Lá acabei o livro e gostei.
Investigação policial, um assassinio que mata nas "barbas" da policia que anda a investigá-lo, ao mesmo tempo que vamos interagindo com ele, nos seus passos e pensamentos, sem o identificarmos.
Gostei da parte em que o agente Andrew Flint é suspeito e ainda por cima envolvido com a testemunha principal e potencial vitima, e a dada altura, perguntamo-nos se não será de facto ele o criminoso. Até aceitava que fosse. Não é dificil que um agente da lei envolvido normalmente em casos de assassínios violentos, se passasse para o outro lado. Mas não é ele, foi incriminado e aqui vem a minha única dúvida.
Não sei se falhei alguma página e não percebi o que li. Vejamos: a dada altura a mulher do agente é assassinada exactamente da mesma forma que as restantes vítimas. À frente descobrimos porquê, mas a minha dúvida é: afinal quem a matou?
Um assassino a soldo para fazer um serviço a um dos suspeitos? "Assistimos" ao assassinio e no capítulo seguinte esse assassino a soldo, conta-nos porque é que a matou. Mas no final a aliança de casamento aparece nos haveres do outro, do assassino em série, quando é finalmente capturado.
Houve aqui erro de história? Falta alguma parte? Ou fui eu mesma que me perdi?
Se alguém leu, diga-me qualquer coisa para me deixar descansada, porque não me apetecia nada ir ler os últimos capítulos de novo.
Até porque não vai adiantar nada na resolução do caso que foi até muito bem resolvido.
Aconselho, quanto mais não seja para me tirarem esta dúvida.
Por muito que se leia ou que se escreva fica sempre um espaço em branco... para podermos continuar...
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Fetiche

Makedde Vanderwall é estudante de Psicologia Forense e, nas horas vagas, modelo internacional. Contactada pela agência para realizar alguns trabalhos de moda e relançar a sua carreira, viaja até Sydney, aproveitando a oportunidade para visitar a sua melhor amiga, Catherine Gerber. Mas as passarelas e as intrigas do mundo da moda depressa perdem importância quando Mak tropeça literalmente no corpo mutilado da amiga. Catherine é a mais recente vítima do «assassino dos stilettos», um homicida cruel que sequestra as suas presas e as tortura, para em seguida as matar. Incapaz de se afastar da investigação, Mak ver-se-á enredada num mortífero jogo do gato e do rato, longe de saber que ela própria se tornou na obsessão de um sádico psicopata¿
Estou a ler este, agora. Estou no quinto capítulo. Depois comento.
Há alturas em que vamos lendo um livro, calmamente. Aproveitando, apreciando e há outras em que nos dá uma espécie de febre e são uns atrás dos outros. Acho que este mês estou com quase 40º. Já vou no terceiro e ainda agora o mês chegou ao meio. Mas deve ir descer a temperatura, porque nas primeiras semanas, estive de férias e agora voltei ao trabalho :)
Angelologia

