: a sua família desapareceu. Foram raptados, assassinados? Abandonaram-na? O mistério adensa-se com o passar dos anos. Hoje uma mulher adulta e mãe, Cynthia não consegue libertar-se do seu passado e decida investigar por conta própria o que aconteceu naquela noite. Um intenso e aterrador thriller a arrebatar-nos à normalidade dos dias lançando-nos no encalço de um negro segredo. Cynthia tinha então catorze anos. O que parecia mais uma aborrecida manhã em família acabou por transformar toda a sua vida. Ao percorrer a casa, normalmente barulhenta logo pela manhã, sente um silêncio de morte. Vagueando pelas divisões não encontra vestígios dos pais, nem do irmão.
Brincam com ela? Onde se escondem? Fugiram, e não a levaram com eles? Alguém os raptou? Cynthia nunca o saberá. Criada pela tia Tess, só vinte e cinco anos depois do misterioso desaparecimento da família percebe que não conseguirá sentir-se segura até descobrir a verdade. Ela entretanto casou, tem uma filha. O constante medo de, a qualquer momento, tudo perder não a deixam contudo ser feliz. Ao começar a procurar os pais e o irmão parece contudo mexer em pantanosas águas. As suas investigações podem afinal atrair os assassinos até si... Quererá ela de facto saber a verdade, toda a verdade? Um intenso thriller assinado pela escritora canadiana Linwood Barclay.

A sinopse chama a atenção, não chama? Dá vontade de ler e eu li. E tudo vai bem enquanto a "menina" anda aflita à procura da verdade sobre o que aconteceu à familia. Quando a "coisa" se começa a desenrolar é o desapontamemto completo. Demasiado básico e sem qualquer colorido. Confesso que esperava mais!
Afinal o pai tinha duas familias e por aí o desenrolar desinteressante da coisa...

Sem Perdão


Em Holy Oaks, uma pacata cidade do Iowa, nos Estados Unidos, está um dia quente e abafado. Encalorado o padre Thomas espera pacientemente que algum dos seus paroquianos se venha confessar, mas durante algum tempo ninguém aparece. de repente entra no confessionário um homem e o padre Thomas vai ouvir a confissão mais estranha e arrepiante que já alguma vez ouviu. O homem é um serial-keller e conta-lhe com todos os pormenores os crimes que já cometeu e pede-lhe perdão pelo que irá cometer em seguida. Ele prepara-se para fazer mais uma vítima que pretende matar com requintes de tortura. E a vítima será Laurant, nada mais nada menos que a irmâ do padre que regressou da Suíça. Decidido a proteger a irmã e a salvá-la das mãos de um louco sedento de sangue e vingança, o padre Thomas pede ajuda a um agente do FBI, Nick Buchannan, seu amigo de infância. Enquanto dão caça ao perigoso assassino vai nascer, entre Nick e Laurant, um grande amor que poderá mudar as suas vidas.

Embora um thriller, policial, etc, é um livro leve, por não ser presunçoso. Lê-se bem e de vez em quando, não nos faz mal ler um livro destes.