quarta-feira, 16 de maio de 2012

1Q84

Ao contrário do que eu achava, que nunca tinha lido nada deste autor, nem conhecia o livro, este livro não trata da luta de escritores nem da concorrência entre quem escreve e quem re-escreve. Essa parte, que me estava a encantar na leitura inicial e continuou a encantar no desenvolvimento, é apenas uma forma de por a ação a andar. É uma parte importante para apresentar a situação de uma das personagens. A jovem Fuka-Eri que viveu uma infãncia algo estranha no meio de uma comuna de onde acabou por fugir com 12 ou 13 anos. É a história que Fuka-Eri escreve e que acabamos por concluir que viveu, que vai juntar, eventualmente, os dois protagonistas do livro que vivem em afazeres distintos e pelos vistos em mundos paralelos. Terminei o livro e fiquei algo "desapontada" enquanto alcançava o final e nem vislumbres da conclusão da história. Vai continuar no segundo livro e já soube que não é aí que vai acabar. Ainda há um terceiro, É mesmo para nos moer. Mas vale a pena moer e esperar, desde que a espera não seja longa demais. Aconselho este livro e se não este livro, este autor e qualquer outro livro seu. Haruki Murakami tem uma maneira demasiado interessante de expor a sociedade nipónica, para se ignorar e tenho a certeza que em qualquer livro que escreveu,esse interesse não vai perder-se.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

1Q84


Se eu alguma vez por mero acaso passasse por este livro, não o iria escolher para ler.
Não conheço o autor, a capa apesar de fora dos contextos habituais em que se pretende que as capas "resumam" as histórias que encerram, não está mal, mas o título não me diz nada. E eu sempre achei que o título era meio caminho para nos levar a ler um livro (provavelmente a maior parte das vezes ficamos desiludidos, mas a outra menor parte compensa-nos).
Falaram-me do autor do tipo de escrita, que era bom, muito nipónico, mas muito correcto e expressivo na sua apresentação dos romances e fiquei com curiosidade.

Se tivesse visto em algum lado, o resumo que copio agora, também me sentiria tentada a ler.

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Num mundo aparentemente normal e de contornos reconhecíveis, movem-se duas personagens centrais: Aomame, uma mulher independente, professora de artes marciais, e Tengo, professor de matemática.

Os dois estão quase a entrar na casa dos trinta anos, têm vidas solitárias e ambos se dão conta de ligeiros desajustamentos à sua volta, que os conduzirão fatalmente a um destino comum.

Falta dizer que tanto um como outro são mais do que parecem: a bela Aomame, nas horas vagas, é uma assassina que mata as suas vítimas sem deixar vestígios, levando toda a gente a pensar que morreram de morte natural; o apagado Tengo, um escritor em construção a quem o editor, Komatsu de seu nome, encarregou de trabalhar na revisão de A Crisálida de Ar, obra prometedora, nascida da imaginação (ou talvez não...) de uma adolescente enigmática, chamada Fuka-Eri.
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Neste momento, tenho-o comigo (em formato digital, no meu Kindle, devo ter lido umas vinte páginas que equivalem a algo como 5% de leitura - isto exagerando porque não me recordo do que o equipamento indica e ainda não me habituei à ideia da percentagem em vez das páginas) e estou a ler a parte que o final do resumo apresenta desde "apagado Tengo, um escritor... até adolescente enigmática, chamada Fuka-Eri".
Só por isto já me interessou.
Que acontecerá quando um pretenso escritor, leva uma obra sua a concurso e descobre que vai ser alterada por outro, para concorrer a outro concurso de maior importância? Não sei ainda, se é este o mote principal da trama, mas a mim já me cativou.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Clube de Leitura Bertrand

A melhor forma de apresentar um Clube de Leitura, que só pelo seu nome e para mim está apresentado, é usar as palavras dos próprios.