"Desde o início dos tempos que os nefilins, a raça que descende de anjos e humanos, procura dominar a humanidade semeando o medo, provocando guerras e infiltrando-se nas mais poderosas e influentes famílias da história. Apenas a sociedade secreta de angelologistas, com os seus conhecimentos ancestrais, tem conseguido detê-los. Agora, a Irmã Evangeline do Convento de Santa Rosa, no estado de Nova Iorque, está prestes a juntar-se a eles. Mas conseguirá ela resistir ao imenso poder dos nefilins e evitar o apocalipse? Uma narrativa vigorosa, complexa e inteligente que funde elementos bíblicos, míticos e históricos e envolve o leitor da primeira à última página."
A primeira vez que me dei conta deste livro, confesso que não me despertou muita curiosidade. Descendentes de anjos e homens... bah! Alguma treta (perdoem-me o calão). Mas a dada altura, por mero acaso, tive oportunidade de ler o primeiro capítulo e achei interessante - Uma jovem freira, encerrada num convento (que ainda por cima venera especialmente os anjos) a dar de caras com alguma correspondência misteriosa. E aí pensei: Vamos então ler para ver o que a freira descobre e em que aventuras se vai envolver, com a ajuda de alguém de fora, claro e que segredos vai desvendar. E pensei que iam descobrir que existiam esses nefilins, ou que sejam e, tentar vencê-los e no final provar, ou pelo menos tentar provar alguma coisa, sobre as relações entre o Céu e a Terra.
Mas não foi exactamente assim.
Estava mais que provado que os nefilins existiam. Uma trupe de anjos malvados que viviam ao longo dos tempos, apenas interessados em si próprios e na sua própria beleza. Que viviam a exibir as asas - entre familia, claro - asas azuis, douradas, vermelhas, etc e a fazer maldades aos outros.
Isto para mim não são anjos, são demónios.
Gostei da missão da Irmã Evangeline, das incursões ao passado que a autora fez o favor de nos relatar. Gostei das cartas dos vários personagens, e até aceitei que no final Evangeline fosse uma nefilin. Aliás, tudo o fazia prever. Só não gostei mesmo foi das festas de "jet-set" dos nefilins.
Gostava que a coisa tivesse sido mais misteriosa e obscura. Uma busca de situações do passado e a descoberta, no presente, da existência destas criaturas e a vitória sobre elas, se são assim tão más, ou algo semelhante.
Tirando este aparte, pode ler-se. Ou melhor, lê-se bem. A mim só me desgostou porque para mim anjo, é sinónimo de pureza, bondade e poder. Nâo exibição e maldade. Certo que os nefilins não são anjos a 100%, mas pronto... é a minha opinião.
sábado, 14 de agosto de 2010
Perto de Ti

Catherine foi atacada por um intruso na sua própria casa. Alguém a atirou por umas escadas abaixo, deixando-a muito ferida e condenando-a a uma longa permanência num leito de hospital. Dois homens muito diferentes parecem decididos a descobrir a verdade sobre o que aconteceu.
Uma história de mistério de fácil leitura.
É aquele tipo de narrativa que apresenta algumas das situações, sem precisar exactamente de justificar como chegou até elas. Às vezes sabe bem, numa leitura ou numa escrita, isso acontecer. Chegou-se aquela acção e pronto, não precisamos justificá-la para o desenrolar da acção ter lógica.
É o exemplo daquelas situações que acontecem neste livro e para as quais achamos que com o desenrolar do enredo, iremos descobrir o como, porquê e quem e no final são-nos justificadas pelas próprias personagens, que resolvem redimir-se e ir confessar-se à personagem principal.
Mesmo no final, somos surpreendidos com a revelação do culpado, quando se tenta ligar todos os minutos do ataque à personagem principal. Ataque esse que dá inicio à narrativa com a vitima já hospitalizada e sem memória pormenorizada do que aconteceu.
Se gostam de histórias de mistério, sem demasiada exigência é uma boa história.
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Mataram o Sidónio

