quarta-feira, 11 de abril de 2012

1Q84


Se eu alguma vez por mero acaso passasse por este livro, não o iria escolher para ler.
Não conheço o autor, a capa apesar de fora dos contextos habituais em que se pretende que as capas "resumam" as histórias que encerram, não está mal, mas o título não me diz nada. E eu sempre achei que o título era meio caminho para nos levar a ler um livro (provavelmente a maior parte das vezes ficamos desiludidos, mas a outra menor parte compensa-nos).
Falaram-me do autor do tipo de escrita, que era bom, muito nipónico, mas muito correcto e expressivo na sua apresentação dos romances e fiquei com curiosidade.

Se tivesse visto em algum lado, o resumo que copio agora, também me sentiria tentada a ler.

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Num mundo aparentemente normal e de contornos reconhecíveis, movem-se duas personagens centrais: Aomame, uma mulher independente, professora de artes marciais, e Tengo, professor de matemática.

Os dois estão quase a entrar na casa dos trinta anos, têm vidas solitárias e ambos se dão conta de ligeiros desajustamentos à sua volta, que os conduzirão fatalmente a um destino comum.

Falta dizer que tanto um como outro são mais do que parecem: a bela Aomame, nas horas vagas, é uma assassina que mata as suas vítimas sem deixar vestígios, levando toda a gente a pensar que morreram de morte natural; o apagado Tengo, um escritor em construção a quem o editor, Komatsu de seu nome, encarregou de trabalhar na revisão de A Crisálida de Ar, obra prometedora, nascida da imaginação (ou talvez não...) de uma adolescente enigmática, chamada Fuka-Eri.
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Neste momento, tenho-o comigo (em formato digital, no meu Kindle, devo ter lido umas vinte páginas que equivalem a algo como 5% de leitura - isto exagerando porque não me recordo do que o equipamento indica e ainda não me habituei à ideia da percentagem em vez das páginas) e estou a ler a parte que o final do resumo apresenta desde "apagado Tengo, um escritor... até adolescente enigmática, chamada Fuka-Eri".
Só por isto já me interessou.
Que acontecerá quando um pretenso escritor, leva uma obra sua a concurso e descobre que vai ser alterada por outro, para concorrer a outro concurso de maior importância? Não sei ainda, se é este o mote principal da trama, mas a mim já me cativou.

1 comentário:

Manuel Cardoso disse...

Murakami é um escritor extraordinário; desta obra já li o vol.1 e o 2 mas estou "em pulgas" para ler o 3.
Acho que este senhor é um caso sério na melhor literatura de todos os tempos...