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A Bertrand Livreiros criou o Clube de Leitura Bertrand para aqueles que gostam de uma boa conversa à volta dos livros. Aqui poderá encontrar novas leituras e aprofundá-las em encontros construtivos e enriquecedores. Uma vez por mês, todos os meses, no espaço da livraria, proporcionamos a convivência e a discussão entre quem gosta de explorar e de ir mais além, tornando a experiência da leitura ainda mais estimulante.
Descubra novos e interessantes livros num dos nossos clubes temáticos. Para participar só tem de se tornar membro daquele ou daqueles que forem os da sua preferência.
Boas leituras!
Unquote


Convido-os a visitarem o CLube de Leitura Bertrand

Infelizmente na altura deste convite, já deixei fugir as datas de alguns dos encontros, mas ainda vamos a tempo para muito outros.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Emprestar livros

Quem é que já se sentiu tentado a não emprestar um livro, quando alguém o pede emprestado?
De certeza quase todos os verdadeiros leitores. É que um livro é algo nosso, é um pedacinho de nós e quando emprestamos um livro estamos a abrir mão desse pedacinho que vai sair do pé de nós, vai para longe e pode não voltar...

Já tive boas e más experiências com os empréstimos de livros. Mais más que boas.

Começou na escola, quando uma vez emprestei um livro para uma colega estudar para o exame... nunca mais o vi. Não iria voltar a usá-lo, mas era meu e era um daqueles livros que interessa guardar.
Noutra altura, muito perto daquela emprestei um outro livro a alguém que na volta me emprestou ela própria um. Deu-mo quando lhe disse que já o lera e o ia devolver, e sem que eu lhe desse o meu, acabou por ir ficando com ele, até hoje.

Qualquer uma das duas, já não fazem parte do meu grupo de amigos e conhecidos, deixei de ter contato, portanto perdi os meus livros, para sempre.

O problema, é que o problema se está a repetir com pessoas do círculo atual.
Tenho dois livros emprestados, a pessoas diferentes... ad eternum (se é assim que se escreve pois linguas mortas não são o meu forte).

Não tenho coragem para dizer "olhem lá está na hora de devolver o que vos emprestei" e fico à espera. Vou dando dicas, para lembrar e várias vezes resultam, pelo menos na lembrança tipo, tenho lá o teu livro e já acabei, ou ainda estou a ler o teu livro... E o livro só é meu, porque fui eu que o emprestei, porque tê-lo de volta está dificil.

Com isto respondo eu própria à pergunta que coloquei no inicio do post: Sinto-me sempre tentada a não emprestar. Já não ofereço e tento desviar o assunto do livro quando vejo que há muito interesse.
Estou a ser egoista, tenho a certeza e sinto-me mal com isso por três motivos:
Primeiro, é feio ser egoista, conforme aprendi em criança e na verdade, acho que não sou. Gosto de partilhar, mas partilhar livros custa-me um pouco.
Segundo, eu gosto que me emprestem livros quando não tenho acesso a eles de outra forma. Livros emprestados, para mim, normalmente são sujeitos a um record de leitura e um especial cuidados de manuesamento, para os devolver rapidamente e exatamente nas mesmas condições em que os emprestaram.
Terceiro, os livros devem ser partilhados. O bom de um livro, além de tudo o que ele nos possa dar, mostrar e ensinar é mesmo o comentar e conversar sobre ele. É isso que torna o ler livros tão interessante.

Mas insisto. Emprestar um livro? Nós até conhecemos as pessoas e achamos que são cuidadosas, mas há sempre o risco, acima contado, de ficarmos sem eles e há o risco de os livros nos serem devolvidos amassados, riscados ou rasgados.
Nunca me aconteceu, porque morria ali mesmo! E aí é que nunca mais emprestava!

Acho que já resolvi uma parte do "empréstimo".
Não posso emprestar um livro, se estiver a lê-lo desta forma, não é?

Cedência digital? É uma alternativa.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Kindle

Não há nada que substitua o cheiro de um livro e o som do desfolhar das folhas de um livro, a não ser 1400 livros num só dispositivo, ou mais conforme o equipamento.

Eu que sou uma amante dos livros, de tudo o que eles encerram para os leitores e do objeto em si, fui traída por este "pequenino".

Vejam mais e digam lá se não compensa.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Livros e mais livros... sonhos em páginas cheias de palavras...

Era capaz de passar horas nestes locais...

Nem precisa estar a ler, nem precisava estar com um livro na mão...