Sinopse
O assassínio do Presidente da República Sidónio Pais, ocorrido em 1918, é um mistério. Apesar de a polícia ter prendido um suspeito, este nunca foi julgado. A tragédia ocorreu quando Lisboa estava a braços com a pneumónica, a mais mortífera epidemia que atravessou o séc. XX e, ainda, na ressaca da Primeira Guerra Mundial. A cidade estava exaurida de fome e sofrimento. É neste ambiente magoado e receoso que Sidónio Pais é assassinado na estação do Rossio em Dezembro de 1918.
Francisco Moita Flores constrói um romance de amor e morte. Fundamentado em documentos da época, reconstrói o homicídio do Presidente-Rei, utilizando as técnicas forenses e que, de certa forma, continuam a ser reproduzidas em séries televisivas de grande divulgação sobre as virtualidades da polícia científica.
Os resultados são inesperados e Mataram o Sidonio é um verdadeiro confronto com esse tempo e as verdades históricas que ao longo de décadas foram divulgadas, onde o leitor percorre os medos e as esperanças mais fascinantes dessa Lisboa republicana que despertava para a cidade que hoje vivemos. E sendo polémico, é terno, protagonizado por personagens que poucos escritores sabem criar. Considerado um dos mestres da técnica de diálogo, Moita Flores provoca no leitor as mais desencontradas emoções que vão da gargalhada hilariante ao intenso sofrimento. Um romance que vem da História. Uma história única para um belo romance.Mataram o Sidónio! de Francisco Moita Flores
Este é o segundo livro que leio de Moita Flores e voltei a gostar.
São factos históricos sobre as primeiras passadas da ciência forense e da policia de investigação criminal, apresentados em forma romanceada e muito bem conseguida.
Confesso que houve alturas em que me esqueci do problema principal que o livro nos apresenta e me diverti a sério, mau grado a situação séria que era retratada. Uma das personagens, Moreira Junior, chamado pelos colegas como o provocador do Governo, é autor de falas de morrer a rir, quando se decide a apresentar as suas opiniões profissionais, aos seus oponentes, atingindo-os de forma certeira e fulminando-os sem lhes dar hipótese de resposta, sempre de forma exageradamente irónica.
Aconselho. É uma boa leitura. Os esforços do médico Asdrubal de Aguiar não resolveram o caso da morte do Presidente Sidónio, mas também impediram que um presumível inocente, fosse julgado e condenado sem provas e abriram portas, à cada vez maior importância da investigação forense, na resolução de crimes.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Os Lusíadas em prosa - Parte II

Na minha procura da obra do post anterior, apareceu-me este livro e curiosa, comprei.
Confesso que me tinha despertado a curiosidade saber como iriam transformar em prosa, um poema tão especial e, comprei, mesmo sem ser o que procurava.
Não li na totalidade, acho que não vou ser capaz. Fiquei chocada!
Primeiro e como opinião geral: Qual é o interesse de "facilitar a vida" aos nossos estudantes e dar-lhes a conhecer um sucedâneo de uma das obras mais valiosas da nossa literatura?
Os Lusíadas são para ler em poema. Com as devidas métricas, palavras, expressões, tempos de escrita! São para tentarmos perceber o que cada canto nos quer dizer e para isso temos o professor para fazer-nos interessar pelo que estamos a ler!
"As armas e os barões assinalados,
Que da ocidental praia Lusitana,
Por mares nunca de antes navegados,
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados,
Mais do que prometia a força humana,
E entre gente remota edificaram
Novo Reino, que tanto sublimaram;
..."
Podemos não gostar de poesia, mas atinge-nos!
"É minha intenção louvar os heróicos navegadores que, saídos de Portugal, seguiram por mares nunca dantes navegados, ultrapassando a fraca força humana e, assim, ultrapassaram a ilha de ceilão, antiga ilha de Taprobana, tão longinqua e dificil de atingir..."
E então,eu com isso? Como se costuma dizer por algo que não nos interessa.
Isto é alguma coisa?!
Isto é uma seca! Se acharam que os alunos não iam gostar de ler os Lusíadas como magnífica obra literária e poema que é, acham que eles vão gostar de ler isto? Eu não acho!
Posso estar errada, claro. Aceito sem problemas essa hipótese de erro, mas estão a destruir a ideia do poema. Do peso da obra. Dos comentários do meu tempo: Grande chatice, ler um poema sem sabermos o que lá diz... E ao fim e ao cabo, com a ajuda dos professores, ficávamos a saber o que lá dizia e nem era assim uma seca tão grande.
Vai ser mais interessante e pedagógico, passar a ouvir dizer: Os Lusíadas? Aquele livro escrito por um zarolho, sobre coisas antigas?
Este apontamento do "zarolho" deve-se à introdução do dito livro, onde Luís de Camões é apresentado na primeira pessoa, numa linguagem que eu classificaria de adequada ao 1º ano do ensino básico.
Os alunos devem ser incentivados, desafiados a procurarem mais, não facilitados com papa desfeita que fica em nada quando se vai comer.
E eu que sou absoluta fã do Plano Nacional de Leitura!
Nota final: Acham que os Lusíadas seriam o que são agora, se tivessem sido apenas uma história escrita em prosa?
Os Lusíadas em prosa - parte I
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