segunda-feira, 11 de novembro de 2013

O Estranho Ano de Vanessa M.

Quando entrou no carro, naquela tarde de Inverno, Vanessa não sabia que estava a embarcar numa viagem sem retorno. Uma viagem interior, que pôs em causa todas as suas escolhas e, acima de tudo, toda uma vida construída em torno das expectativas e opiniões dos outros. Entre episódios trágicos e cómicos, que envolvem uma mãe controladora, uma tia hippie, um casamento entediante, um chefe insuportável e uma amiga que não sabe quando se calar, “O Estranho ano de Vanessa M.” conduz-nos nessa auto-descoberta e faz-nos reflectir sobre o poder que temos de, a qualquer momento, colocar tudo em questão. Porque a busca da felicidade não tem prazo.


A escrita  é muito acessível e facilmente nos damos conta de que tal como Vanessa, muitos de nós gostaríamos de bater com a porta e deixar tudo o que é a nossa rotina para trás. Agora entre o gostar de fazer e o fazer, correm sentimentos e tomadas de decisão. Não vamos deixar casa, marido e filhos, apenas porque estamos fartos de os aturar e há dias em que nos apetece que não existissem. É por isso que existem hobbies, nem que seja a escrita de romances de ficção, onde imaginamos um mundo que gostaríamos que fosse o nosso, mesmo que a história não tenha nada a ver com a nossa vida. No meu caso, seria esse o hobbie a por em prática.

Claro que se trata de uma obra de ficção e não importa se o que Vanessa faz, durante esse ano de mudança é correcto, ou não é correcto e até é engraçado ver que as coisas lhe correm bem, mesmo depois de alguns azares.
Só é "aborrecido", porque se alguém decidisse aplicar esse tipo de mudança na sua vida, com certeza não iria sair-se tão bem quanto Vanessa se saiu. Não iria conseguir iniciar um negócio de bolos que lhe permitisse despedir-se do emprego que já tinha e viver desse negócio, não iria conseguir sair com um ou dois homens, tivesse sido em seguimento a bebedeiras ou não e acabar por ser aceite pelo ex-marido, de forma tão leve, no final do ano.

Mas imaginemos que a ideia do livro é mesmo lembrar-nos que podemos mudar as nossas vidas, nem que essa mudança não seja tão drástica quanto a de Vanessa e que temos sempre tempo e direito de sonhar com essa mudança.


4 comentários:

O meu pensamento viaja disse...

Fiquei curiosa. Vou espreitar!
beijo

Virginia Beatriz Veiga disse...

Vi atentamente o entrevista de gostei imenso do modo como falou do seu livro que me deixou curiosa para ler.
Adoro ler .
desejo-lhe toda a felicidade do mundo e que continue a mostrar-nos e a deliciar-nos com a sua criatividade.
Obrigada.
Virgínia

Virginia Beatriz Veiga disse...

Vi atentamente o entrevista de gostei imenso do modo como falou do seu livro que me deixou curiosa para ler.
Adoro ler .
desejo-lhe toda a felicidade do mundo e que continue a mostrar-nos e a deliciar-nos com a sua criatividade.
Obrigada.
Virgínia

Virginia Beatriz Veiga disse...

Vi atentamente o entrevista de gostei imenso do modo como falou do seu livro que me deixou curiosa para ler.
Adoro ler .
desejo-lhe toda a felicidade do mundo e que continue a mostrar-nos e a deliciar-nos com a sua criatividade.
Obrigada.
Virgínia