Passar pelos diversos pisos e corredores já me enchia... ver os livros, ler as lombadas e imaginar...

Quem gosta de livros, tem que gostar destes espaços.
Podem ver mais em As 20 Mais Belas Livrarias do Mundo
E uma é portuguesa!

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

a máquina de fazer espanhóis


Sinopse
Esta é a história de quem, no momento mais árido da vida, se surpreende com a manifestação ainda de uma alegria. Uma alegria complexa, até difícil de aceitar, mas que comprova a validade do ser humano até ao seu último segundo. a máquina de fazer espanhóis é uma aventura irónica, trágica e divertida, pela madura idade, que será uma maturidade diferente, um estádio de conhecimento outro no qual o indivíduo se repensa para reincidir ou mudar. O que mudará na vida de antónio silva, com oitenta e quatro anos, no dia em que violentamente o seu mundo se transforma? valter hugo mãe nasceu em Saurimo, Angola, no ano de 1971. Licenciado em Direito, pós-graduado em Literatura Portuguesa Moderna e Contemporânea. Vive em Vila do Conde. Publicou três romances: o apocalipse dos trabalhadores (2008), o remorso de Baltazar serapião, Prémio José Saramago (2006) e o nosso reino (2004). A sua obra poética está revista e reunida no volume folclore íntimo (2008). valter hugo mãe é vocalista do grupo musical Governo (www.myspace.com/ogoverno) e esporadicamente dedica-se às artes plásticas.

Pensei seriamente antes de fazer este post
.
É injusto para quem lê, um comentário de alguém que não gostou de um livro. E não gosto por achar que não é bom. Quem sou eu para criticar a qualidade de um escritor? Limito-me a dar uma opinião. Não gosto, por que não gosto do tema e não gosto porque me cansa a escrita.

Tinha curiosidade em ler valter hugo mãe e essa curiosidade foi um pouco aguçada quando soube que o autor recebeu o prémio José Saramago. E eu gosto de José Saramago.

Antes de apresentar a minha opinião, andei a "espreitar" várias opiniões e conclui que sou das poucas pessoas, pelo menos nas que acedi, que ficaram decepcionadas.

Passo a explicar:
Cansa-me o apresentação do tipo de escrita.
As famosas palavras que devem ser minúsculas pela sua igual importância, conforem explicou o autor, aliadas a parágrafos imensos, onde o diálogo se cola à narração, obrigam a uma concentração excessiva para perceber quem "fala" e dou por mim a tentar descobrir qual é o sentimento de quem está a "falar" antes de saber de quem se trata. E a dada altura já li duas linhas quando concluo que afinal aquilo já não é diálogo, é narração.
Se calhar assim é que é certo, mas dispenso esta ginástica mental. Não é necessária.
Depois, não gosto do tema. Quando falo em tema, não me refiro aos idosos e aos lares de terceira idade. Refiro-me à acção da história.
Li pela curiosidade acima explicada, mas nem assim fui ajudada. Agora falo do tema e digo que é um tema especial, forte que marca quem se importa e faz pensar até quem não se importa. Pelo que li, e não li o livro todo, valter hugo mãe tem um vocabulário riquissimo e apresenta muito bem, no seu ponto de vista, o que é a verdade dos lares da terceira idade contada por um idoso.
Mas não foi suficiente e acho que nunca irei terminar o livro. Para eu poder gostar, precisava de mais acção.
Estarei a ser injusta? Provavelmente se não gosto deste tipo de tramas, sem acção.
Gosto de ler por vários motivos, importantes ou não, são os meus, sem contar com aqueles motivos que nos tocam em alturas especiais da nossa vida e que nos levam a ler determinado livro.

1º para aprender coisas que desconhecia
2º para relembrar coisas que já sabia, sob pontos de vista diferentes
3º para passar tempos livres
4º para me divertir apenas por divertir
5º para me emocionar
E pelos vários motivos apresentados, o que li apenas me completou o terceiro ponto.
Dispenso dar a opinião sobre se devem ler ou não este livro. Embora e de certeza, não liguem à minha opinião, acho que cada um deve ir ler este ou qualquer outro livro, movido pela sua própria curiosidade e não apenas porque alguém disse que devem ler.