quarta-feira, 20 de julho de 2016

Estação Onze





Estação Onze conta-nos a cativante história de um grupo de pessoas que arriscam tudo em nome da arte e da sociedade humana após um acontecimento que abalou o mundo. Kirsten Raymonde nunca esqueceu a noite em que teve início uma pandemia de gripe que veio a destruir, quase por completo, a humanidade.

Vinte anos depois, Kirsten é uma atriz de uma pequena trupe que se desloca por entre as comunidades dispersas de sobreviventes. No entanto, tudo irá mudar quando a trupe chega a St. Deborah by the Water. Um romance repleto de suspense e emoção que nos confronta com os estranhos acasos do destino que ligam os seus personagens.



O livro inicia com a representação da peça Rei Lear, durante a qual o actor principal morre de ataque cardíaco. São-nos apresentados três figuras de importância, conforme se verá mais à frente - o ator que morre, Arthur Leander, o socorrista que o assistiu Jeevan Chaudhary e a pequena atriz que assistiu a tudo, Kirsten Raymonde.
Uma epidemia de gripe, assola o país e em meses a humanidade é quase dizimada, e as tecnologias desabam (Este parte foi vitima de grandes criticas, porque quem leu achou que não era plausível, que haveria forma de retornar as coisas, já que houve sobreviventes. A mim não me incomodou sobremaneira. Descambou, está descambado.)

Após esta apresentação, começamos a seguir a vida de Kirsten e da Sinfonia Intinerante, um grupo composto por músicos e atores que anda pelas terras fora a representar Shapespeare e a dar concertos às poucas pessoas que existem nas terras por onde vão passando. 
A par desta açção, começamos a ler sobre cada uma das personagens, anos antes da epidemia e a leitura passa a ser intercalada entre o passado e o presente e mais algumas personagens são-nos apresentadas durante essa narrativa.

Personagens que achamos que não nos vão interessar, acabam por ser importantes para a história e aos poucos recebemos explicações do passado, sobre situações e atitudes do presente. As personagens foram lindamente interligadas pela autora e cabe a cada uma o seu lugar na história, de forma a que ela tenha lógica.

Não vou dizer mais nada, porque corro o risco de começar a resumir a história e aí tenho que ser spoiler e leio sempre tantos alertas sobre isso que não quero ser.

Aconselho a leitura. É de fato uma distopia num futuro muito próximo, com personagens agradáveis e outros nem tanto, mas lê-se bem independentemente das nossa opinião final.
A minha é positiva.




2 comentários:

O meu pensamento viaja disse...

Maria João , não conheço o livro, mas imediatamente pensei no Ensaio sobre a Cegueira, de Saramago.
Beijo

Diana Santos disse...

Parece ser um livro maravilhoso!

Portuguese Girl with American Dreams
http://fromportugaltonyc.blogspot.com/